Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Porque existem certas frases ditas que não devem ser esquecidas.
"...os trastes que conheço do morro do Querosene..."
"..MALAQUICE EXTREMA!"
"Não precisa mais do guarda chuva. Não fizemos chapinha, nem somos feitas de açucar... mas você continua um docinho!" (NÃO foi uma cantada, ok? (:)
"NÃO É LOUCURA! É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA!"
"Pra que não se perder no trânsito em São Paulo com sua vó assassina esperando no apartamento cheio de familiares sangrentos, se você pode se perder?!"
"O cigarro tem maconha dentro!"
"...gata..."
"1:QUAL?
2:Aquele de azul!
1:Ahh, sim bonitinho.. que cantada você faria para ele?
2: Ei, peixinho azul. Glub Glub. (:
RISOS. somostontas"
"1: Acho que lá em cima escolhi ser inteligente, mas preferia ter nascido bonita...
2:Eu acho que lá em cima escolhi ser humilde..."
"onde voce posde passar o reveillon?
sofia: nos quintos do infernos, POR FAVOR."
"EU sou o batman.
Sim, você é o batman."
Porque existem certas frases ditas que não devem ser esquecidas.
"..MALAQUICE EXTREMA!"
"Não precisa mais do guarda chuva. Não fizemos chapinha, nem somos feitas de açucar... mas você continua um docinho!" (NÃO foi uma cantada, ok? (:)
"NÃO É LOUCURA! É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA!"
"Pra que não se perder no trânsito em São Paulo com sua vó assassina esperando no apartamento cheio de familiares sangrentos, se você pode se perder?!"
"O cigarro tem maconha dentro!"
"...gata..."
"1:QUAL?
2:Aquele de azul!
1:Ahh, sim bonitinho.. que cantada você faria para ele?
2: Ei, peixinho azul. Glub Glub. (:
RISOS. somostontas"
"1: Acho que lá em cima escolhi ser inteligente, mas preferia ter nascido bonita...
2:Eu acho que lá em cima escolhi ser humilde..."
"onde voce posde passar o reveillon?
sofia: nos quintos do infernos, POR FAVOR."
"EU sou o batman.
Sim, você é o batman."
Porque existem certas frases ditas que não devem ser esquecidas.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Recomendação: nunca fique numa varanda com vista para um cemitério.
Olha, eu nem tava prestando atenção,ok? Naquele momento meus pensamentos eram muito mais importantes.. Eles rodavam por vias muito mais distantes (como o quanto eu to enjoada da minha família -nem meu cachorro se salva!-, minha indecisão, como aquele cara difícil de esquecer -e o quanto eu queria poder esquêce-lo, mesmo sabendo que é impossível , ou se não aquele amor impossível que eu sei que é maluquice mas mesmo assim tenho esperanças)... Mas até aí, nada importa certo?
O que importa é o que está para acontecer.
Foi tudo rápido de mais, na varanda do prédio. Meu cabelo não parava de balançar, porque estava muito vento. Era um fim de tarde, o sol estava se pondo, e essa luz tingia tudo de vermelho.
Dava um ar sinistro para a situação... E eu não gostava muito dali. A vista da varanda não era exatamente uma vista muito.. agradável.
Pois do outro lado da rua havia um patrimônio público.
Um cemitério.
Cara, aquilo me da arrepios...e saiba que não sou muito medrosa!
Todas aquelas lápides com as cruzes, e os anjos de cimento te encarando... argh!
Então eu evito olhar pra lá, mas eu estava fumando.E para fumar eu preciso sair de casa (regras do condomínio..) e quando quando faço isso nem penso direito.. Então nem me lembrei.
Estava nesses momentos de esquecimento, eu notei um movimento. E como cemitérios são muito parados, qualquer movimento chama a atenção.
Corri os olhos pelo cemitério, e descobri o lugar diferente. Era uma lápide. E ela estava tremendo.
Eu estava apoiada na grade, mas quando notei me distanciei. Fiquei reta, olhando fixo para o ponto estranho, paralisada de medo. O cigarro caiu da minha mão.
A lápide estava abrindo. E de lá saiu uma mão. Ela era pálida e esqualida, praticamente apenas ossos.
E conforme a lápide se abria, decobri o que saia dela. Era um corpo branco, magro, pele e osso. Estava vestindo farrapos, e se movimentava como alguem que tem falta de prática. Era um cadaver em decomposição. Um zumbi.
A primeira coisa que pensei foi : "URGH!".
A segunda "O cigarro tem maconha dentro!"
Terceiro: "Preciso fazer algo".
E então ele se virou abruptamente. E olhou pra mim, e percebi que dentro da cavidade de seus olhos era vermelho carmim, e amedrontador.
Pelo meu instinto- ou por adrenalina-, me virei para correr. Mas fui detida. O zumbi barrava meu caminho.
Para alguém que tinha falta de prática em se locomover, ele era bem rápido!
Sem escolhas, fiz o que qualquer boa donzela indefesa faz: gritei!
Gritei bem alto e estridente, de olhos fechados, e lagrimas escorriam pela minha buchecha.
Quando abri os olhos ele.. havia sumido.
E eu estava sozinha de novo na varanda.
Porém, ao olhar para o cemitério, vejo que sua lápide estava aberta.
Assustada, entrei no apartamento.
P.s.: Este é o primeiro conto em conjunto (Ana e Sofia)
P.s.2: Quando tivemos a idéia estavamos na varanda da avó da Ana, que sim, tem uma vista para um cemitério (dá pra acreditar?)
P.s.3: Sofia diz: "Esse conto me lembra muito o clipe Thriller do Michael Jackson."
(:
O que importa é o que está para acontecer.
Foi tudo rápido de mais, na varanda do prédio. Meu cabelo não parava de balançar, porque estava muito vento. Era um fim de tarde, o sol estava se pondo, e essa luz tingia tudo de vermelho.
Dava um ar sinistro para a situação... E eu não gostava muito dali. A vista da varanda não era exatamente uma vista muito.. agradável.
Pois do outro lado da rua havia um patrimônio público.
Um cemitério.
Cara, aquilo me da arrepios...e saiba que não sou muito medrosa!
Todas aquelas lápides com as cruzes, e os anjos de cimento te encarando... argh!
Então eu evito olhar pra lá, mas eu estava fumando.E para fumar eu preciso sair de casa (regras do condomínio..) e quando quando faço isso nem penso direito.. Então nem me lembrei.
Estava nesses momentos de esquecimento, eu notei um movimento. E como cemitérios são muito parados, qualquer movimento chama a atenção.
Corri os olhos pelo cemitério, e descobri o lugar diferente. Era uma lápide. E ela estava tremendo.
Eu estava apoiada na grade, mas quando notei me distanciei. Fiquei reta, olhando fixo para o ponto estranho, paralisada de medo. O cigarro caiu da minha mão.
A lápide estava abrindo. E de lá saiu uma mão. Ela era pálida e esqualida, praticamente apenas ossos.
E conforme a lápide se abria, decobri o que saia dela. Era um corpo branco, magro, pele e osso. Estava vestindo farrapos, e se movimentava como alguem que tem falta de prática. Era um cadaver em decomposição. Um zumbi.
A primeira coisa que pensei foi : "URGH!".
A segunda "O cigarro tem maconha dentro!"
Terceiro: "Preciso fazer algo".
E então ele se virou abruptamente. E olhou pra mim, e percebi que dentro da cavidade de seus olhos era vermelho carmim, e amedrontador.
Pelo meu instinto- ou por adrenalina-, me virei para correr. Mas fui detida. O zumbi barrava meu caminho.
Para alguém que tinha falta de prática em se locomover, ele era bem rápido!
Sem escolhas, fiz o que qualquer boa donzela indefesa faz: gritei!
Gritei bem alto e estridente, de olhos fechados, e lagrimas escorriam pela minha buchecha.
Quando abri os olhos ele.. havia sumido.
E eu estava sozinha de novo na varanda.
Porém, ao olhar para o cemitério, vejo que sua lápide estava aberta.
Assustada, entrei no apartamento.
P.s.: Este é o primeiro conto em conjunto (Ana e Sofia)
P.s.2: Quando tivemos a idéia estavamos na varanda da avó da Ana, que sim, tem uma vista para um cemitério (dá pra acreditar?)
P.s.3: Sofia diz: "Esse conto me lembra muito o clipe Thriller do Michael Jackson."
(:
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Dedicatória
Provavelmente este texto vai ser comprido.
Porque é uma dedicatória importante, então deve ser muito boa. Afinal, é para uma pessoa muito especial.
E, como uma grande admiradora de livros, e grande admiradora da escrita, tenho uma teoria de que, um texto para ser bom, deve ser escrito naturalmente e (eu sei que pode parecer clichê) vir do fundo do coração.
Então, talvez minha teoria esteja errada, e a dedicatória não fique muito boa, mas pelo menos é sincera e do fundo do coração.
Certo... Por onde começar?
LIVROS! Cara, como eu amo ler... Eu ainda não entendo como pode existir pessoas no mundo que não gostem de ler. Eu tenho outra teoria (já deve ter reparado que tenho várias teorias) de que no fundo todos gostamos de ler, e as pessoas que não gostam, apenas não acharam o livro certo.
Sinceramente? Não tenho certeza por que gosto tanto de ler. Porque o ser humano busca o conhecimento? Talvez. Por que gosto do jeito que o livro nos teletransporta da realidade? Pode ser.
Tudo que sei dizer é que ao ler sinto essa felicidade aqui dentro! É tão bom, que sei que não viveria sem livros.
Nunca consegui definir um escritor ou um livro favorito.
Até que um dia eu vi ESTE livro.
O que eu vi nesse livro, foram as palavras. É como se ele tivesse reproduzido seus pensamentos e impresso em papel.
O modo como o livro era escrito, palavra por palavra me envolvia e fascinava cada vez mais.
Eu me hipnotizei por aquele livro: Peeps (Os Primeiros Dias, em português) do Scott Westerfeld.
Eu fiquei admirada. Passei 10 minutos na livraria e já havia lido mais da metade do livro (quase sem exageros).
Eu PRECISAVA ler aquele livro.
Eu PRECISAVA ler mais daquele jeito de escrita...
Eu estava simplesmente apaixonada pelo jeito de Scott Westerfeld escrever.
E conforme fui lendo (depois ainda Os Últimos Dias e Tão Ontem) só consegui chegar a seguinte conclusão:
Scott Westerfeld é um gênio, uma das pessoas que mais admiro no mundo (se não for a que mais), e meu escritor favorito.
E não é apenas por esse jeito especial de escrever, mas também por sua criatividade, inteligência, sarcasmo (que me faz rir muito), esperteza e outras qualidades.
E tudo que eu tenho é agradecer ao Scott. Afinal, se a coisa que eu mais amo fazer é ler, imagina como me sinto ao ler o livro que mais amo!
Então, obrigada Scott.
Obrigada também ao lápis de Scott, ao computador de Scott, aos pais de Scott e a qualquer coisa que possa ter ajudado ele a escrever.
Por que seus livros são especiais.
E como você já me disse um dia – talvez você não se lembre, já faz tempo, foi através do twitter (eu, para variar até chorei.Típico) – “boa sorte com as palavras”.
E talvez não da sua fã número um, mas de uma fã que te admira muito, e talvez essa não seja a melhor dedicatória, mas é a mais sincera.
Com carinho,
Ana Helena, Brasil.
Porque é uma dedicatória importante, então deve ser muito boa. Afinal, é para uma pessoa muito especial.
E, como uma grande admiradora de livros, e grande admiradora da escrita, tenho uma teoria de que, um texto para ser bom, deve ser escrito naturalmente e (eu sei que pode parecer clichê) vir do fundo do coração.
Então, talvez minha teoria esteja errada, e a dedicatória não fique muito boa, mas pelo menos é sincera e do fundo do coração.
Certo... Por onde começar?
LIVROS! Cara, como eu amo ler... Eu ainda não entendo como pode existir pessoas no mundo que não gostem de ler. Eu tenho outra teoria (já deve ter reparado que tenho várias teorias) de que no fundo todos gostamos de ler, e as pessoas que não gostam, apenas não acharam o livro certo.
Sinceramente? Não tenho certeza por que gosto tanto de ler. Porque o ser humano busca o conhecimento? Talvez. Por que gosto do jeito que o livro nos teletransporta da realidade? Pode ser.
Tudo que sei dizer é que ao ler sinto essa felicidade aqui dentro! É tão bom, que sei que não viveria sem livros.
Nunca consegui definir um escritor ou um livro favorito.
Até que um dia eu vi ESTE livro.
O que eu vi nesse livro, foram as palavras. É como se ele tivesse reproduzido seus pensamentos e impresso em papel.
O modo como o livro era escrito, palavra por palavra me envolvia e fascinava cada vez mais.
Eu me hipnotizei por aquele livro: Peeps (Os Primeiros Dias, em português) do Scott Westerfeld.
Eu fiquei admirada. Passei 10 minutos na livraria e já havia lido mais da metade do livro (quase sem exageros).
Eu PRECISAVA ler aquele livro.
Eu PRECISAVA ler mais daquele jeito de escrita...
Eu estava simplesmente apaixonada pelo jeito de Scott Westerfeld escrever.
E conforme fui lendo (depois ainda Os Últimos Dias e Tão Ontem) só consegui chegar a seguinte conclusão:
Scott Westerfeld é um gênio, uma das pessoas que mais admiro no mundo (se não for a que mais), e meu escritor favorito.
E não é apenas por esse jeito especial de escrever, mas também por sua criatividade, inteligência, sarcasmo (que me faz rir muito), esperteza e outras qualidades.
E tudo que eu tenho é agradecer ao Scott. Afinal, se a coisa que eu mais amo fazer é ler, imagina como me sinto ao ler o livro que mais amo!
Então, obrigada Scott.
Obrigada também ao lápis de Scott, ao computador de Scott, aos pais de Scott e a qualquer coisa que possa ter ajudado ele a escrever.
Por que seus livros são especiais.
E como você já me disse um dia – talvez você não se lembre, já faz tempo, foi através do twitter (eu, para variar até chorei.Típico) – “boa sorte com as palavras”.
E talvez não da sua fã número um, mas de uma fã que te admira muito, e talvez essa não seja a melhor dedicatória, mas é a mais sincera.
Com carinho,
Ana Helena, Brasil.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Baseado em Fatos Reais
Certo... As luzes estão apagadas. Eu olho para ele... tão lindo. A fraca luz da tela do cinema reflete em seus (para mim pelo menos) perfeitos traços.
Como pude desenvolver essa paixão ao mesmo tempo tão grande e ao mesmo tempo tão reprovada dentro de mim? E pensar que já o beijei...
Mas hoje, e apenas recentemente, que descobri o quanto gostava dele. De suas piadas sem graças, dele tocar violão...
E o pior que, quando percebi isso, ele namorava.. e tão apaixonadamente! E ainda com uma de minhas amigas.
Quando descobri que haviam terminado o namoro foi como uma onda de alívio e felicidade que veio.
E hoje era grande dia: ia me declarar para ele. Nada de poemas, ou sonatas... apenas nas palavras, pois, acima de tudo apreciava sua presença.
E mesmo que ele não gostasse de mim, eu queria que continuasse meu amigo...
Estava mergulhada em meus pensamentos apaixonados -e até então, secretos- quando ele de repente se virou para mim, chegou bem perto (tão perto que pude quase sentir sua respiração) e me disse, calmo e ancioso, me olhando através dos óculos 3D do cinema:
-E aí, vai me contar o tal segredo?
Meu coração foi a mil, e eu gelei. Era agora. Eu reuni cada fiozinho de coragem que restava em meu corpo, e tentei espantar aqueles que falavam "invente qualquer coisa e dê o fora!", respirei fundo , e ao expirar, disse calmamente:
-Eu estou apaixonada por você.
Mirei-o para ver sua reação.
Ele tirou os óculos e me olhou, a expressão extremamente perplexa.
Falei brava, chateada e até com certo desprezo:
-Essa é exatamente a reação que eu esperava...
Ele absorveu as palavras, se recompôs e disse:
-Me desculpe, mas é que estou muito surpreso. Deixe-me pensar por alguns momentos.
Voltou para sua poltrona, e ficou pensando e pensando.. pode ter durado apenas alguns segundos, mas senti que ele pensou como se tivessem sido milênios.
Até que ele se virou, olhou nos meus olhos, e disse, com firmeza:
-Já pensei.
Levantou o acento de braços que nos separava e me beijou.
p.s.: Não sabia se deveria por esta esta história em Bite of Love, pois realmente aconteceu (não comigo, mas não vou revelar nomes), mas ao pensar bem, cheguei a seguinte conclusão: Não importa a definição certa de "conto", para mim a definição de conto é uma história (razoavelmente curta)que narra um acontecimento.. e para mim, deve ser feliz. E isso nada mas é que isso: um acontecimento EXTREMAMENTE feliz, porém, se Deus quiser, nada curto.
p.s.2:Sofia me perdoe (:
Como pude desenvolver essa paixão ao mesmo tempo tão grande e ao mesmo tempo tão reprovada dentro de mim? E pensar que já o beijei...
Mas hoje, e apenas recentemente, que descobri o quanto gostava dele. De suas piadas sem graças, dele tocar violão...
E o pior que, quando percebi isso, ele namorava.. e tão apaixonadamente! E ainda com uma de minhas amigas.
Quando descobri que haviam terminado o namoro foi como uma onda de alívio e felicidade que veio.
E hoje era grande dia: ia me declarar para ele. Nada de poemas, ou sonatas... apenas nas palavras, pois, acima de tudo apreciava sua presença.
E mesmo que ele não gostasse de mim, eu queria que continuasse meu amigo...
Estava mergulhada em meus pensamentos apaixonados -e até então, secretos- quando ele de repente se virou para mim, chegou bem perto (tão perto que pude quase sentir sua respiração) e me disse, calmo e ancioso, me olhando através dos óculos 3D do cinema:
-E aí, vai me contar o tal segredo?
Meu coração foi a mil, e eu gelei. Era agora. Eu reuni cada fiozinho de coragem que restava em meu corpo, e tentei espantar aqueles que falavam "invente qualquer coisa e dê o fora!", respirei fundo , e ao expirar, disse calmamente:
-Eu estou apaixonada por você.
Mirei-o para ver sua reação.
Ele tirou os óculos e me olhou, a expressão extremamente perplexa.
Falei brava, chateada e até com certo desprezo:
-Essa é exatamente a reação que eu esperava...
Ele absorveu as palavras, se recompôs e disse:
-Me desculpe, mas é que estou muito surpreso. Deixe-me pensar por alguns momentos.
Voltou para sua poltrona, e ficou pensando e pensando.. pode ter durado apenas alguns segundos, mas senti que ele pensou como se tivessem sido milênios.
Até que ele se virou, olhou nos meus olhos, e disse, com firmeza:
-Já pensei.
Levantou o acento de braços que nos separava e me beijou.
p.s.: Não sabia se deveria por esta esta história em Bite of Love, pois realmente aconteceu (não comigo, mas não vou revelar nomes), mas ao pensar bem, cheguei a seguinte conclusão: Não importa a definição certa de "conto", para mim a definição de conto é uma história (razoavelmente curta)que narra um acontecimento.. e para mim, deve ser feliz. E isso nada mas é que isso: um acontecimento EXTREMAMENTE feliz, porém, se Deus quiser, nada curto.
p.s.2:Sofia me perdoe (:
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sentido
"E quer saber a principal razão por que eu estou feliz por ter descoberto que era princesa, e que vou ser pelo resto da vida?
Se não fossse isso, duvido muito que tivesse um final assim tão feliz."
Meg Cabot,
Para Sempre Princesa.
Se não fossse isso, duvido muito que tivesse um final assim tão feliz."
Meg Cabot,
Para Sempre Princesa.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Eu simplesmente odeio
alterações repentinas de humor.
Não gosto muito dos meus hormonios também.
Eles me deixam louca.
(YEAH, I'M BACK BABY. Amanhã vou postar coisas que esccrevi na viagem. Caramba, eu sinto falta de desabafar).
Não gosto muito dos meus hormonios também.
Eles me deixam louca.
(YEAH, I'M BACK BABY. Amanhã vou postar coisas que esccrevi na viagem. Caramba, eu sinto falta de desabafar).
domingo, 13 de dezembro de 2009
Nos olhos dele
- Hey, espera um pouco Amanda! - O que será agora? Ele é tão imprevisível quando esta comigo. Ele mesmo diz que se sente e age diferente quando esta comigo.. Ele entrou no quarto dele, pegou o violão e veio se juntar a mim no sofá. Ele iria mostrar mais uma de suas repentinas composições, ou se não apresentar uma música para cantarmos juntos.
- O que o artista trás pra mim agora? - eu perguntei sorrindo.
- Quero te mostrar essa melodia que está rodando na minha cabeça já faz uns dias, mas eu não tinha ninguém para mostrar, você é a única que atura me ouvir tocar.. - Eu sorri, não era verdade. Todos os nossos outros amigos adoravam vê-lo tocar, mas a diferença é que só eu acompanhava a melodia toda do começo ao fim sem me cansar mesmo que ele errasse no meio, ou a música fosse lenta e sem sentido de mais.
Então ele começou a tocar, a melodia me lembrava muito as músicas de Jack Johnson, calmas como o amanhecer de um novo dia. E ia ficando cada vez mais animada, de pouco em pouco. Mas não deixava para trás aquele estilo tranqüilo que ele tem, como as ondas do mar no fim do dia. A música só mostrava a forma como é quando ele esta feliz, animado mas mesmo assim um tanto reservado.
Quando finalmente tirei os olhos de seus longos dedos se mechendo em sincronia com a música, me deparei com seus olhos. Eram de um verde profundo e estavam me fitando todo o tempo, mesmo que eu não tivésse percebido antes. Me rendi aos seus olhos e fiquei olhando pra eles com a mesma forma estranha que ele olhava os meus, pareciam até impressionados.. Eu não sei explicar direito..
Deixei minha mente ser iludida pelas minhas fantasias mais impossíveis, aquelas em que esse olhar que ele me dava eram apaixonados. Esse olhar que fazia eu me sentir a única garota no mundo, esse mesmo olhar que me fazia sentir que era amada, que me dava a senssação de que se eu tascasse um beijo nele, ele não rejeitaria e até corresponderia. Esse olhar que fazia uma necessidade imensa de tocá-lo surgir no meu corpo, mas que eu tinha de repreendê-la, pois sabia que ele não sentia o mesmo. Porque eu sabia? Simples. Por que enquanto ele tocava pra mim sua namorada dormia no quarto ao lado. Mas nesses momentos de ilusão eu nem penssava nela, eu me sentia no lugar dela. Pois era eu quem alimentava os desejos dele menos primitivos, como um simples conversar ou discussão sobre qualquer tópico engraçado, que só nós dois achávamos engraçado. Eu alimentava a vontade dele de receber um bom conselho, de ter um ombro amigo para chorar quando precisa-se ou da função que eu mais gostava. Esta mesma que eu estava exercendo agora. A de ser uma simples ouvinte. Pois era nesses momentos de fazer favores pra ele que eu sentia as melhores sensações do mundo.
Aquelas que eu só poderia ter quando olhava nos olhos dele.
- O que o artista trás pra mim agora? - eu perguntei sorrindo.
- Quero te mostrar essa melodia que está rodando na minha cabeça já faz uns dias, mas eu não tinha ninguém para mostrar, você é a única que atura me ouvir tocar.. - Eu sorri, não era verdade. Todos os nossos outros amigos adoravam vê-lo tocar, mas a diferença é que só eu acompanhava a melodia toda do começo ao fim sem me cansar mesmo que ele errasse no meio, ou a música fosse lenta e sem sentido de mais.
Então ele começou a tocar, a melodia me lembrava muito as músicas de Jack Johnson, calmas como o amanhecer de um novo dia. E ia ficando cada vez mais animada, de pouco em pouco. Mas não deixava para trás aquele estilo tranqüilo que ele tem, como as ondas do mar no fim do dia. A música só mostrava a forma como é quando ele esta feliz, animado mas mesmo assim um tanto reservado.
Quando finalmente tirei os olhos de seus longos dedos se mechendo em sincronia com a música, me deparei com seus olhos. Eram de um verde profundo e estavam me fitando todo o tempo, mesmo que eu não tivésse percebido antes. Me rendi aos seus olhos e fiquei olhando pra eles com a mesma forma estranha que ele olhava os meus, pareciam até impressionados.. Eu não sei explicar direito..
Deixei minha mente ser iludida pelas minhas fantasias mais impossíveis, aquelas em que esse olhar que ele me dava eram apaixonados. Esse olhar que fazia eu me sentir a única garota no mundo, esse mesmo olhar que me fazia sentir que era amada, que me dava a senssação de que se eu tascasse um beijo nele, ele não rejeitaria e até corresponderia. Esse olhar que fazia uma necessidade imensa de tocá-lo surgir no meu corpo, mas que eu tinha de repreendê-la, pois sabia que ele não sentia o mesmo. Porque eu sabia? Simples. Por que enquanto ele tocava pra mim sua namorada dormia no quarto ao lado. Mas nesses momentos de ilusão eu nem penssava nela, eu me sentia no lugar dela. Pois era eu quem alimentava os desejos dele menos primitivos, como um simples conversar ou discussão sobre qualquer tópico engraçado, que só nós dois achávamos engraçado. Eu alimentava a vontade dele de receber um bom conselho, de ter um ombro amigo para chorar quando precisa-se ou da função que eu mais gostava. Esta mesma que eu estava exercendo agora. A de ser uma simples ouvinte. Pois era nesses momentos de fazer favores pra ele que eu sentia as melhores sensações do mundo.
Aquelas que eu só poderia ter quando olhava nos olhos dele.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Poesia Imperfeita
Você é (todo) perfeito para mim.
Sua perfeiÇao é perfeita para mim,
suas qualidades sao perfeitas para mim,
E para mim sao perfeitos
até seus piores defeitos.
Com tanta perfeiÇao
Como posso fazer
Para ser a perfeita para você?
Pois eu tenho medo
que se for imperfeita,
você vá embora
e leve junto sua perfeiÇao
(além de levar tambem meu coraÇao)
Entao me ajude,
pois nao quero perder meu coraÇao,
nao quero nunca te perder,
por que eu (im)perfeitamente
amo (muito) você
Obs: Certo, nao levo jeito com poesia. Juro que vou praticar. Quanto aos "Ç" e as faltas de acento, é culpa do teclado chileno (tenho estado viajando por isso poucos posts).
Sua perfeiÇao é perfeita para mim,
suas qualidades sao perfeitas para mim,
E para mim sao perfeitos
até seus piores defeitos.
Com tanta perfeiÇao
Como posso fazer
Para ser a perfeita para você?
Pois eu tenho medo
que se for imperfeita,
você vá embora
e leve junto sua perfeiÇao
(além de levar tambem meu coraÇao)
Entao me ajude,
pois nao quero perder meu coraÇao,
nao quero nunca te perder,
por que eu (im)perfeitamente
amo (muito) você
Obs: Certo, nao levo jeito com poesia. Juro que vou praticar. Quanto aos "Ç" e as faltas de acento, é culpa do teclado chileno (tenho estado viajando por isso poucos posts).
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Musica (ver em português)
Music is everything. Even the word "music" is melodious. When I lie down, and put my headphones, the music spreads through my whole body. The music has not come by my ears, as it flows through my whole body like a soft cloth that covers me. Suddenly, I'm not in my bed. I'm with my eyes closed, but I feel them wide open, catching the crowd in front of me, their faces illuminated by floodlights. The music is not a sound, is something solid. It walks in front of me and float through the air. So, I feel. I feel the pressure of the guitar string on my fingers. I feel the wands make their way into the barrel drums, and echoing on the meeting. I feel my fast fingers pressing each key on the keyboard in a single motion without stopping. I feel my voice making its way from the bottom of my lungs, through the neck and spreading to the air. Everything vibrates, breathes, moves in the same tune with each note of music. Everything is music. The music took over.
And then, something is coming. The end. It is as if the whole song leaded to the end, as a person walks from birth to death. It is expected, fast and slow, and marvelous. The strings go faster, they hit higher, higher, faster, and faster, one chord, one more note ... Then, the last note. A unison of all the music, every sound. It echoes, fast, but still. Making their way through each person, going through every obstacle, reco, resounding, echoing, reflecting on every surface that touch. He floats till disappear, like a mist ... And then disappears. The song ended.
And I open my eyes. I'm in my bed .. until the music starts again.
And then, something is coming. The end. It is as if the whole song leaded to the end, as a person walks from birth to death. It is expected, fast and slow, and marvelous. The strings go faster, they hit higher, higher, faster, and faster, one chord, one more note ... Then, the last note. A unison of all the music, every sound. It echoes, fast, but still. Making their way through each person, going through every obstacle, reco, resounding, echoing, reflecting on every surface that touch. He floats till disappear, like a mist ... And then disappears. The song ended.
And I open my eyes. I'm in my bed .. until the music starts again.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Específico.
Eu não sei o que fazer comigo mesma.
Dias difíceis tem sido apelido, por todo lado coisas me atingem, e já estou certa de que vou cair.
Tenho sentimento e sensações tão confusas que só consigo reconhecer dois deles :um deles,o medo.
Ele me persegue por todos os lados, e vem de dentro de mim, de meu coração.
E o outro sentimento? O amor, que também vem de dentro de mim. Tenho certeza de que o sinto, mas não tenho certeza se deveria senti-lo.
Eu estou com medo pois não quero ser machucada.
Eu quero tanto que este amor seja recíproco, e como ele é bom, que seja tão forte que vença o medo, e que ele me domine e me contagie. Me deixe em seu estado.
E para isso, eu preciso dele.
Eu quero a ajuda dele.
Sem ele, o medo domina.
Eu quero que ele me dê segurança para minha insegurança, força para minha fraqueza, e coragem ao meu medo...
Pois no amor, também há medo.
Eu quero que meu amor me salve.
Dias difíceis tem sido apelido, por todo lado coisas me atingem, e já estou certa de que vou cair.
Tenho sentimento e sensações tão confusas que só consigo reconhecer dois deles :um deles,o medo.
Ele me persegue por todos os lados, e vem de dentro de mim, de meu coração.
E o outro sentimento? O amor, que também vem de dentro de mim. Tenho certeza de que o sinto, mas não tenho certeza se deveria senti-lo.
Eu estou com medo pois não quero ser machucada.
Eu quero tanto que este amor seja recíproco, e como ele é bom, que seja tão forte que vença o medo, e que ele me domine e me contagie. Me deixe em seu estado.
E para isso, eu preciso dele.
Eu quero a ajuda dele.
Sem ele, o medo domina.
Eu quero que ele me dê segurança para minha insegurança, força para minha fraqueza, e coragem ao meu medo...
Pois no amor, também há medo.
Eu quero que meu amor me salve.
domingo, 29 de novembro de 2009
Boa ação
- Alô?
- Err.. Marina? É você? - Ai meu deus! era exatamente essas palavras que se passaram na minha cabeça nesse momento! Como justamente esse garoto conseguiu o meu telefone? Não pense que esse garoto é um popular e bonitão da vida.. Não.. Você acha? Para garotas como eu, esses deuses não ligam (literalmente). Eu tenho que receber ligações desse tipo de garoto que esta na linha comigo agora! Um geek! Exato! Um nerdzinho do computador, que acha que a coisa mais incrível do mundo é joga aqueles games de simulação que você pode ser um rapper cheio da grana com um monte de gostosas atrás.. É cara.. eu mereço um cara desses.. O pior é que o cara é meu vizinho! Então vira-e-mexe ele aparece aqui, com aqueles óculos estilo Harry Potter fundo de garrafa, espinhas lindas e roupas que nem o meu avô ousaria usar.. Uma vez perguntei porque ele não faz um tratamento de pele, sabe o que ele me disse?: "Eu não ligo pra aparência, pois quem eu conheço nunca me ve pessoalmente, só tenho amigos virtuais!" eu quase chorei coitado. Eu sei.. Eu acabei de praticamente joga o garoto na lixeira agora mesmo quando o descrevi.. Mas o caso é que ele perdeu todos os amigos do nada! Simples assim! Ele me disse que ele tinha vários amigos, mas aí eles não se gostavam e descidiram que se ele queria ficar com as duas turminhas não dava, então decidiram excluí-lo! Que horror né? Aí ele entro em depressão, foi um auê aqui na vizinhança que vo te conta.. ele tento se suicida.. aí, foi uma loucura! Bom, voltando a conversa:
- Oi Rodrigo, sou eu sim..
- Ah! Então? Conseguiu faze aquele dever de física? Se quisér posso de ajudar, é muito simples. É só você acrescentar trabalho, sobre duas vezes energia, então você já pode usar a fórmula de báscara e blábláblá.. - Foi só isso que ouvi, porque iniciou uma enchurrada de fórmulas que eu não estava nem um pouco a fim de saber numa sexta-feira à noite..
- Arãã.. Claro Rodrigo.. Sei..sei.. Interessantísimo mesmo.. É fascinante! - Sempre que ele começava com esses papinhos adoraveis eu dizia exatamente essas palavras, é incrível como mesmo tendo um QI muito mais elevado que o meu ele sempre caia nessa.. Tanto que ele disse:
- Sabe, hoje é sexta à noite.. To sem nada pra faze, e pelo visto você também não, né? Você quer vir aqui? Podemos ver Jornada nas Estrelas, que tal?
Ai meu deus, socorro! O que eu faço? Não posso dizer a verdade: "Eu não gosto de você amigo, ok? Agora eu sei porque seus amigos te deixaram, não tem nada a ve com aquela lorota que você me disse, é simples. Porque você é entediante, saco? Chato! Quem assiste Jornada Nas Estrelas, numa sexta a noite?! Quem?!? Eu não gosto de você, então para de me percegui!" (Ok.. Eu não sou tão má, só pensei tudo isso porque estou meio nervosa hoje). Mas não posso dizer isso, porque aí sim ele se mataria mesmo! Não posso dizer uma mentira total: "Não, é que eu vo na casa de uma amiga minha hoje estuda geometria. E também que meu namorado não deixaria sabe.. Ele é muito ciumento.." Ok, também não rola.. E.. Que tal uma meia verdade?
- Não dá.. Porque hoje eu tenho muita lição pra fazer, porque vou sair com minhas amigas no fim-de-semana e não quero ter lição nenhuma para me preoculpar, sabe? - É.. Não era realmente uma mentira. Eu tinha mesmo muita lição pra fazer, eu só não as faria hoje. E eu realmente iria sair com meus amigos nesse fim de semana, eu preciso conquistar o Rick! Mas pra minha tristeza não foi tão simples assim..
- Bom, tudo bem.. Fica pra outro dia. Alias, já que estou falando com você. Você sabe se já lançou o quit de roupa completa da Princesa Léa?
- Sei lá, Rodrigo! Eu não sei dessas coisas! - estou tentando me lembrar de alguma vez que eu disse que gostava de Guerra nas Estrelas.Não, eu sei que eu nunca disse isso. Então porque ele disse: "já que estou falando com você" ?Bom, tanto faz..
- Ah, é que eu finalmente vou numa festa, porém me disseram que vai ser uma festa à fantasia invetida. Meninos vestidos de menina, meninas vestidas de menino.
Quando ele me disse isso eu achei estranho, porque esse tipo de festa já tinha saído de moda a muito tempo, mesmo pros nerds. Foi aí que saquei! Eles queriam fazer uma pegadinha no Rodrigo, era isso! Óbvio, tão óbvio que eu não sei como ele não conseguiu enxergar isso até agora. Pelo visto ele não é muito do tipo que ve filmes como Meninas Malvadas em que coisas desse tipo sempre acontecem.. Ele tava tão feliz de ser convidado pra uma festa que nem percebeu.. Acho melhor eu avisá-lo antes que ele pague o maior mico da vida dele..
- Ér.. Rodrigo, posso te dar um conselho?
- Claro.. - ele fez uma voz mais grave, acho que ele pensou que isso era uma voz sedutora.. não rolou a sedução..
- Não vá a essa festinha aí..
- Porquê? - Como ia dizer isso de uma forma sensível sem machucá-lo?
- Eu tenho um mau pressentimento sobre essa festa, quem te convidou pra essa festa?
- O dono do Perfect World, mesmo com a maioria das pessoas desse jogo não gostando de mim, ele gosta. Então achou que seria legal eu ir a essa festa.. - Ele disse isso todo convencido, mas eu sabia que essa era a comprovação de essa festa seria uma armadilha..
- Que bom que ele é seu amigo, mas acho que não seria uma boa idéia.. As coisas podem não rola muito bem lá.. Eu sinto isso.. Confie em mim e não vá!
Ele fico um tempo sem fala, provavelmente tentando escolher: Marina ou festa do Perfect World? Então para manejar a escolha dele, fiz algo que disse que jamais faria na minha vida. Algo que é.. arg.. nem da pra dizer, eu só fiz..
- Rodrigo, essa festa vai ser sábado, né?
- Sim..
- Quer sair comigo, podemos ir ao cinema, que tal? - arg.. vou me arrepender por isso a semana toda.. De repente ele começou a respirar forte, alto e rápidamente. Ai, eu to fazendo o garoto te um ataque cardíaco! Mas ele logo respondeu o que eu esperava:
- Claro! Claro! Te pego aí as 7, ok? Vamos ver.. Verdade nua e crua, ok? - ele falava tudo rápido e embaralhado..
- Ta..
- Tchau então!! - ele tava todo animado, e eu com vontade de me enfia numa mala em direção a Madagascar e nunca mais volta..
Bom, na verdade ele é meio nerdizinho demais mas é gente fina. Só tem suas recaídas.. Mas no fundo é um cara legal. Acho que é por isso que ainda do bola pra ele.. Mas espero que ele perceba que isso não é exatamente um encontro, só estou tentando livrá-lo de uma cilada. Eu devia já ta no céu depois dessa, que boa ação.. Ele ta me devendo uma.
- Err.. Marina? É você? - Ai meu deus! era exatamente essas palavras que se passaram na minha cabeça nesse momento! Como justamente esse garoto conseguiu o meu telefone? Não pense que esse garoto é um popular e bonitão da vida.. Não.. Você acha? Para garotas como eu, esses deuses não ligam (literalmente). Eu tenho que receber ligações desse tipo de garoto que esta na linha comigo agora! Um geek! Exato! Um nerdzinho do computador, que acha que a coisa mais incrível do mundo é joga aqueles games de simulação que você pode ser um rapper cheio da grana com um monte de gostosas atrás.. É cara.. eu mereço um cara desses.. O pior é que o cara é meu vizinho! Então vira-e-mexe ele aparece aqui, com aqueles óculos estilo Harry Potter fundo de garrafa, espinhas lindas e roupas que nem o meu avô ousaria usar.. Uma vez perguntei porque ele não faz um tratamento de pele, sabe o que ele me disse?: "Eu não ligo pra aparência, pois quem eu conheço nunca me ve pessoalmente, só tenho amigos virtuais!" eu quase chorei coitado. Eu sei.. Eu acabei de praticamente joga o garoto na lixeira agora mesmo quando o descrevi.. Mas o caso é que ele perdeu todos os amigos do nada! Simples assim! Ele me disse que ele tinha vários amigos, mas aí eles não se gostavam e descidiram que se ele queria ficar com as duas turminhas não dava, então decidiram excluí-lo! Que horror né? Aí ele entro em depressão, foi um auê aqui na vizinhança que vo te conta.. ele tento se suicida.. aí, foi uma loucura! Bom, voltando a conversa:
- Oi Rodrigo, sou eu sim..
- Ah! Então? Conseguiu faze aquele dever de física? Se quisér posso de ajudar, é muito simples. É só você acrescentar trabalho, sobre duas vezes energia, então você já pode usar a fórmula de báscara e blábláblá.. - Foi só isso que ouvi, porque iniciou uma enchurrada de fórmulas que eu não estava nem um pouco a fim de saber numa sexta-feira à noite..
- Arãã.. Claro Rodrigo.. Sei..sei.. Interessantísimo mesmo.. É fascinante! - Sempre que ele começava com esses papinhos adoraveis eu dizia exatamente essas palavras, é incrível como mesmo tendo um QI muito mais elevado que o meu ele sempre caia nessa.. Tanto que ele disse:
- Sabe, hoje é sexta à noite.. To sem nada pra faze, e pelo visto você também não, né? Você quer vir aqui? Podemos ver Jornada nas Estrelas, que tal?
Ai meu deus, socorro! O que eu faço? Não posso dizer a verdade: "Eu não gosto de você amigo, ok? Agora eu sei porque seus amigos te deixaram, não tem nada a ve com aquela lorota que você me disse, é simples. Porque você é entediante, saco? Chato! Quem assiste Jornada Nas Estrelas, numa sexta a noite?! Quem?!? Eu não gosto de você, então para de me percegui!" (Ok.. Eu não sou tão má, só pensei tudo isso porque estou meio nervosa hoje). Mas não posso dizer isso, porque aí sim ele se mataria mesmo! Não posso dizer uma mentira total: "Não, é que eu vo na casa de uma amiga minha hoje estuda geometria. E também que meu namorado não deixaria sabe.. Ele é muito ciumento.." Ok, também não rola.. E.. Que tal uma meia verdade?
- Não dá.. Porque hoje eu tenho muita lição pra fazer, porque vou sair com minhas amigas no fim-de-semana e não quero ter lição nenhuma para me preoculpar, sabe? - É.. Não era realmente uma mentira. Eu tinha mesmo muita lição pra fazer, eu só não as faria hoje. E eu realmente iria sair com meus amigos nesse fim de semana, eu preciso conquistar o Rick! Mas pra minha tristeza não foi tão simples assim..
- Bom, tudo bem.. Fica pra outro dia. Alias, já que estou falando com você. Você sabe se já lançou o quit de roupa completa da Princesa Léa?
- Sei lá, Rodrigo! Eu não sei dessas coisas! - estou tentando me lembrar de alguma vez que eu disse que gostava de Guerra nas Estrelas.Não, eu sei que eu nunca disse isso. Então porque ele disse: "já que estou falando com você" ?Bom, tanto faz..
- Ah, é que eu finalmente vou numa festa, porém me disseram que vai ser uma festa à fantasia invetida. Meninos vestidos de menina, meninas vestidas de menino.
Quando ele me disse isso eu achei estranho, porque esse tipo de festa já tinha saído de moda a muito tempo, mesmo pros nerds. Foi aí que saquei! Eles queriam fazer uma pegadinha no Rodrigo, era isso! Óbvio, tão óbvio que eu não sei como ele não conseguiu enxergar isso até agora. Pelo visto ele não é muito do tipo que ve filmes como Meninas Malvadas em que coisas desse tipo sempre acontecem.. Ele tava tão feliz de ser convidado pra uma festa que nem percebeu.. Acho melhor eu avisá-lo antes que ele pague o maior mico da vida dele..
- Ér.. Rodrigo, posso te dar um conselho?
- Claro.. - ele fez uma voz mais grave, acho que ele pensou que isso era uma voz sedutora.. não rolou a sedução..
- Não vá a essa festinha aí..
- Porquê? - Como ia dizer isso de uma forma sensível sem machucá-lo?
- Eu tenho um mau pressentimento sobre essa festa, quem te convidou pra essa festa?
- O dono do Perfect World, mesmo com a maioria das pessoas desse jogo não gostando de mim, ele gosta. Então achou que seria legal eu ir a essa festa.. - Ele disse isso todo convencido, mas eu sabia que essa era a comprovação de essa festa seria uma armadilha..
- Que bom que ele é seu amigo, mas acho que não seria uma boa idéia.. As coisas podem não rola muito bem lá.. Eu sinto isso.. Confie em mim e não vá!
Ele fico um tempo sem fala, provavelmente tentando escolher: Marina ou festa do Perfect World? Então para manejar a escolha dele, fiz algo que disse que jamais faria na minha vida. Algo que é.. arg.. nem da pra dizer, eu só fiz..
- Rodrigo, essa festa vai ser sábado, né?
- Sim..
- Quer sair comigo, podemos ir ao cinema, que tal? - arg.. vou me arrepender por isso a semana toda.. De repente ele começou a respirar forte, alto e rápidamente. Ai, eu to fazendo o garoto te um ataque cardíaco! Mas ele logo respondeu o que eu esperava:
- Claro! Claro! Te pego aí as 7, ok? Vamos ver.. Verdade nua e crua, ok? - ele falava tudo rápido e embaralhado..
- Ta..
- Tchau então!! - ele tava todo animado, e eu com vontade de me enfia numa mala em direção a Madagascar e nunca mais volta..
Bom, na verdade ele é meio nerdizinho demais mas é gente fina. Só tem suas recaídas.. Mas no fundo é um cara legal. Acho que é por isso que ainda do bola pra ele.. Mas espero que ele perceba que isso não é exatamente um encontro, só estou tentando livrá-lo de uma cilada. Eu devia já ta no céu depois dessa, que boa ação.. Ele ta me devendo uma.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O caçador de mistérios PARTE 1, 2 e 3
Clique aqui para ler a parte 4
(parte 1)
Ela era de longe a moça mais bonita do lugar.
Sob a luz fraca da taverna, ela estava sentada na mesa perto do balcão, olhando para a porta pela qual entrei.
Seu vestido deixava o colo e o ombro aparecendo, e como estava com os cabelos presos num nó ao alto da cabeça, o colar em seu pescoço, uma corrente com um coração de prata, se destacava.
Sua pele era branca, os cabelos castanhos arruivados e os olhos escuros. Com sua boca vermelha em formato de coração, parecia uma boneca. Seu vestido vermelho vinho contrastava com a cor de sua pele.
Todo homem naquele lugar a desejava, isto estava óbvio, porém nem um se atrevia a chegar perto, nem os mais bêbados ou os mais sóbrios.
E ela continuava com o olhar fixo à porta, esperando alguém, e esperando e esperando.
Cheguei junto ao balcão, e logo perguntei dela ao taverneiro, um senhor com cabelos brancos na altura do ombro, e um nariz pontudo. Ele enxugava os copos enquanto falava.
"Ah, nossa querida Lucie. Eu a vi crescer correndo por ai, e a vi se apaixonando. Se apaixonando pelo único homem que nunca teria: Jakk."
Fiquei intrigado, pois sou novo nessas bandas. E essa pacata cidade, Red Lake, é conhecida por seus mistérios, e todos têm a impressão de que suas casas escondem um segredo enorme. Foram estes boatos que me atrairam á região, e nesta conversa com o taverneiro farejei que renderia algumas informações para uma nova aventura.
Virei meu copo e entreguei à ele, com a intenção que o enchesse de novo.
"Quem é este Jakk que é tolo o suficiente para recusar a criatura mais bela que já presenciei?"
O taverneiro pegou a garrafa e encheu meu copo até a borda. Entregou-o para mim, apoiou o cotovelo no balcão e fez o sinal para que eu chegasse mais perto.
"Eu supostamente não deveria contar para ninguém, meu amigo, mas gostei de você, portanto vou de dar um conselho"- disse ele, num sussurro."Estou acostumado com viajantes querendo saber de nossa Lucie, e o porque de nem um homem se atrever a cortejá-la. Às vezes um tolo tenta, e acaba desaparecido. Portanto, eu te digo: fique longe de Lucie."
Olhei assustado para o taverneiro, que voltava a enxugar os copos. Ele agora olhava para Lucie, que por sua vez continuava a olhar para a porta.
Voltei à minha bebida, a esvaziando com um gole novamente. Quem seria Jakk, e por que recusara o amor de Lucie? O que acontecia aos homens que desapareciam ao cortejar a bela mulher?
(parte 1)
Ela era de longe a moça mais bonita do lugar.
Sob a luz fraca da taverna, ela estava sentada na mesa perto do balcão, olhando para a porta pela qual entrei.
Seu vestido deixava o colo e o ombro aparecendo, e como estava com os cabelos presos num nó ao alto da cabeça, o colar em seu pescoço, uma corrente com um coração de prata, se destacava.
Sua pele era branca, os cabelos castanhos arruivados e os olhos escuros. Com sua boca vermelha em formato de coração, parecia uma boneca. Seu vestido vermelho vinho contrastava com a cor de sua pele.
Todo homem naquele lugar a desejava, isto estava óbvio, porém nem um se atrevia a chegar perto, nem os mais bêbados ou os mais sóbrios.
E ela continuava com o olhar fixo à porta, esperando alguém, e esperando e esperando.
Cheguei junto ao balcão, e logo perguntei dela ao taverneiro, um senhor com cabelos brancos na altura do ombro, e um nariz pontudo. Ele enxugava os copos enquanto falava.
"Ah, nossa querida Lucie. Eu a vi crescer correndo por ai, e a vi se apaixonando. Se apaixonando pelo único homem que nunca teria: Jakk."
Fiquei intrigado, pois sou novo nessas bandas. E essa pacata cidade, Red Lake, é conhecida por seus mistérios, e todos têm a impressão de que suas casas escondem um segredo enorme. Foram estes boatos que me atrairam á região, e nesta conversa com o taverneiro farejei que renderia algumas informações para uma nova aventura.
Virei meu copo e entreguei à ele, com a intenção que o enchesse de novo.
"Quem é este Jakk que é tolo o suficiente para recusar a criatura mais bela que já presenciei?"
O taverneiro pegou a garrafa e encheu meu copo até a borda. Entregou-o para mim, apoiou o cotovelo no balcão e fez o sinal para que eu chegasse mais perto.
"Eu supostamente não deveria contar para ninguém, meu amigo, mas gostei de você, portanto vou de dar um conselho"- disse ele, num sussurro."Estou acostumado com viajantes querendo saber de nossa Lucie, e o porque de nem um homem se atrever a cortejá-la. Às vezes um tolo tenta, e acaba desaparecido. Portanto, eu te digo: fique longe de Lucie."
Olhei assustado para o taverneiro, que voltava a enxugar os copos. Ele agora olhava para Lucie, que por sua vez continuava a olhar para a porta.
Voltei à minha bebida, a esvaziando com um gole novamente. Quem seria Jakk, e por que recusara o amor de Lucie? O que acontecia aos homens que desapareciam ao cortejar a bela mulher?
Mexi meu copo, admirando a pedra de gelo derretendo ao fundo.
Senti que o mistério de Red Lake estava sob minhas mãos.
E eu ia desvendá-lo.
Afinal, este è meu trabalho.
(parte 2)
Ao começar a me sentir meio zonzo por causa da bebida, decidi ir embora. Me despedi do taverneiro, que se apresentou como Joe,e dei mais uma olhada para a bela Lucie, que continuava a esperar sentada no banco, olhando para a porta.
Saí da taverna, e demorei um pouco para me lembrar em que direção ficava minha hospedaria. A cidade era pequena, porém as ruas iguais. Todas marcadas pelas casas de madeira,o chão de terra, o mesmo ar de mistério. Era quase visível esse véu de segredo, de tão intenso.
Fui andando conforme meu instinto dizia, já estava tarde e não se via ninguém no caminho.
Fui parar em uma rua escura, e em seu final se via uma floresta. Localizei minha hospedaria no final da rua, e fui caminhando em sua direção.
Porém, ao chegar perto do meu destino, vi algo se mover entre os arbustros na floresta. Era uma sombra, apertei os olhos para enxergar melhor e me movi para uma posição de alerta e defesa.
Demorei um tempo para identificar com o que a sombra se parecia. Virei a cabeça e me aproximei um pouco. Lembrava um cão, porém diferente, um pouco maior e com um focinho fino.
Aquela figura me lembrava muito um coiote.
PS: parte 3 temporária.
Senti que o mistério de Red Lake estava sob minhas mãos.
E eu ia desvendá-lo.
Afinal, este è meu trabalho.
(parte 2)
Ao começar a me sentir meio zonzo por causa da bebida, decidi ir embora. Me despedi do taverneiro, que se apresentou como Joe,e dei mais uma olhada para a bela Lucie, que continuava a esperar sentada no banco, olhando para a porta.
Saí da taverna, e demorei um pouco para me lembrar em que direção ficava minha hospedaria. A cidade era pequena, porém as ruas iguais. Todas marcadas pelas casas de madeira,o chão de terra, o mesmo ar de mistério. Era quase visível esse véu de segredo, de tão intenso.
Fui andando conforme meu instinto dizia, já estava tarde e não se via ninguém no caminho.
Fui parar em uma rua escura, e em seu final se via uma floresta. Localizei minha hospedaria no final da rua, e fui caminhando em sua direção.
Porém, ao chegar perto do meu destino, vi algo se mover entre os arbustros na floresta. Era uma sombra, apertei os olhos para enxergar melhor e me movi para uma posição de alerta e defesa.
Demorei um tempo para identificar com o que a sombra se parecia. Virei a cabeça e me aproximei um pouco. Lembrava um cão, porém diferente, um pouco maior e com um focinho fino.
Aquela figura me lembrava muito um coiote.
Então, rápida como surgiu, a criatura desapareceu.
Refleti, consternado. Talvez fosse apenas mais uma alucinação de minha embriaguez, ou meus olhos estavam me pregando uma peça, pois me recordo que coiotes só encontrei em minhas expedições mais ao sul, e que nesta região não havia deles.
Como ele havia sumido entre as sombras, resolvi equecê-lo.
Entrei em minha hospedaria, e como não havia ninguém para me recepcionar, subi direto para meu quarto.
Entrei em minha hospedaria, e como não havia ninguém para me recepcionar, subi direto para meu quarto.
Suspirei e acendi uma vela para iluminar o ambiente. Fazia dias que não dormia sob um teto, a viagem fora longa e cansativa.
Tirei minha pistola de bolso, a Rose. Companheira de viagens, deixei-a embaixo do travesseiro, pois foi mais de uma vez que recebi uma visita inesperada no meio da noite.
Após me lavar, sentei em minha cama e decidi que pela manhã pediria informações à dona da hospedaria, Helen. Ela se apresentou como uma moça gentil e atraente, com cabelos loiros longos e voz macia. Tenho certeza de que não se importaria de passar informações sobre alguma biblioteca na região, já que fora ela que me indicara a taverna.
Estava exausto, então decidi que merecia uma noite de descanso. O sono já me dominava e minhas pálpebras estavam pesadas, então deitei-me.
(parte 3)
Acordei cedo, e percebi que a cidade não era sombria apenas á noite, mas também de manhã.
Me lavei rapidamente, me vesti, peguei Rose e desci as escadas em direção à portaria. Estava com um leve latejar na cabeça, um pouco de ressaca da noite anterior.
Na recepção estava Helen, graciosa e meiga. Ao me ver ela sorriu, pediu licença ao cliente com qual conversava e caminhou até minha direção.
"Deseja algo senhor?" disse ela na voz macia. Hoje ela usava um vestido azul claro, que combinava com sua pele rosada.
"Sim, eu gostaria de algumas informações" eu disse olhando-a nos olhos, gentis e castanhos, e perguntei sobre a biblioteca municipal. Ela disse que se quisesse, me acompanharia, os arquivos estavam velhos e seria dificil de encontrar o que eu queria.
Refleti sobre o convite. Por um lado, eu preferiria que minha investigação ficasse em sigilo, por talvez desagrado dos moradores, ou apenas por superstição, mas por outro lado, a compania de Helen era agradável, e eu precisaria de ajuda com os documentos.
Resolvi aceitar a ajuda de Helen. Ela se retirou por alguns instantes, e voltou com a notícia de que sua prima poderia ocupar o lugar na recepção por alguns instantes, já que logo pela manhã não havia tanto movimento. Foi apanhar seus pertences, e saímos juntos da hospedaria.
Tirei minha pistola de bolso, a Rose. Companheira de viagens, deixei-a embaixo do travesseiro, pois foi mais de uma vez que recebi uma visita inesperada no meio da noite.
Após me lavar, sentei em minha cama e decidi que pela manhã pediria informações à dona da hospedaria, Helen. Ela se apresentou como uma moça gentil e atraente, com cabelos loiros longos e voz macia. Tenho certeza de que não se importaria de passar informações sobre alguma biblioteca na região, já que fora ela que me indicara a taverna.
Estava exausto, então decidi que merecia uma noite de descanso. O sono já me dominava e minhas pálpebras estavam pesadas, então deitei-me.
(parte 3)
Acordei cedo, e percebi que a cidade não era sombria apenas á noite, mas também de manhã.
Me lavei rapidamente, me vesti, peguei Rose e desci as escadas em direção à portaria. Estava com um leve latejar na cabeça, um pouco de ressaca da noite anterior.
Na recepção estava Helen, graciosa e meiga. Ao me ver ela sorriu, pediu licença ao cliente com qual conversava e caminhou até minha direção.
"Deseja algo senhor?" disse ela na voz macia. Hoje ela usava um vestido azul claro, que combinava com sua pele rosada.
"Sim, eu gostaria de algumas informações" eu disse olhando-a nos olhos, gentis e castanhos, e perguntei sobre a biblioteca municipal. Ela disse que se quisesse, me acompanharia, os arquivos estavam velhos e seria dificil de encontrar o que eu queria.
Refleti sobre o convite. Por um lado, eu preferiria que minha investigação ficasse em sigilo, por talvez desagrado dos moradores, ou apenas por superstição, mas por outro lado, a compania de Helen era agradável, e eu precisaria de ajuda com os documentos.
Resolvi aceitar a ajuda de Helen. Ela se retirou por alguns instantes, e voltou com a notícia de que sua prima poderia ocupar o lugar na recepção por alguns instantes, já que logo pela manhã não havia tanto movimento. Foi apanhar seus pertences, e saímos juntos da hospedaria.
PS: parte 3 temporária.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Auto avaliação rotineira
Minha cabeça é tão confusa e meus sentimentos tão estranhos!
Não sei se é por causa dos hormônios da puberdade, ou simplesmente por minha personalidade, mas minha cabeça é uma CONFUSÃO.
Tantos sentimento que mudam e são tão diferentes entre si...
E o pior alvo deles? Eu mesma...
As vezes eu simplesmente me odeio. Me pergunto porque tive de nascer dessa forma, psicologicamente e fisicamente (principalmente).
Sabe, entre nascer bonita e inteligente, eu preferiria nascer bonita. Não porque eu dou mais valor a isso, justamente ao contrário, mas porque a sociedade de hoje em dia faz esta característica ser favorecida.
Mas é ai que eu penso na vida: nós buscamos a felicidade, e -mesmo que a maioria da pessoas não saibam- o conhecimento.
E para mim, conhecimento é substancial para a felicidade, então fico contente de ser eu mesmo, pois se não fosse, eu não saberia disso.
Não sei se é por causa dos hormônios da puberdade, ou simplesmente por minha personalidade, mas minha cabeça é uma CONFUSÃO.
Tantos sentimento que mudam e são tão diferentes entre si...
E o pior alvo deles? Eu mesma...
As vezes eu simplesmente me odeio. Me pergunto porque tive de nascer dessa forma, psicologicamente e fisicamente (principalmente).
Sabe, entre nascer bonita e inteligente, eu preferiria nascer bonita. Não porque eu dou mais valor a isso, justamente ao contrário, mas porque a sociedade de hoje em dia faz esta característica ser favorecida.
Mas é ai que eu penso na vida: nós buscamos a felicidade, e -mesmo que a maioria da pessoas não saibam- o conhecimento.
E para mim, conhecimento é substancial para a felicidade, então fico contente de ser eu mesmo, pois se não fosse, eu não saberia disso.
Inesperado
Finalmente terminei de subir essas escadas enormes, ao chegar no topo do prédio não tinha nada. Simplesmente nada. Nada a não ser uma vista linda da cidade de São Paulo, Brasil. Para aproveitar essa calmaria tão rara em meio a uma grande metrópole como São Paulo sente-me à beira da "cobertura" do prédio. Fiquei pensando em como estaria aquela amiga que um dia briguei feio, e ainda tenho que me desculpar, ou se não naquela pequena cidade de praia onde tive minha primeira paixonite de verão com um surfista muito lindo ou se não nos bons tempos de infância em que tudo era lento, fácil e mágico. Não existia complicações. Sem aquele garoto que lhe roubou seu coração, e ainda se esqueceu de devolve-lô. Ou aquela inimiga que você nem liga, mas que parece que se revira à noite na cama procurando uma forma de destruír você. Sem também aquele livro chato e entediante sobre o renascentismo, cheio de "tus" e "vós" que você sabe que tem que ler para quinta, mas hoje é segunda e você nem começou a ler. Uma época feliz, que as únicas preoculpações eram se hoje vai passar algum novo episódio de "As meninas super-poderosas".
Quando eu percebi, já esta anoitecendo, e minha sombra cobriu uma mínima parte de um prédio à frente que é todo espelhado. Porém a sombra esta estranha, não corresponde com a imagem que tenho de minha silhueta. Até que sinto dedos em minha face e alguém com uma voz masculina bem adolescente diz:
Quando eu percebi, já esta anoitecendo, e minha sombra cobriu uma mínima parte de um prédio à frente que é todo espelhado. Porém a sombra esta estranha, não corresponde com a imagem que tenho de minha silhueta. Até que sinto dedos em minha face e alguém com uma voz masculina bem adolescente diz:
- Adivinha quem é!?
Com o maior susto eu dei um pulo enorme, estava tão calma em meu refúgiu que nem ouvi ou vi o meu redor. E ainda mais, eu não tinha nenhum namorado, ou coisa do gênero, então não fazia a menor idéia de quem fosse..
- Sei lá! Me diga você quem é..
Ele riu, era um som rouco:
- Essa é a Jade que eu conheço.. - Então me soltou. Virei e vi, finalmente, quem era. Era Manoel.. Então arregualei meus olhos! Como assim só o Manoel?! Como ele me achou depois de tantos anos? Depois de quantos anos?? Acho que 5 anos.. Não me lembro, só sei que no momento que olhei em seus olhos algo bateu em meu peito, como um bicho querendo sair de uma gaiola preso a muito e muito tempo. Manoel fora meu primeiro amor. Foi quando percebi que a infância teminara e que agora só vinham os problemas da adolescência. É claro que na época eu não tinha essa consciência e tanto, mas hoje em dia eu tenho conciência de tal marco em minha vida. Tinhâmos apenas 10 anos, eramos os típicos namorados da mão-dadas, pois só faziamos isso. Na realidade eramos apenas grandes amigos, melhores amigos, mas você sabe como as crianças querem parecer crescidas, então eramos "namorados". A realidade é que eu o amava muito, mas ele me considerava sómente sua melhor amiga. Mas agora ele esta tão diferente. Magro, alto, com o corpo um tanto definido,mas uma cabeça de zabumba que vou te contar viu.. Mas ainda tinha o mesmo brilho no olhar e seu sorriso amigável.
Então para não parecer mais idiota do que já estava parecendo, já que estava à pelo menos 1 minuto sem fala:
- Nossa! Manoel! Quanto tempo! Como me achou? Como sabia que eu estaria aqui? E alias, como me reconheceu?? Ele riu pela minha surpresa e disse:
- Eu moro aqui nesse prédio, eu vi você passando pelo corredor do prédio, só que acho que seu iPod estava em volume tão alto que você não me ouviu.. E te reconheci porque ainda continuo sendo um bom fisionomista. Mesmo você tendo mudado tanto (então ele me olhou de cima a baixo).
Nesse momento corei um pouco, mas como se fosse possível eu corar, do jeito que sou morena! E disse-lho:
- Bom, não fui a única a mudar! Então, conseguiu finalmente uma namorada de beijos e não só de mãos dadas? - Acho que ele entendeu o trocadilho, e disse que sim, mas acrescentou que como a namorada de mãos dadas dele não houve nenhuma. Eu sorri com o elogio, aah, não me olhe com essa cara, eu era solteira, 15 anos.. ele tinha 16.. Nenhum crime. Tanto que foi ele quem passo as mãos pela minha cintura e foi ele quem me beijou. Então técnicamente, não fiz nada que não pudésse..
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O caçador de mistérios PARTE 2
Quando comecei a me sentir meio zonzo por causa da bebida, decidi ir embora.Me despedi do taverneiro, que se apresentou como Joe,e dei mais uma olhada para a bela Lucie, que continuava a esperar sentada no banco, olhando para a porta.
Ao sair da taverna demorei um pouco para me lembrar em que direção ficava minha hospedaria. A cidade era pequena, porém as ruas iguais. Todas marcadas pelas casas de madeira,o chão de terra, o mesmo ar de mistério. Era quase visível esse véu de segredo, de tão intenso.
Fui andando conforme meu instinto dizia, já estava tarde e não se via ninguém no caminho.
Fui parar em uma rua escura, e em seu final se via uma floresta. Localizei minha hospedaria no final da rua, e fui caminhando em sua direção.
Porém, ao chegar perto do meu destino, vi algo se mover entre os arbustros na floresta. Me lembrava um cão, porém diferente, um pouco maior e com um focinho fino.
Aquela figura me lembrava muito um coiote.
Talvez fosse apenas mais uma alucinação de minha embriaguez, ou meus olhos estavam me pregando uma peça, pois me recordo que coiotes só encontrei em minhas expedições mais ao sul, e que nesta região não havia deles.
Como ele havia sumido entre as sombras, resolvi equecê-lo.
Entrei em minha hospedaria,e como não havia ninguém para me recepcionar, subi direto para meu quarto.
Tirei minha pistola de bolso, a Rose. Companheira de viagens, deixei-a embaixo do travesseiro, pois foi mais de uma vez que recebi uma visita inesperada no meio da noite.
Após me lavar, sentei em minha cama e decidi que pela manhã pediria informações à dona da hospedaria, Helen. Ela se apresentou como uma moça gentil e atraente, com cabelos loiros longos e voz macia. Tenho certeza de que não se importaria de passar informações sobre alguma biblioteca na região.
O sono me dominava e minhas palpebras estavam pesadas,então deitei em minha cama.
Comecei a relaxar, e me entreguei aos sonhos...
Ao sair da taverna demorei um pouco para me lembrar em que direção ficava minha hospedaria. A cidade era pequena, porém as ruas iguais. Todas marcadas pelas casas de madeira,o chão de terra, o mesmo ar de mistério. Era quase visível esse véu de segredo, de tão intenso.
Fui andando conforme meu instinto dizia, já estava tarde e não se via ninguém no caminho.
Fui parar em uma rua escura, e em seu final se via uma floresta. Localizei minha hospedaria no final da rua, e fui caminhando em sua direção.
Porém, ao chegar perto do meu destino, vi algo se mover entre os arbustros na floresta. Me lembrava um cão, porém diferente, um pouco maior e com um focinho fino.
Aquela figura me lembrava muito um coiote.
Talvez fosse apenas mais uma alucinação de minha embriaguez, ou meus olhos estavam me pregando uma peça, pois me recordo que coiotes só encontrei em minhas expedições mais ao sul, e que nesta região não havia deles.
Como ele havia sumido entre as sombras, resolvi equecê-lo.
Entrei em minha hospedaria,e como não havia ninguém para me recepcionar, subi direto para meu quarto.
Tirei minha pistola de bolso, a Rose. Companheira de viagens, deixei-a embaixo do travesseiro, pois foi mais de uma vez que recebi uma visita inesperada no meio da noite.
Após me lavar, sentei em minha cama e decidi que pela manhã pediria informações à dona da hospedaria, Helen. Ela se apresentou como uma moça gentil e atraente, com cabelos loiros longos e voz macia. Tenho certeza de que não se importaria de passar informações sobre alguma biblioteca na região.
O sono me dominava e minhas palpebras estavam pesadas,então deitei em minha cama.
Comecei a relaxar, e me entreguei aos sonhos...
domingo, 8 de novembro de 2009
O caçador de mistérios
Ela era de longe a moça mais bonita do lugar.
Sob a luz fraca da taverna, ela estava sentada na mesa perto do balcão, olhando para a porta pela qual entrei.
Seu vestido deixava o colo e o ombro aparecendo, e como estava com os cabelos presos num nó ao alto da cabeça, o colar em seu pescoço, uma corrente com um coração de prata, se destacava.
Sua pele era branca, os cabelos castanhos arruivados e os olhos escuros. Com sua boca vermelha em formato de coração, parecia uma boneca. Seu vestido vermelho vinho contrastava com sua pele branca.
Todo homem naquele lugar a desejava, isto estava óbvio, porém nem um se atrevia a chegar perto, nem os mais bêbados ou os mais sóbrios.
E ela continuava com o olhar fixo à porta, esperando alguém, e esperando e esperando.
Cheguei junto ao balcão, e logo perguntei dela ao taverneiro, um senhor com cabelos brancos na altura do ombro, e um nariz pontudo. Ele enxugava os copos enquanto falava.
"Ah, nossa querida Lucie. Eu a vi crescer correndo por ai, e a vi se apaixonando. Se apaixonando pelo único homem que nunca teria: Jakk."
Fiquei intrigado, pois sou novo nessas bandas. E essa pacata cidade, Red Lake, é conhecida por seus mistérios, e todos têm a impressão de que suas casas escondem um segredo enorme. Foram estes boatos que me atrairam á região, e nesta conversa com o taverneiro farejei que renderia algumas informações para uma nova aventura.
Virei meu copo e entreguei à ele, com a intenção que o enchesse de novo.
"Quem é este Jakk que é tolo o suficiente para recusar a criatura mais bela que já presenciei?"
O taverneiro pegou a garrafa e encheu meu copo até a borda. Entregou-o para mim, apoiou o cotovelo no balcão e fez o sinal para que eu chegasse mais perto.
"Eu supostamente não deveria contar para ninguém, meu amigo, mas gostei de você, portanto vou de dar um conselho"- disse ele, num sussurro."Estou acostumado com viajantes querendo saber de nossa Lucie, e porque nem um homem se atreve a cortejá-la. As vezes um tolo tenta, e acaba desaparecido. Portanto, eu te digo: fique longe de Lucie."
Olhei assustado para o taverneiro, que voltava a enxugar os copos. Ele agora olhava para Lucie, que por sua vez continuava a olhar para a porta.
Voltei à minha bebida, a esvaziando com um gole novamente. Quem seria Jakk, e por que recusara o amor de Lucie? O que acontecia aos homens que desapareciam ao cortejar a bela mulher?
Senti que o mistério de Red Lake estava sob minhas mãos.
E eu ia desvendá-lo.
Afinal, este è meu trabalho.
Sob a luz fraca da taverna, ela estava sentada na mesa perto do balcão, olhando para a porta pela qual entrei.
Seu vestido deixava o colo e o ombro aparecendo, e como estava com os cabelos presos num nó ao alto da cabeça, o colar em seu pescoço, uma corrente com um coração de prata, se destacava.
Sua pele era branca, os cabelos castanhos arruivados e os olhos escuros. Com sua boca vermelha em formato de coração, parecia uma boneca. Seu vestido vermelho vinho contrastava com sua pele branca.
Todo homem naquele lugar a desejava, isto estava óbvio, porém nem um se atrevia a chegar perto, nem os mais bêbados ou os mais sóbrios.
E ela continuava com o olhar fixo à porta, esperando alguém, e esperando e esperando.
Cheguei junto ao balcão, e logo perguntei dela ao taverneiro, um senhor com cabelos brancos na altura do ombro, e um nariz pontudo. Ele enxugava os copos enquanto falava.
"Ah, nossa querida Lucie. Eu a vi crescer correndo por ai, e a vi se apaixonando. Se apaixonando pelo único homem que nunca teria: Jakk."
Fiquei intrigado, pois sou novo nessas bandas. E essa pacata cidade, Red Lake, é conhecida por seus mistérios, e todos têm a impressão de que suas casas escondem um segredo enorme. Foram estes boatos que me atrairam á região, e nesta conversa com o taverneiro farejei que renderia algumas informações para uma nova aventura.
Virei meu copo e entreguei à ele, com a intenção que o enchesse de novo.
"Quem é este Jakk que é tolo o suficiente para recusar a criatura mais bela que já presenciei?"
O taverneiro pegou a garrafa e encheu meu copo até a borda. Entregou-o para mim, apoiou o cotovelo no balcão e fez o sinal para que eu chegasse mais perto.
"Eu supostamente não deveria contar para ninguém, meu amigo, mas gostei de você, portanto vou de dar um conselho"- disse ele, num sussurro."Estou acostumado com viajantes querendo saber de nossa Lucie, e porque nem um homem se atreve a cortejá-la. As vezes um tolo tenta, e acaba desaparecido. Portanto, eu te digo: fique longe de Lucie."
Olhei assustado para o taverneiro, que voltava a enxugar os copos. Ele agora olhava para Lucie, que por sua vez continuava a olhar para a porta.
Voltei à minha bebida, a esvaziando com um gole novamente. Quem seria Jakk, e por que recusara o amor de Lucie? O que acontecia aos homens que desapareciam ao cortejar a bela mulher?
Senti que o mistério de Red Lake estava sob minhas mãos.
E eu ia desvendá-lo.
Afinal, este è meu trabalho.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
agora mesmo
eu queria sair daqui e ir para bem longe, longe de todo mundo. ninguem sentiria minha falta mesmo. quem sabe nova yorque, há chances com os peeps. ou inglaterra. o iemêm servia.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Vista
De lá dava para ver o rio.
Ele estava bonito, á noite. Pena que nas bordas transbordavam garrafas de plástico, sujeira e até um sofá de espuma, meio submerso, com as molas aparecendo.
Sem falar no cheiro.
Mas o jeito em que o finzinho de sol batia nele era bonito. Apesar de sujo, refletia perfeitamente o céu, agora começando a ficar azul escuro, e no horizonte atrás dos prédios mais altos se ver o vestígio de sol, e daquela parte se forma um degrade do rosa.
Olhei além do rio. A cidade. Infinita, ultrapassava o horizonte, com seus prédios altos, mas que desta distancia, pareciam pequenos. Em alguma casas já se via a luz acesa, e essas janelas brilhavam como pequenos vaga-lumes no meio dos cinza escuros dos edifícios.
Eu gostava de lá.
Olhei para o barranco em minha frente. Dava direto para o rio. Atrás de mim, a parede de uma casa em minha rua, rua que acabava naquele barranco. Olhei para cima. Tinha um pequenino lustre, já com a luz acesa. Ao seu redor, zanzavam mosquitinhos atraídos pela luz.
Definitivamente, eu gostava de lá.
Olhei novamente para a cidade. No fundo tinha uma torre alta, praticamente invisível, se não fosse a pequena luz vermelha que piscava freneticamente no fundo.
Olhei melhor, haviam várias outras torres, algumas até mais altas que os prédios mais altos daquela cidade enorme.
Pensei nas janelinhas-vaga-lumes. Atrás de cada uma daquelas janelas tinha uma pessoa, talvez várias. Talvez uma família. Talvez estivessem dando uma festa, ou vendo um filme de terror. Podem estar lendo, vendo t.v., ou conversando.
Podia ser apenas uma pessoa, brincando com seu gato. Ou terminando um trabalho para a faculdade. Ou falando no telefone com o amigo.
Podia ser um casal, brigando. Um casal jovem, namorando, ou um casal de velhinhos tricotando.
Ou uma garota. Sozinha. Morava longe de casa, havia se mudado para a cidade grande pensando em melhorar a vida. Ela podia ter brigado com o garoto que gostava, e podia estar sozinha chorando em seu quarto. Suas lágrimas podiam estar fervendo pelo seu rosto, correndo pelas bochechas. Ela estava sozinha, completamente só.
Olhei de novo para o rio. Agora refletia apenas o azul escuro do céu, e milhares de pontinhos, que eram as estrelas. Todas as janelas já tinham a luz acesa, e a cidade brilhava.
Dei um suspiro. Me apoiem em uma mão, e depois na parede, e fiquei de pé.
Dei mais uma olhada para o rio, depois me virei e fui andando pela ruela escura.
Ele estava bonito, á noite. Pena que nas bordas transbordavam garrafas de plástico, sujeira e até um sofá de espuma, meio submerso, com as molas aparecendo.
Sem falar no cheiro.
Mas o jeito em que o finzinho de sol batia nele era bonito. Apesar de sujo, refletia perfeitamente o céu, agora começando a ficar azul escuro, e no horizonte atrás dos prédios mais altos se ver o vestígio de sol, e daquela parte se forma um degrade do rosa.
Olhei além do rio. A cidade. Infinita, ultrapassava o horizonte, com seus prédios altos, mas que desta distancia, pareciam pequenos. Em alguma casas já se via a luz acesa, e essas janelas brilhavam como pequenos vaga-lumes no meio dos cinza escuros dos edifícios.
Eu gostava de lá.
Olhei para o barranco em minha frente. Dava direto para o rio. Atrás de mim, a parede de uma casa em minha rua, rua que acabava naquele barranco. Olhei para cima. Tinha um pequenino lustre, já com a luz acesa. Ao seu redor, zanzavam mosquitinhos atraídos pela luz.
Definitivamente, eu gostava de lá.
Olhei novamente para a cidade. No fundo tinha uma torre alta, praticamente invisível, se não fosse a pequena luz vermelha que piscava freneticamente no fundo.
Olhei melhor, haviam várias outras torres, algumas até mais altas que os prédios mais altos daquela cidade enorme.
Pensei nas janelinhas-vaga-lumes. Atrás de cada uma daquelas janelas tinha uma pessoa, talvez várias. Talvez uma família. Talvez estivessem dando uma festa, ou vendo um filme de terror. Podem estar lendo, vendo t.v., ou conversando.
Podia ser apenas uma pessoa, brincando com seu gato. Ou terminando um trabalho para a faculdade. Ou falando no telefone com o amigo.
Podia ser um casal, brigando. Um casal jovem, namorando, ou um casal de velhinhos tricotando.
Ou uma garota. Sozinha. Morava longe de casa, havia se mudado para a cidade grande pensando em melhorar a vida. Ela podia ter brigado com o garoto que gostava, e podia estar sozinha chorando em seu quarto. Suas lágrimas podiam estar fervendo pelo seu rosto, correndo pelas bochechas. Ela estava sozinha, completamente só.
Olhei de novo para o rio. Agora refletia apenas o azul escuro do céu, e milhares de pontinhos, que eram as estrelas. Todas as janelas já tinham a luz acesa, e a cidade brilhava.
Dei um suspiro. Me apoiem em uma mão, e depois na parede, e fiquei de pé.
Dei mais uma olhada para o rio, depois me virei e fui andando pela ruela escura.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A sweet bite of love.
Ele segurou minha mão.
Então, eu aqueci por dentro.
O sentimento de calor começou no lugar em que sua pele me tocava e se espalhou por todo meu corpo, uma onda fervendo...
Fechei meus olhos, queria memorizar seu toque. Sua mão era macia e quente, e seus dedos estavam fechados sobre os meus. A mão dele cobria a minha inteira. Me senti como num abraço, segura e envolvida, protegida.
Protegida por ele.
O lugar em que me tocava queimava, e minha mente estava a mil. Girava e girava, tranquila e energética, em paz, em êxtase...
"Você está bem?"
Abro os olhos. Ele me olhava.
"Melhor que nunca."-respondi, e apertei ainda mais sua mão.
Um sentimento de um segundo (como o momento em que ele segura a mão dela) dura muito tempo, muitos pensamentos, muitas sensações, e muitas palavras.
Então, eu aqueci por dentro.
O sentimento de calor começou no lugar em que sua pele me tocava e se espalhou por todo meu corpo, uma onda fervendo...
Fechei meus olhos, queria memorizar seu toque. Sua mão era macia e quente, e seus dedos estavam fechados sobre os meus. A mão dele cobria a minha inteira. Me senti como num abraço, segura e envolvida, protegida.
Protegida por ele.
O lugar em que me tocava queimava, e minha mente estava a mil. Girava e girava, tranquila e energética, em paz, em êxtase...
"Você está bem?"
Abro os olhos. Ele me olhava.
"Melhor que nunca."-respondi, e apertei ainda mais sua mão.
Um sentimento de um segundo (como o momento em que ele segura a mão dela) dura muito tempo, muitos pensamentos, muitas sensações, e muitas palavras.
Mudanças
Pretendo mudar meu blog constantemente, como eu mudo meu humor.
Hoje acordei romantica e divertida, e resolvei reajustar meu blog.
Gostei do resultado, apesar de que sei que amanhã irei acordar diferente e irei pensar em mudar de novo.
Obrigada pela leitura :D
Hoje acordei romantica e divertida, e resolvei reajustar meu blog.
Gostei do resultado, apesar de que sei que amanhã irei acordar diferente e irei pensar em mudar de novo.
Obrigada pela leitura :D
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A sweet bite of love.
Dei este nome à meu blog por que gosto de escrever continhos de amor, e cada um deles é como uma doce mordida de amor.
Então, aqui mais uma doce mordida de amor, para alguém.
Eu estou nervosa.
Olho ao meu relógio, impaciente.
Cinco minutos de atraso.
Agora, seis.
Tic, tac, tic, tac, faz meu relógio, ao ritmo das batidas de meu coração.
Olho para os lados. Ele disse que viria. Então cadê ele?
Será que ele esqueceu? Ou desistiu?
Bem capaz.
"Pare", pensei para mim mesma "ele pode estar demorando para se arrumar"-sei. Logo descartei este pensamento. Porque ele se arrumaria para me encontrar?
"Ou talvez o carro tenha dado problema". Ahhhhhh! Pare com esses pensamentos positivos, me irritam. Está na cara que ele não vem, apenas me convidou para rir de minha cara.
Tic tac, tic tac.
Sete minutos.
Aonde eu estava com a cabeça, ao achar que logo ele, tão lindo e perfeito, queria sair comigo?
Devia ter percebido que era uma aposta.
E agora, ou que vou fazer, passei o dia inteiro me arrumando e esperando... Eu sou tonta mesmo.
Sentei na calçada.
Tic tac, tic tac. 8 minutos e 7 segundos.
Olho para mim mesma. E depois aperto os olhos. Lágrimas de raiva saem de meus olhos. Eu fui tão ingênua, pensando que ele viria. Tão boba, criando esperanças. Ao me lembrar de como fiquei parada escolhendo minha roupa em frente ao armário, de como me preparei, ensaiando conversas e sorrisos no espelho, apenas comecei a chorar mais.
Não, eu não estava com pena de mim mesma! Estava com raiva! TONTA TONTA TONTA TONTA! Não devia ter vindo.
Tic tac, tic tac.
10 minutos.
Já chega. Vou embora. Me levando, pego minhas coisas e começo a caminhar. "Pare de chorar, sua boba." Enxuguei minhas lágrimas. Guardaria elas para quando chegasse em casa.
O vento bate em meu vestido, e deixo cair minha bolsa. Ai que raiva, as coisas de dentro cairam.
Me abaixei para pegá-las, mas uma mão agarrou-as antes.
Olho para cima, e lá está ele, me olhando com seus olhos tão gentis.
"Mil desculpas pelo atraso", ele começa, e agora as batidas de meu relógio não acompanham mais a de meu coração. Meu coração bate mais rápido. Bem mais rápido. "Eu queria me arrumar bem, para te encontrar. Você está linda. Vamos lá?"
Ele pega em minha mão, e caminhamos de volta.
Sabe, ter vindo não foi uma escolha boba.
Então, aqui mais uma doce mordida de amor, para alguém.
Eu estou nervosa.
Olho ao meu relógio, impaciente.
Cinco minutos de atraso.
Agora, seis.
Tic, tac, tic, tac, faz meu relógio, ao ritmo das batidas de meu coração.
Olho para os lados. Ele disse que viria. Então cadê ele?
Será que ele esqueceu? Ou desistiu?
Bem capaz.
"Pare", pensei para mim mesma "ele pode estar demorando para se arrumar"-sei. Logo descartei este pensamento. Porque ele se arrumaria para me encontrar?
"Ou talvez o carro tenha dado problema". Ahhhhhh! Pare com esses pensamentos positivos, me irritam. Está na cara que ele não vem, apenas me convidou para rir de minha cara.
Tic tac, tic tac.
Sete minutos.
Aonde eu estava com a cabeça, ao achar que logo ele, tão lindo e perfeito, queria sair comigo?
Devia ter percebido que era uma aposta.
E agora, ou que vou fazer, passei o dia inteiro me arrumando e esperando... Eu sou tonta mesmo.
Sentei na calçada.
Tic tac, tic tac. 8 minutos e 7 segundos.
Olho para mim mesma. E depois aperto os olhos. Lágrimas de raiva saem de meus olhos. Eu fui tão ingênua, pensando que ele viria. Tão boba, criando esperanças. Ao me lembrar de como fiquei parada escolhendo minha roupa em frente ao armário, de como me preparei, ensaiando conversas e sorrisos no espelho, apenas comecei a chorar mais.
Não, eu não estava com pena de mim mesma! Estava com raiva! TONTA TONTA TONTA TONTA! Não devia ter vindo.
Tic tac, tic tac.
10 minutos.
Já chega. Vou embora. Me levando, pego minhas coisas e começo a caminhar. "Pare de chorar, sua boba." Enxuguei minhas lágrimas. Guardaria elas para quando chegasse em casa.
O vento bate em meu vestido, e deixo cair minha bolsa. Ai que raiva, as coisas de dentro cairam.
Me abaixei para pegá-las, mas uma mão agarrou-as antes.
Olho para cima, e lá está ele, me olhando com seus olhos tão gentis.
"Mil desculpas pelo atraso", ele começa, e agora as batidas de meu relógio não acompanham mais a de meu coração. Meu coração bate mais rápido. Bem mais rápido. "Eu queria me arrumar bem, para te encontrar. Você está linda. Vamos lá?"
Ele pega em minha mão, e caminhamos de volta.
Sabe, ter vindo não foi uma escolha boba.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Vampire Knight
"Mesmo ambos sabendo que nossa pessoa amada nunca nos notará...
Não podemos apagar esse pequeno sentimento de dentro de nós que continua tendo esperanças em vão.
Depois de tantas preocupações e considerações... No fim...
Quero ser capaz de ser como Ruka e acreditar em mim mesmo...
Queria saber se o dia que serei capaz de seguir meu próprio caminho chegará."
De Kain para Ruka.
Ruka ama Kaname que não a ama. Kain ama Ruka que não o ama.
Não podemos apagar esse pequeno sentimento de dentro de nós que continua tendo esperanças em vão.
Depois de tantas preocupações e considerações... No fim...
Quero ser capaz de ser como Ruka e acreditar em mim mesmo...
Queria saber se o dia que serei capaz de seguir meu próprio caminho chegará."
De Kain para Ruka.
Ruka ama Kaname que não a ama. Kain ama Ruka que não o ama.
domingo, 25 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Bom, aqui é a Aninha, e eu estou aqui para mostrar um de meus planos. Este tem o codinome de "roubar um banco".
Deixe-me explicar: eu minha amiga-psicopata Catarina decidimos escrever um livro, e nos baseamos num sonho que ela teve, no qual A Morte se apaixona.
Mas nosso projeto é (supostamente, pois todo mundo já sabe dele) secreto, então quando falamos nele falamos que na verdade estamos planejando um assalto á um banco (o que é bem provável, já com toda essa história de Catarina-psicopata e etc.).
Aqui está nossa versão de "primeiro capítulo", e não se assuste: somos iniciantes.
Como nossa história é meio complicada, decidimos começar explicando-a, o que deixa o começo um pouco "apressado".
Então, decidimos fazer na parte em que ele explica um diário para si mesmo (mais para frente entenderá por que ele fez isso).
Como estamos nos primeiro passos, provavelmente iremos reescrever, mas decidi publicar aqui no blog porque:
a) ninguém lê;
b)para não perder.
c)as pessoas darem palpites.
Nosso personagem principal, Matthew, é baseado em Cal de Os Primeiros Dias (Scott Westerfeld), um livro e um personagem que eu e Catarina simplesmente AMAMOS, e o livro é considerado meu favorito (e olhe que eu já li BASTANTE livros).
Tentamos fazer ele inteligente e sarcástico, como Cal, porém não esta dando muito certo. Mas tudo bem, pois sabemos que no final Matthew vai ter personalidade própria, e quando ouvirmos alguma coisa de certo jeito vamos pensar "Isso é tão Matthew!".
Saibam que estou realizando um de meus sonhos (escrever um livro) e desejo que publicá-lo um dia seja mais um sonho realizado.
Bom, aqui está o primeiro capítulo versão Um. Espero que apreciem.
P.S.: As palavras/termos em rosa foram escolhidos pela Catarina.
Os termos em verde é por que serão explicados no final do post.
Os termos em azul é por que são da Catarina e precisam ser explicados.
Se alguém algum dia ler isto, por favor nos dê opiniões do que podemos mudar.
Primeiro Capítulo: (Não tem nome ainda)[8]
Deus, seria capaz de me jogar do Ganges com uma pedra amarrada no pescoço.[1] Vou acabar no hospício com tantos Exageros. Meu trabalho me mata. Que dizer, mataria, se eu não fosse imortal.
Isso é que é o pior de tudo.
Não importa o quanto eu trabalhe, eu sei que irei acordar amanhã e terá mais trabalho. E eu nem posso me matar!
Ser um Anjo da Morte não é nada fácil.
Deixe-me explicar: eu minha amiga-psicopata Catarina decidimos escrever um livro, e nos baseamos num sonho que ela teve, no qual A Morte se apaixona.
Mas nosso projeto é (supostamente, pois todo mundo já sabe dele) secreto, então quando falamos nele falamos que na verdade estamos planejando um assalto á um banco (o que é bem provável, já com toda essa história de Catarina-psicopata e etc.).
Aqui está nossa versão de "primeiro capítulo", e não se assuste: somos iniciantes.
Como nossa história é meio complicada, decidimos começar explicando-a, o que deixa o começo um pouco "apressado".
Então, decidimos fazer na parte em que ele explica um diário para si mesmo (mais para frente entenderá por que ele fez isso).
Como estamos nos primeiro passos, provavelmente iremos reescrever, mas decidi publicar aqui no blog porque:
a) ninguém lê;
b)para não perder.
c)as pessoas darem palpites.
Nosso personagem principal, Matthew, é baseado em Cal de Os Primeiros Dias (Scott Westerfeld), um livro e um personagem que eu e Catarina simplesmente AMAMOS, e o livro é considerado meu favorito (e olhe que eu já li BASTANTE livros).
Tentamos fazer ele inteligente e sarcástico, como Cal, porém não esta dando muito certo. Mas tudo bem, pois sabemos que no final Matthew vai ter personalidade própria, e quando ouvirmos alguma coisa de certo jeito vamos pensar "Isso é tão Matthew!".
Saibam que estou realizando um de meus sonhos (escrever um livro) e desejo que publicá-lo um dia seja mais um sonho realizado.
Bom, aqui está o primeiro capítulo versão Um. Espero que apreciem.
P.S.: As palavras/termos em rosa foram escolhidos pela Catarina.
Os termos em verde é por que serão explicados no final do post.
Os termos em azul é por que são da Catarina e precisam ser explicados.
Se alguém algum dia ler isto, por favor nos dê opiniões do que podemos mudar.
Primeiro Capítulo: (Não tem nome ainda)[8]
Deus, seria capaz de me jogar do Ganges com uma pedra amarrada no pescoço.[1] Vou acabar no hospício com tantos Exageros. Meu trabalho me mata. Que dizer, mataria, se eu não fosse imortal.
Isso é que é o pior de tudo.
Não importa o quanto eu trabalhe, eu sei que irei acordar amanhã e terá mais trabalho. E eu nem posso me matar!
Ser um Anjo da Morte não é nada fácil.
*
30 de Fevereiro de 2009, na cama com meu gato Napoleão.
Olá. Eu sou você. Tudo bem? Espero que até ai já tenham criado uma roupa invisível.
Tá bom, eu sei que você não está entendendo, afinal acabou de acordar, não se lembra de nada. E tudo que encontrou em cima da cama foi este diário.
Este diário foi escrito por você, aliais, por mim, no passado, para esta hora em que você acordasse e não lembrasse de nada tivesse algumas respostas.
Eu sei que você está cheio de perguntas na cabeça (isso sempre acontece comigo, quer dizer, com você. Ah, conosco), então como eu sou você, sei que perguntas são, portanto vou respondê-las:[1]
a) Seu nome é Matthew.
b) Você (eu) é lindo.
c) Você tem infinitos anos (mas corpinho de 17).
d) O que aconteceu que você não se lembra de nada?
Você era um Anjo da Morte e "morreu".
Não se assuste com o nome "Anjo Da Morte". Eu não mato pessoas. Quer dizer, a não ser que elas me irritem.
Brincadeira (ou não).
Ah! E esqueça a foice. Isso mesmo. E nem pense na capa preta.
E não, não sou uma mulher. Não mesmo. Claro que não. Está duvidando da minha masculinidade?!
Tá bom, não tem jeito. Eu sei que você ainda imagina a Morte com aquela com a foice gigante.
Não querendo me gabar, eu também tenho uma foice gigante. Mas ela fica em outro lugar, mais hum... particular. [2]
Brincadeira (ou não).
Ah! E esqueça a foice. Isso mesmo. E nem pense na capa preta.
E não, não sou uma mulher. Não mesmo. Claro que não. Está duvidando da minha masculinidade?!
Tá bom, não tem jeito. Eu sei que você ainda imagina a Morte com aquela com a foice gigante.
Não querendo me gabar, eu também tenho uma foice gigante. Mas ela fica em outro lugar, mais hum... particular. [2]
Mas eu não uso essa foice para matar as pessoas (não que eu saiba, você sabe como as mulheres são, toda aquela euforia, um ataque no coração, ninguém sabe...). [2]
Na verdade, em meu trabalho eu salvo pessoas.
Na verdade, em meu trabalho eu salvo pessoas.
Mas, para explicar meu trabalho, vou primeiro te contar sobre o Big Boss. [3]
Ter Deus como chefe, até que não é ruim. O salário não é lá grande coisa, mas a imortalidade e o décimo terceiro [3] compensam.
Bom, meu chefe, lá no começo, era um cara tranquilo, você sabe.
Já ouviu a história de Adão e Eva? Você sabe, aquela dos caras pelados. Então, tudo começou com aquela cobrinha[4], que fez a Eva morder o fruto proibido.
Para puni-los, ele virou papai. Isso mesmo, pois virando papai, ele criou a morte.
Ele teve os trigêmios mais diferentes do mundo, também chamados de Os Três: Enfermo, Loucura, e Destino. Juntos, são as Causas de Morte.
Enfermo, cuida das mortes por doenças, como cancêr (o orgulho do papai Enfermo, o cancêr. Oh que "cuti cuti", causador de tantas mortes que dá até vontade de apertar)[5], AIDS e parasitas, todas essas coisas.
Para Loucura[4] ( que é um pitel, mas não posso me envolver com as filhas do chefe), Ele designou as mortes por suicídio, crimes bárbaros, tudo aquilo que a pessoa tem de ser muito maluca para tentar.
E meu preferido ( eu sei que você esta prevendo isso agora, tá?!)[5] o Destino. Ele cuida de todo o resto, desde acidentes aéreos, até um vaso caído na cabeça. E é cujo os anjos me dão mais trabalho.
Sim, cada um d'Os Três[5] tem um exército de anjos, para cuidar das mortes.
É isso que dá ter um chefe mulherengo.
Porque como Deus tem seus anjos, Os Três também tem. Mão é que eles sejam maus, é o ciclo natural da vida.
Porque como Deus tem seus anjos, Os Três também tem. Mão é que eles sejam maus, é o ciclo natural da vida.
A criança nasce. Um anjo da guarda é designado para cuidar dela. O anjo da guarda vai driblando os anjos dos Pestinhas de Deus[6], que tentam levar se protegido antes da Hora[7] . Até que o anjo da guarda sente que está na hora de seu protegido passar desta para a melhor. O anjo percebe que irá se despedir do humano, por dois jeitos, chamado "sintomas". O primeiro Sintoma é que o anjo e o humano tem uma corrente, uma linha que os une, e que próxima a morte começa a se romper, para que quando estiver na Hora, eles possam se separar e para que apenas o humano seja levado pelo anjo de um d'Os Três, e que o anjo da guarda possa cuidar então de outro humano. Até ai, tudo bem?
O outro Sintoma de que é a Hora de seu protegido partir é que o humano é "tocado" por um anjo do Causador da Morte. Se um humano for "tocado" por um anjo de Enfermo, uma marca de lua surgirá em sua testa. Por um anjo de Loucura, irá aparecer uma marca de um sol. E por Destino, uma estrela.
Portanto, o anjo da guarda sente os Sintomas, eles acontecem, o humano é levado por um anjo d'Os Três e o anjo da guarda parte para proteger outro, certo?
Errado.
E é ai que eu entro.
(Fim do Primeiro Capítulo versão Um)
.
Legendas:
[1]Acho que esta parte ficou confusa, se alguém ler isto, tente ajudar.
[2]Sim, é no mal sentido. Só alguém com a mente realmente poluída vai entender (exemplo: Catarina).
[3]Chefão, em inglês. Achamos que fica legal, pois no jogo do Mario ( e muitos outros) é assim que se chama o monstro final mais forte que devemos enfrentar.
[4]Não sei se deu para entender, mas Loucura é uma mulher.
[5]É uma sacada para pessoas inteligentes (exemplo: Catarina). (Os dois termos com o número 5 valem).
[6]Os Três. :D
[7]Quisemos chamar a Hora da Morte de Hora, mas não se se deu para entender muito bem. Novamente, ser alguém ler isto, esclareça dúvidas e dê sua opinião.
[8]Esse não é o nome do capítulo, é por que não tem nome mesmo. :P
[1]É uma coisa que os indianos falam par dramatizar. Pelo menos, segundo a Catarina. Ganges é um rio indiano.
[2]Ela quis dizer quando as mulheres... hm.. você sabe, com o Anjo da Morte. Ei!, não olhe para mim.
[3]Nem sei se isso existe em outros países, mais vai ser problema deles e eles não souberem que décimo terceiro é uma "bonificação" de dinheiro.
[4]Dessa vez não é no mal sentido.
[5]Ela quis fazer assim para ficar parecido com o "d'a Toca" do Harry Potter.
Mais uma vez, se alguém ler de suas opiniões ai em comentários ou em qualquer outro lugar. Espero que tenham gostado.
Aninha
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Bite of love (conto),
Surtos de Reflexão Pessoal
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Lembrança inocente
-Olhe!- disse ela. Ela apontava para o céu, mais eu olhava fixamente para seu rosto.
Relutante, olhei para o céu. O céu estava lindo. Azul-anil, brilhante. Em cima de nós estava parada uma única nuvem branca, rechonchuda.
-Certo, -respondi, casualmente- estou olhando.
Ela deu uma risadinha. Deus, como eu adoro essa risadinha. É tão... fofa. Não é tipo uma risada comum, um "hahaha". É mais um.. "hihihi".
Péssima comparação.
Ela mostrou a lingua para mim e disse:
-Tontinho. É a nuvem. Ela não parece um carneirinho? Hihihi. - ela suspirou. Eu também suspirei. A risadinha me deixa abobado. Então, ela olhou para mim. - Nossas vidas podiam ser assim para sempre, não é?
Estávamos deitados na grama, virados para cima, olhando para o céu com suas nuvenzinha de carneirinhos. Pode rir. Mas ela tinha toda razão. Eu podia ficar aqui para sempre.
-Para mim, não teria problema nenhum. Estou a um passo de trazer minhas roupas e me mudar para cá. - Fiz cara de pensativo. -Aliais, posso ficar com esta roupa. Não quero sair daqui.
Ela piscou para mim, depois riu. Desviou o olhar de novo para o céu.
-A vida parece tão fácil aqui, não é? Aqui, ao seu lado. Parece até uma pintura. Ei, isto é uma boa inspiração.
Desta vez, eu ri. Ela era a melhor desenhista do mundo.
-Ei, esqueceu que isto é uma pintura? Oh não! Minha tinta está derrentendo no sol. O que eu faço?! Espere. Eu sou uma pintura. Isso quer dizer que não posso me mover. Como vou chegar mais perto de você?! - fingi pânico. Ela riu. Eu adorava fazer ela rir.
-Ah, eu dou um jeito! -ela disse, tranquila, enquanto chegava mais perto. Apoiou sua cabeça em meu peito.
Sorri. Ela também.
-Agora podem me transformar numa pintura. Eu não me importaria de ficar parado aqui para sempre, com as pessoas me observando. - eu disse, sinceramente.
-Eu também. -ela respondeu, e então fechou os olhos.
E eu também fechei os meus. Pronto, agora nada nos tiraria dali.
Nota:
Bobinho, mais eu gostei. Me inspirei em uma imagem que tenho em minha cabeça, de duas crianças deitadas observando as nuvens. Tenho esta imagem desde sei lá quando, mas é como se fosse uma lembrança. Uma lembrança inocente.
A vida podia ser inocente como meu conto, não podia? :D
Relutante, olhei para o céu. O céu estava lindo. Azul-anil, brilhante. Em cima de nós estava parada uma única nuvem branca, rechonchuda.
-Certo, -respondi, casualmente- estou olhando.
Ela deu uma risadinha. Deus, como eu adoro essa risadinha. É tão... fofa. Não é tipo uma risada comum, um "hahaha". É mais um.. "hihihi".
Péssima comparação.
Ela mostrou a lingua para mim e disse:
-Tontinho. É a nuvem. Ela não parece um carneirinho? Hihihi. - ela suspirou. Eu também suspirei. A risadinha me deixa abobado. Então, ela olhou para mim. - Nossas vidas podiam ser assim para sempre, não é?
Estávamos deitados na grama, virados para cima, olhando para o céu com suas nuvenzinha de carneirinhos. Pode rir. Mas ela tinha toda razão. Eu podia ficar aqui para sempre.
-Para mim, não teria problema nenhum. Estou a um passo de trazer minhas roupas e me mudar para cá. - Fiz cara de pensativo. -Aliais, posso ficar com esta roupa. Não quero sair daqui.
Ela piscou para mim, depois riu. Desviou o olhar de novo para o céu.
-A vida parece tão fácil aqui, não é? Aqui, ao seu lado. Parece até uma pintura. Ei, isto é uma boa inspiração.
Desta vez, eu ri. Ela era a melhor desenhista do mundo.
-Ei, esqueceu que isto é uma pintura? Oh não! Minha tinta está derrentendo no sol. O que eu faço?! Espere. Eu sou uma pintura. Isso quer dizer que não posso me mover. Como vou chegar mais perto de você?! - fingi pânico. Ela riu. Eu adorava fazer ela rir.
-Ah, eu dou um jeito! -ela disse, tranquila, enquanto chegava mais perto. Apoiou sua cabeça em meu peito.
Sorri. Ela também.
-Agora podem me transformar numa pintura. Eu não me importaria de ficar parado aqui para sempre, com as pessoas me observando. - eu disse, sinceramente.
-Eu também. -ela respondeu, e então fechou os olhos.
E eu também fechei os meus. Pronto, agora nada nos tiraria dali.
Nota:
Bobinho, mais eu gostei. Me inspirei em uma imagem que tenho em minha cabeça, de duas crianças deitadas observando as nuvens. Tenho esta imagem desde sei lá quando, mas é como se fosse uma lembrança. Uma lembrança inocente.
A vida podia ser inocente como meu conto, não podia? :D
Momento de reflexão. (Pule isto)
Por que será que ninguém me vê (fisicamente e mentalmente) do jeito que eu me vejo?
Deus, o mundo é tão injusto.
E injustiça é a coisa que eu mais odeio.
Oh!, que sorte.
Às vezes eu acho que escrevo contos para me refugiar da vida real. Viver nos contos deve ser muito mais fácil do que viver na vida real.
Pois nestes contos, você sabe que o final vai ser feliz (pelo menos nos meus). Agora, na minha vida, eu tenho quase certeza que o final não vai ser muito feliz, não.
Infelizmente, eu tem quase certeza. Por que neste "quase" fica minha esperança. E esperança, para mim, é sinonimo de decepção.
Sim, eu sou pessimista. Mas só de mentirinha. Por que sempre tem um "quase" para me dar esperanças. É por isso que eu me decepciono tanto.
E, agora mesmo, existe o "quase". E, verdade, eu tenho MUITA raiva desse "quase" de esperança. Por que não era para ele existir. Era para quando chegasse a notícia ruim eu pensasse assim: "Eu já sabia que isto ia acontecer", e não "AH NÃOOO!", como sempre acontece, por causa da micro-esperança chamada "quase".
Bom, voltando á alguns parágrafos atrás, eu acho que gosto de escrever contos por isso. Porque no meu conto PODE não haver injustiça. E no meu conto pode haver "quases" e esperanças, por que a notícia vai ser boa. E, em vez de pensar "AH NÃOOO!" eu pensaria "EBA!" por que minha esperança se deu verdadeira.
Que sacanagem. O mundo real bem que podia ser assim.
Mas o mundo é injusto.
E eu odeio injustiça.
Oh!, que sorte.
Deus, o mundo é tão injusto.
E injustiça é a coisa que eu mais odeio.
Oh!, que sorte.
Às vezes eu acho que escrevo contos para me refugiar da vida real. Viver nos contos deve ser muito mais fácil do que viver na vida real.
Pois nestes contos, você sabe que o final vai ser feliz (pelo menos nos meus). Agora, na minha vida, eu tenho quase certeza que o final não vai ser muito feliz, não.
Infelizmente, eu tem quase certeza. Por que neste "quase" fica minha esperança. E esperança, para mim, é sinonimo de decepção.
Sim, eu sou pessimista. Mas só de mentirinha. Por que sempre tem um "quase" para me dar esperanças. É por isso que eu me decepciono tanto.
E, agora mesmo, existe o "quase". E, verdade, eu tenho MUITA raiva desse "quase" de esperança. Por que não era para ele existir. Era para quando chegasse a notícia ruim eu pensasse assim: "Eu já sabia que isto ia acontecer", e não "AH NÃOOO!", como sempre acontece, por causa da micro-esperança chamada "quase".
Bom, voltando á alguns parágrafos atrás, eu acho que gosto de escrever contos por isso. Porque no meu conto PODE não haver injustiça. E no meu conto pode haver "quases" e esperanças, por que a notícia vai ser boa. E, em vez de pensar "AH NÃOOO!" eu pensaria "EBA!" por que minha esperança se deu verdadeira.
Que sacanagem. O mundo real bem que podia ser assim.
Mas o mundo é injusto.
E eu odeio injustiça.
Oh!, que sorte.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Noite de horror. (continuação)
"Malditos sapatos. Sabia que não podia ter posto eles. Chegam no fim do dia e doem."
Era o pensamento fútil que passava por minha cabeça. Apenas depois reparei que passava na frente do cemitério.
Sempre tive medo do cemitério, agora mais temível que nunca. A rua escura era iluminada apenas pela luz do luar, neste trecho todos os postes estavam queimados. O silêncio era tão profundo, que chegava a ser suspeitável, como um silêncio provocado para enganar. Era um silêncio mortal.
Meus passos ecoavam na rua, os saltos estalando ao encontro do chão. O frio estava em forma de vento, passando por mim como um véu. Eu tremia.
Fechei os olhos por um segundo. "Você não é boba. Já é crescida. É só uma rua escura. Que estupidez."
E foi neste momento de pensar em que abri os olhos...
E ele estava lá.
Primeiro reparei na palidez. Reparei nisto primeiro por que com a luz da lua ele praticamente brilhava.
E depois fique aprisionada a seus olhos. Cor de sangue, a íris negra. Eu entrei dentro de seu olho, e mergulhei no mar de vinho. E me afoguei nele.
Era o pensamento fútil que passava por minha cabeça. Apenas depois reparei que passava na frente do cemitério.
Sempre tive medo do cemitério, agora mais temível que nunca. A rua escura era iluminada apenas pela luz do luar, neste trecho todos os postes estavam queimados. O silêncio era tão profundo, que chegava a ser suspeitável, como um silêncio provocado para enganar. Era um silêncio mortal.
Meus passos ecoavam na rua, os saltos estalando ao encontro do chão. O frio estava em forma de vento, passando por mim como um véu. Eu tremia.
Fechei os olhos por um segundo. "Você não é boba. Já é crescida. É só uma rua escura. Que estupidez."
E foi neste momento de pensar em que abri os olhos...
E ele estava lá.
Primeiro reparei na palidez. Reparei nisto primeiro por que com a luz da lua ele praticamente brilhava.
E depois fique aprisionada a seus olhos. Cor de sangue, a íris negra. Eu entrei dentro de seu olho, e mergulhei no mar de vinho. E me afoguei nele.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Noite de horror
Sob a luz do luar, o cemitério está silencioso. Tudo é envolvido naquela névoa de mistério e penumbra. As covas imóveis, e o vento uivando por entre as lápides.
Então, algo se move por entre as sombras. O silêncio é tamanho que o mísero ruído já ecoa por todos os lados. A figura escondida se levanta. E o silêncio se transforma em mortal.
A figura estranha sai das sombras. Sua pele pálida é refletida pela luz do luar. Os olhos cor de sangue emanam frieza e terror. Seus movimentos eram elegantes e duros. Ele era uma beleza fria. Ele se esgueira silenciosamente atravéz do cemitério, alcançando a saída. E saindo para uma noite de horror.
Pela calçada, encontra sua vítima. Uma mulher atraente caminha.
Hora do trabalho. Sua recompensa? Sua fonte de energia. Sua recompensa? Sangue humano.
Ele aborda a vítima. A mulher se prende em seu olhar. Seu olhar belo e hipnotizante. Uma armadilha mortal.
Uma armadilha que ela caiu.
(Continua amanhã)
Então, algo se move por entre as sombras. O silêncio é tamanho que o mísero ruído já ecoa por todos os lados. A figura escondida se levanta. E o silêncio se transforma em mortal.
A figura estranha sai das sombras. Sua pele pálida é refletida pela luz do luar. Os olhos cor de sangue emanam frieza e terror. Seus movimentos eram elegantes e duros. Ele era uma beleza fria. Ele se esgueira silenciosamente atravéz do cemitério, alcançando a saída. E saindo para uma noite de horror.
Pela calçada, encontra sua vítima. Uma mulher atraente caminha.
Hora do trabalho. Sua recompensa? Sua fonte de energia. Sua recompensa? Sangue humano.
Ele aborda a vítima. A mulher se prende em seu olhar. Seu olhar belo e hipnotizante. Uma armadilha mortal.
Uma armadilha que ela caiu.
(Continua amanhã)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Final feliz... ?
Sabe, ele é tão lindo. Dá vontade de segurar ele e não deixar soltar nunca mais. Nunca, nunca mais.
"O que você está olhando?" ele me pergunta, sorrindo, e eu paro de encarar. Deus, preciso parar de fazer isso. É só que eu.. não me acostumo. Sabe, com a beleza dele.
Viro a cara, vermelha. Mas só ouço um risinho. Olho de novo para meus amigos ao redor, e vejo que foi da menina á minha frente. Aquela que está com o decote maior do que deveria.
"Sabe, Matthew" ela começa, olhando para ele. Ela parece se contorcer enquanto fala. Deve ser meio difícil ficar com os braços apertando o peito "acidentalmente" o tempo todo. "Você vai na festa hoje á noite?"
Olho para Matthew. Ele olhava para ela. Não para o rosto, um pouco abaixo.
"Na verdade, não" diz Matthew, para minha surpresa. "Tenho outros planos", e ele olha para mim. Que significado aquele olhar teria?
A menina-do-decote fecha a cara. Provavelmente ela queria que ele fosse.
Conheço Matthew faz três meses. Três felizes meses. Foi um encontro totalmente ao acaso. É eu nunca tinha visto ele. O que é estranho, pois aqui na cidade todo mundo conhece todo mundo. Eu estava no meu lugar preferido, a pequena livraria da cidade. Estava completamente absorta em meu mundinho, quando ouço: "Com licença, mas por acaso está lendo a continuação deste livro?" Olho para cima e vejo ele, completamente estonteante, olhando para mim. Sua mão indica um livro que eu já li muitas vezes.
E ai começamos a conversar. E conversar... eu finalmente tinha achado alguém que gostava de livros. E de ler em geral. Na minha cidade, ler parece que é uma coisa ruim. Ninguém lê. Não é a tóa que até mesmo esta pequena livraria esteja fechando.
Mas eu, e aparentemente aquele menino, gostávamos de ler. Então nós combinamos de sair mais vezes, trocar idéias e emprestar livros. E desde então três meses se passaram. Três felizes meses.
E cá estou eu, rodeado de amigos dele que não faço a mínima idéia de quem são. Uma coisa eu sei: eles não devem gostar de ler como eu e Matthew.
E volto á realidade com a vozinha nojenta da menina-do-decote.
"Ahhh. E eu tenho de ir. Preciso me arrumar. A festa é as oito horas."- Eram quatro horas da tarde. Ela se levanta, mas continua com olhos em Matthew. "Bom, se mudar de idéia, aparece lá." e ela sai andando, aliás, se contorcendo, de tanto que rebola. E ele olha. Bastante. Esse é o problema. Não adianta o quanto eu gostar de Matthew, o quanto me dar bem com ele, o quanto gostarmos das mesmas coisas, enquanto eu não for do jeito e do corpo da menina-do-decote, ele não vai olhar daquela maneira para mim. Ele e todos os meninos.
Pouco a pouco, os outros amigos de Matthew vão embora, e em pouco tempo está apenas eu e ele. Não que eu me importe. Nem um pouquinho, para falar a verdade.
"Então, o que vai fazer hoje á noite?" pergunto para ele, tentando puxar assunto. Não quero que ele vá embora.
"Ah, não sei, só sei que não quero ir á festa." ele diz, olhando para o chão. NÃO ENCARE, NÃO ENCARE, lembro quando vejo que já estou memorizando sua face de novo.
"Hmmm. Eu acho mais legal você ir para a festa do que ficar aqui sentada comigo. Pelo menos aquela sua amiga do dec... quer dizer, de blusa rosa vai estar lá."
Ele ficou confuso. "Ela não é muito legal, prefiro ficar com você."
Arã que ele prefiria. Mas resolvi não discutir.
"Terminei o livro que você me emprestou. Ahn, esqueci em casa." eu disse mordendo o lábio. Eu sempre esqueço os livros dele, e ele sempre está com os meus. Ele sorri.
"Como sempre. Tudo bem, amanhã você me devolve. E aí, gostou?" Fico feliz por um momento, pois ele falou qua vamos nos ver amanhã. "Claro!" digo, rindo. "Quando que não gostei? Ah, e por sinal, é um dos finais que não precisam ser editados". Matthew e eu temos uma brincadeira de editar os finais felizes que não gostamos muito. Aí geralmente o livro fica perfeito.
"È, realmente o final é legal. Eu gostei daquele final." ele diz, sério.
"Eu quero um final para mim que não precise ser editado" digo, meio que pensando alto.
Ele sorri e olha para mim. "Como assim?"
Mordo o lábio. Maldita mania.
"Bom, eu quero um final feliz para mim, sabe? Eu quero que minha vida sejam vários livros, todos com finais perfeitos". Deus, como sou tonta.
"Hmm. E para você agora, o que seria o final perfeito?" ele pergunta erguendo a sombrancelha. Fico vermelha, pois não podia dizer o final feliz com que sonho todas as noites fazem três meses.
"Não sei" digo, pensando se deveria dizer a verdade. Ora, claro que não. Ele riria.
"Sabe sim" disse ele me olhando fixamente. E me matando, praticamente. "Eu sei o meu."
Que não envolva a menina-do-decote por favor, por favor!
"E qual é?" pergunto, delirando de curiosidade. Mas não deixando transparecer.
Ele franze a testa. "Você já sabe." Ele se aproxima de mim, me olhando fixamente.
Deus, envolve a menina-do-decote. Tinha de envolver. Ah, a vida é injusta. E ele está tão perto...
"Não, não sei." digo tristemente.
E então, de repente não estou mais olhando para baixo com cara de filhotinho.
Estou nos braços dele. E ele me olha, intensamente. O olhar dele me perfura, mas nem eu nem ele desviamos.
Eu paro de respirar. E ele diz, quase num sussurro, mas eu ouço, pois estou bem perto dele: "Então agora vai saber. Este é meu final feliz." então ele se aproxima..
E ele me beija.
Me beija, primeiro gentil e doce, depois urgente e forte. Eu nunca tinha sido beijada antes.
Meu corpo ficava cada vez mas perto do seu e os segundos não passavam. Nós estávamos colados e o beijo não era mais apenas na boca, mas a sensação fluía pelo meu corpo inteiro. Era perfeito. Muito melhor que o meu final feliz. E daquele final feliz eu não queria sair.
Paro para e respirar, estou arfante. "É meu final feliz também. Um final feliz perfeito, que não precisa ser editado". E era mesmo.
E voltamos a nos beijar.
"O que você está olhando?" ele me pergunta, sorrindo, e eu paro de encarar. Deus, preciso parar de fazer isso. É só que eu.. não me acostumo. Sabe, com a beleza dele.
Viro a cara, vermelha. Mas só ouço um risinho. Olho de novo para meus amigos ao redor, e vejo que foi da menina á minha frente. Aquela que está com o decote maior do que deveria.
"Sabe, Matthew" ela começa, olhando para ele. Ela parece se contorcer enquanto fala. Deve ser meio difícil ficar com os braços apertando o peito "acidentalmente" o tempo todo. "Você vai na festa hoje á noite?"
Olho para Matthew. Ele olhava para ela. Não para o rosto, um pouco abaixo.
"Na verdade, não" diz Matthew, para minha surpresa. "Tenho outros planos", e ele olha para mim. Que significado aquele olhar teria?
A menina-do-decote fecha a cara. Provavelmente ela queria que ele fosse.
Conheço Matthew faz três meses. Três felizes meses. Foi um encontro totalmente ao acaso. É eu nunca tinha visto ele. O que é estranho, pois aqui na cidade todo mundo conhece todo mundo. Eu estava no meu lugar preferido, a pequena livraria da cidade. Estava completamente absorta em meu mundinho, quando ouço: "Com licença, mas por acaso está lendo a continuação deste livro?" Olho para cima e vejo ele, completamente estonteante, olhando para mim. Sua mão indica um livro que eu já li muitas vezes.
E ai começamos a conversar. E conversar... eu finalmente tinha achado alguém que gostava de livros. E de ler em geral. Na minha cidade, ler parece que é uma coisa ruim. Ninguém lê. Não é a tóa que até mesmo esta pequena livraria esteja fechando.
Mas eu, e aparentemente aquele menino, gostávamos de ler. Então nós combinamos de sair mais vezes, trocar idéias e emprestar livros. E desde então três meses se passaram. Três felizes meses.
E cá estou eu, rodeado de amigos dele que não faço a mínima idéia de quem são. Uma coisa eu sei: eles não devem gostar de ler como eu e Matthew.
E volto á realidade com a vozinha nojenta da menina-do-decote.
"Ahhh. E eu tenho de ir. Preciso me arrumar. A festa é as oito horas."- Eram quatro horas da tarde. Ela se levanta, mas continua com olhos em Matthew. "Bom, se mudar de idéia, aparece lá." e ela sai andando, aliás, se contorcendo, de tanto que rebola. E ele olha. Bastante. Esse é o problema. Não adianta o quanto eu gostar de Matthew, o quanto me dar bem com ele, o quanto gostarmos das mesmas coisas, enquanto eu não for do jeito e do corpo da menina-do-decote, ele não vai olhar daquela maneira para mim. Ele e todos os meninos.
Pouco a pouco, os outros amigos de Matthew vão embora, e em pouco tempo está apenas eu e ele. Não que eu me importe. Nem um pouquinho, para falar a verdade.
"Então, o que vai fazer hoje á noite?" pergunto para ele, tentando puxar assunto. Não quero que ele vá embora.
"Ah, não sei, só sei que não quero ir á festa." ele diz, olhando para o chão. NÃO ENCARE, NÃO ENCARE, lembro quando vejo que já estou memorizando sua face de novo.
"Hmmm. Eu acho mais legal você ir para a festa do que ficar aqui sentada comigo. Pelo menos aquela sua amiga do dec... quer dizer, de blusa rosa vai estar lá."
Ele ficou confuso. "Ela não é muito legal, prefiro ficar com você."
Arã que ele prefiria. Mas resolvi não discutir.
"Terminei o livro que você me emprestou. Ahn, esqueci em casa." eu disse mordendo o lábio. Eu sempre esqueço os livros dele, e ele sempre está com os meus. Ele sorri.
"Como sempre. Tudo bem, amanhã você me devolve. E aí, gostou?" Fico feliz por um momento, pois ele falou qua vamos nos ver amanhã. "Claro!" digo, rindo. "Quando que não gostei? Ah, e por sinal, é um dos finais que não precisam ser editados". Matthew e eu temos uma brincadeira de editar os finais felizes que não gostamos muito. Aí geralmente o livro fica perfeito.
"È, realmente o final é legal. Eu gostei daquele final." ele diz, sério.
"Eu quero um final para mim que não precise ser editado" digo, meio que pensando alto.
Ele sorri e olha para mim. "Como assim?"
Mordo o lábio. Maldita mania.
"Bom, eu quero um final feliz para mim, sabe? Eu quero que minha vida sejam vários livros, todos com finais perfeitos". Deus, como sou tonta.
"Hmm. E para você agora, o que seria o final perfeito?" ele pergunta erguendo a sombrancelha. Fico vermelha, pois não podia dizer o final feliz com que sonho todas as noites fazem três meses.
"Não sei" digo, pensando se deveria dizer a verdade. Ora, claro que não. Ele riria.
"Sabe sim" disse ele me olhando fixamente. E me matando, praticamente. "Eu sei o meu."
Que não envolva a menina-do-decote por favor, por favor!
"E qual é?" pergunto, delirando de curiosidade. Mas não deixando transparecer.
Ele franze a testa. "Você já sabe." Ele se aproxima de mim, me olhando fixamente.
Deus, envolve a menina-do-decote. Tinha de envolver. Ah, a vida é injusta. E ele está tão perto...
"Não, não sei." digo tristemente.
E então, de repente não estou mais olhando para baixo com cara de filhotinho.
Estou nos braços dele. E ele me olha, intensamente. O olhar dele me perfura, mas nem eu nem ele desviamos.
Eu paro de respirar. E ele diz, quase num sussurro, mas eu ouço, pois estou bem perto dele: "Então agora vai saber. Este é meu final feliz." então ele se aproxima..
E ele me beija.
Me beija, primeiro gentil e doce, depois urgente e forte. Eu nunca tinha sido beijada antes.
Meu corpo ficava cada vez mas perto do seu e os segundos não passavam. Nós estávamos colados e o beijo não era mais apenas na boca, mas a sensação fluía pelo meu corpo inteiro. Era perfeito. Muito melhor que o meu final feliz. E daquele final feliz eu não queria sair.
Paro para e respirar, estou arfante. "É meu final feliz também. Um final feliz perfeito, que não precisa ser editado". E era mesmo.
E voltamos a nos beijar.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Frases de música que gosto (oioisemnadaparafazer!):
"I never've been perfect, but neighter have you." - Live all the rest, LinkingPark.
"My shaddow is the only one who walks beside me." - Boulevard of Broken Dreams, GreenDay.
"Imaginação me dá forças para voar. Sonhos desejamos alcançar..." - Entradinha do DragonBallZ ;D
"'Cause I break down, every time you come around." - Here We Go Again, Demi Lovato. :OO
"Here comes the sun, tchutchutchu ru" - Here Comes The Sun, The Beatles. (queoriginal ;O)
"You got a smile that could light up this whole town" - You Belong with me, Taylor Swift.
"'Comom let me hold you, touch you, feel you, Always." - Always, Blink 182 (deuseuamoeles)
E MAIS UMONTE.
Aiai, música... é tudo.
"I never've been perfect, but neighter have you." - Live all the rest, LinkingPark.
"My shaddow is the only one who walks beside me." - Boulevard of Broken Dreams, GreenDay.
"Imaginação me dá forças para voar. Sonhos desejamos alcançar..." - Entradinha do DragonBallZ ;D
"'Cause I break down, every time you come around." - Here We Go Again, Demi Lovato. :OO
"Here comes the sun, tchutchutchu ru" - Here Comes The Sun, The Beatles. (queoriginal ;O)
"You got a smile that could light up this whole town" - You Belong with me, Taylor Swift.
"'Comom let me hold you, touch you, feel you, Always." - Always, Blink 182 (deuseuamoeles)
E MAIS UMONTE.
Aiai, música... é tudo.
Roses are red,
Violets are blue.
You must not notice,
But somebody loves you.
Eu que fiz. Nada de mais mais tão bonitinho... Queria estar apaixonada, para recitar para alguém. Eu sei que é ridículo, mas a espera do Principe Encantado...
Violets are blue.
You must not notice,
But somebody loves you.
Eu que fiz. Nada de mais mais tão bonitinho... Queria estar apaixonada, para recitar para alguém. Eu sei que é ridículo, mas a espera do Principe Encantado...
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Bite of love (conto),
Surtos de Reflexão Pessoal
sábado, 26 de setembro de 2009
Final-mais-que feliz.
Eu estava nervosa, e estava tremendo muito. Abraçando meus livros com mais força do que deveria, caminhava em direção á figura sentada na poltrona a minha frente. Ela estava radiante, sorrindo e me encorajando a ir em sua direção. Abriu o sorriso mais afável do mundo e disse: "Hy, sweetheart! How are you?" e me estendeu os braços, para que a comprimentasse no rosto. De repente, meu nervosismo passou. Completamente. Parecia, que a mulher diante de mim, com seus cabelos ruivos curtos, os olhos azuis, e o nariz fino, me conhecia fazia bastante tempo, e eu sabia tudo sobre ela. E eu conhecia ela. Há muito tempo.
Ela era a cara dos livros. Apenas de olhar você pensa: "É a Mia, do Diário da Princesa, Ellie, de Avalon High, Samanta, de Garota Americana, um pedaço de cada, todas juntas."
Era por isso que à conhecia. Pois os livros eram dela. Era um pedaço dela que estava nos livros. e como eu havia lido todos, havia juntado todos os pedaços e formando uma mini Meg-Cabot.
E ela falava como se realmente fóssemos amigas de grande épocas, e eu ficava encantada a cada segundo. Tinha vontade de contar cada segredo meu com ela, pois seus pedacinhos haviam contado os dela. Disse que queria ser escritora. E que me inspirava nela. Ela adorou. :D
Conversamos relativamente bastante, e ela assinou meus livros. "Ana Helena, Love (coraçãozinho) Meg Cabot."
E, quando estava me virando para sair (depois dos "tchaus", que ela fez questão de dar em portugês), me lembrei de algo, a coisa que eu mais gostava em seus livros:
"Meg, I love your 'Happy endings'"(Meg, eu amo seus finais felizes). E ela respondeu: "Owwn, you're so sweet! Then, I wish for you a more-then-happy ending!"(Eu desejo para você um final-mais-que-feliz).
E eu fiquei maravilhada, pois era nisto que pensava.
E ao chegar em casa, terminei de ler um de seus livros, que fechava uma coleção. E descobri que aquele dia tinha sido uma parte de meu final-mais-que-feliz.
As últimas palavras, do último parágrafo, do epílogo do livro eram: "Eu tive um final-mais-que-feliz".
Ela era a cara dos livros. Apenas de olhar você pensa: "É a Mia, do Diário da Princesa, Ellie, de Avalon High, Samanta, de Garota Americana, um pedaço de cada, todas juntas."
Era por isso que à conhecia. Pois os livros eram dela. Era um pedaço dela que estava nos livros. e como eu havia lido todos, havia juntado todos os pedaços e formando uma mini Meg-Cabot.
E ela falava como se realmente fóssemos amigas de grande épocas, e eu ficava encantada a cada segundo. Tinha vontade de contar cada segredo meu com ela, pois seus pedacinhos haviam contado os dela. Disse que queria ser escritora. E que me inspirava nela. Ela adorou. :D
Conversamos relativamente bastante, e ela assinou meus livros. "Ana Helena, Love (coraçãozinho) Meg Cabot."
E, quando estava me virando para sair (depois dos "tchaus", que ela fez questão de dar em portugês), me lembrei de algo, a coisa que eu mais gostava em seus livros:
"Meg, I love your 'Happy endings'"(Meg, eu amo seus finais felizes). E ela respondeu: "Owwn, you're so sweet! Then, I wish for you a more-then-happy ending!"(Eu desejo para você um final-mais-que-feliz).
E eu fiquei maravilhada, pois era nisto que pensava.
E ao chegar em casa, terminei de ler um de seus livros, que fechava uma coleção. E descobri que aquele dia tinha sido uma parte de meu final-mais-que-feliz.
As últimas palavras, do último parágrafo, do epílogo do livro eram: "Eu tive um final-mais-que-feliz".
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Surtos de Reflexão Pessoal
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
´Música;
Música é tudo. Até a palavra "música" é melodiosa. Quando me deito, e ponho meus fones, a música se espalha pelo meu corpo inteiro. A música já não entra pelos meus ouvidos, como flui pelo meu corpo todo, como um pano suave que me recobre. De repente, não estou mais em minha cama. Estou de olhos fechados, mas sinto-os bem abertos, captando a multidão em minha frente, os rostos iluminados pelos holofotes. A música não é mais um som, é algo sólido. Ele caminha em minha frente e flutua pelo ar. Então, eu sinto. Sinto a pressão da corda da guitarra sobre meus dedos. Sinto a baqueta fazer seu caminho em direção ao tambor da bateria, e ressoando ao encontro. Sinto meus dedos rápidos pressionando cada tecla do teclado, num movimento único e repetitivo. Sinto minha voz fazendo seu caminho, desde o fundo de meus pulmões, passando pela garganta e se propagando para o ar. Tudo vibra, respira, se meche de acordo com cada nota da música. Tudo é música. A música tomou conta.
E então, algo está chegando. O final. É como se a música inteira caminhasse para o final, como uma pessoa caminha desde que nasce para a morte. É esperado, rápido e lento, e maravilhoso. As cordas vão mais rápido, a batida mais alto, mais alto, mais rápido, e mais rápido, mais um acorde, mais uma nota... Então, a última nota. Um uníssono de toda a música, cada som. Ele ecoa, rápido, porém continua. Vai fazendo seu caminho por entre cada pessoa, passando por cada obstáculo, recoando, ressoando, ecoando, refletindo em cada superfície que encontra. Ele flutua até sumir, como uma névoa... E então, desaparece. A música acabou.
E eu abro os ollhos. Estou na minha cama.. até que a música comece de novo.
E então, algo está chegando. O final. É como se a música inteira caminhasse para o final, como uma pessoa caminha desde que nasce para a morte. É esperado, rápido e lento, e maravilhoso. As cordas vão mais rápido, a batida mais alto, mais alto, mais rápido, e mais rápido, mais um acorde, mais uma nota... Então, a última nota. Um uníssono de toda a música, cada som. Ele ecoa, rápido, porém continua. Vai fazendo seu caminho por entre cada pessoa, passando por cada obstáculo, recoando, ressoando, ecoando, refletindo em cada superfície que encontra. Ele flutua até sumir, como uma névoa... E então, desaparece. A música acabou.
E eu abro os ollhos. Estou na minha cama.. até que a música comece de novo.
Momento de reflexão: Há certas coisas que conseguem fazer você preferir fica em casa do que sair. Uma delas é começar a jogar Ragnarok. Tá bom, podem pensar que é jogo de nerd. Mas é altamente viciante! Depois que começa, tudo que você pensa é deixar o seu bonequinho um level mais alto, e mais alto e mais alto... Sem falar das outras pessoas que jogam! E, quando você percebe, já nem é mais apenas um jogo... é um vício!
Outra coisa extremamente viciante e que com certeza te deixa em casa é ler. Você está beem naquela hora em que a mocinha encontra o mocinho dai.... Triiim! O telefone, e seus amigos te chamando para sair... Mas e se o mocinho não gostar da mocinha? E se a mocinha morrer? Você quer desesperadamente saber! Portanto, prefere ficar em casa, para saber o desfecho daquela emocionante história...
E os vídeos dos Improváveis (companina de teatro - abaixo um link para o vídeo)! Para que sair para se divertir com os amigos se você consegue rir TANTO sozinha em sua casa...
Bom, por este motivos e por outros, você acaba preferindo ficar em casa.. porém a verdade é que não existe nada do que sair e passar um bom tempo com os amigos...
E eu numa sexta a noite postando no meu mais novo blog... as vezes amigos fazem falta, mesmo que você esteja jogando, ou lendo um livro, ou vendo um vídeo... você quer a compania deles.
Outra coisa extremamente viciante e que com certeza te deixa em casa é ler. Você está beem naquela hora em que a mocinha encontra o mocinho dai.... Triiim! O telefone, e seus amigos te chamando para sair... Mas e se o mocinho não gostar da mocinha? E se a mocinha morrer? Você quer desesperadamente saber! Portanto, prefere ficar em casa, para saber o desfecho daquela emocionante história...
E os vídeos dos Improváveis (companina de teatro - abaixo um link para o vídeo)! Para que sair para se divertir com os amigos se você consegue rir TANTO sozinha em sua casa...
Bom, por este motivos e por outros, você acaba preferindo ficar em casa.. porém a verdade é que não existe nada do que sair e passar um bom tempo com os amigos...
E eu numa sexta a noite postando no meu mais novo blog... as vezes amigos fazem falta, mesmo que você esteja jogando, ou lendo um livro, ou vendo um vídeo... você quer a compania deles.
Outros
Bom, no primeiro post falei de mim. Agora é a vez de Outros.
Existem muitos "Outros" na minha vida. Alguns especiais, "Outros" nem tanto. Como não posso falar exatamente minha posição sobre cada um, vou apenas mencioná-los, e quem sabe mais tarde, escrever mais sobre eles. Vou começar com pessoas que pediram:
Silviaaa, minha ajudadora de criar blogs, e minha eterna "ela me odeia mais eu amo ela".
Emersoon, o amigo do jogo, que já não é mais apenas um jogo.
Vinicius, o amiguinho do Objetivo Baby que se tornou amigo atual.
E agora pessoas importantes de certa parte de minha vida:
Luis, meu irmão gemêo, apesar de ser oposto de mim. Somos Ge (ni/me)os, Luis.
Marina, minha Irmãe mais linda.
Meus pais, tão comuns e incomuns ao mesmo tempo. Mamãe Caetano Veloso e papai Leôncio (eles entendem).
Meg Cabot, escritora mais maravilhosa deste mundo. Sua eterna fã, pelos momentos de carinho que você me passou a mensagem de quão parecida com seus livros você é.
Qualquer Livro Do Mundo, pelo fato de você existir. Se parassem de escrever livros, eu morreria. Meu único consolo quando um acaba é, "existem tantos outros".
Minha vó, que nosssa teimosia bate, mas nos amamos.
Meu outros avós que apesar de distantes, presentes.
Meu primo Celo, que apesar dele não saber, é uma de minhas inspirações favoritas (e minha prima Macarena, a inspiração dele).
Catarina, minha psicopata favorita.
Catarina, minha mal-humorada favorita.
Clarinha, minha maluca favorita.
Sofia, minha melhor amiga sem os "r" puxados do interior.
Mirella, minha melhor amiga desde seu aniversário de 1 ano, quando nos conhecemos
E també, a muitooos "Outros" de minha vida, que talvez tenha esquecido de mencionar, mas são especiais.
Sem os "Outros" eu não seria "Eu", eu seria "Ninguém".
Existem muitos "Outros" na minha vida. Alguns especiais, "Outros" nem tanto. Como não posso falar exatamente minha posição sobre cada um, vou apenas mencioná-los, e quem sabe mais tarde, escrever mais sobre eles. Vou começar com pessoas que pediram:
Silviaaa, minha ajudadora de criar blogs, e minha eterna "ela me odeia mais eu amo ela".
Emersoon, o amigo do jogo, que já não é mais apenas um jogo.
Vinicius, o amiguinho do Objetivo Baby que se tornou amigo atual.
E agora pessoas importantes de certa parte de minha vida:
Luis, meu irmão gemêo, apesar de ser oposto de mim. Somos Ge (ni/me)os, Luis.
Marina, minha Irmãe mais linda.
Meus pais, tão comuns e incomuns ao mesmo tempo. Mamãe Caetano Veloso e papai Leôncio (eles entendem).
Meg Cabot, escritora mais maravilhosa deste mundo. Sua eterna fã, pelos momentos de carinho que você me passou a mensagem de quão parecida com seus livros você é.
Qualquer Livro Do Mundo, pelo fato de você existir. Se parassem de escrever livros, eu morreria. Meu único consolo quando um acaba é, "existem tantos outros".
Minha vó, que nosssa teimosia bate, mas nos amamos.
Meu outros avós que apesar de distantes, presentes.
Meu primo Celo, que apesar dele não saber, é uma de minhas inspirações favoritas (e minha prima Macarena, a inspiração dele).
Catarina, minha psicopata favorita.
Catarina, minha mal-humorada favorita.
Clarinha, minha maluca favorita.
Sofia, minha melhor amiga sem os "r" puxados do interior.
Mirella, minha melhor amiga desde seu aniversário de 1 ano, quando nos conhecemos
E també, a muitooos "Outros" de minha vida, que talvez tenha esquecido de mencionar, mas são especiais.
Sem os "Outros" eu não seria "Eu", eu seria "Ninguém".
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