Ana: Tive a idéia de um novo post, mas já esqueci.
Catarina: Odeio quando isso acontece. Você bola tudo na maior perfeição e..
Ana: Você esquece. Sim isso SEMPRE acontece.
Catarina: Muitas idéias brilhantes podem ter sido simplesmente esquecidas em uma dessas. Um cara pode ter inventado um maquina do tempo e ter esquecido.
Ana: Sim, isso é perigoso.
Catarina: E se tem um gênio, mais inteligente que o Newton até, que sofre de amnésia ao ponto de nem lembrar que é um gênio! Assim não se importando de anotar suas invenções! O que a humanidade pode ter perdido!
Ana: Nem me fale.
Catarina: É uma coisa a se pensar...
Ana: Ou esquecer.
Catarina: Nossos esquecimentos são banais. Imagina se alguém esquecer a senha para desligar uma bomba
que era pra ser desarmada. Uma senha tão protegida que ninguém consegue hackear,o mundo acaba! O fim do mundo vai acontecer de uma cagada de alguém muito importante. Anote minhas palavras proféticas. O barack vai apertar o botão vermelho.
Ana: Er... esqueça isso, Catarina.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Forever Friends 1
-Jane-
Olhei meu relógio, anciosa. Caramba, estão atrasados! Eu falei: em duas horas, na entrada sul do shopping. Já se passaram duas horas e cinco minutos.
Olhei para os lados. Faltava apenas um mês. Um mês, e eu ainda não tinha um vestido. Ótimo.
Ah, finalmente, lá estão eles. Um, dois, três, quatro... cinco. Vieram todos juntos.
Na bicicleta azul, Dave, com os cabelos loiros, quase brancos, e finos, voando ao vento. Ao lado dele, Jake, rindo como um bebê, lágrimas escorrendo dos olhos verdes. No skate, Alex, com os olhos penetrados no chão, se preparando pra fazer uma manobra. Andando ao lado deles, Pietro, acenando para mim, com os olhos semicerrados por causa do sol embaixo dos caelos castanho avermelhados. E finalmente, na outra bicicleta, Daniel, vindo mais a frente, contando a piada que fez Jake rir.
"Oi!" gritei para eles, e todos eles retribuiram com um "oi".
Ao se aproximarem já falei: "Caramba, vocês estão atrasados! Fiquei plantada aqui 40 minutos..."
Jake olhou para o relógio. "Mas só estamos 5 minutos atrasados."
Eles se olharam e riram. Garotos...
Puxei Dave pelo braço. "Vamos, vocês tem de guardar essa bicicletas..."
Depois de pormos as bicicletas no estacionamento, entramos no shopping.
Pietro olhou pra mim. "Temos mesmo de fazer isso?"
Olhei de esguela para ele. "Sim, tem. Porque isso é trabalho para melhores amigos. E vocês são meus melhores amigos. Sem falar, vocês podem cantar as atendentes bonitas..." Ao eu falar isso, eles pareceram mais entusiasmados.
Quando andamos, as pessoas olham pra gente. Afinal, não é todo dia que se vê uma garota e cinco meninos andando juntos. Mas fazer o que, conosco foi assim, e sempre vai ser.
Conheço Alex, Dave, Daniel e Jake desde os meus 5 anos de idade. No começo eles não me aceitaram muito bem, mas e sempre fui aquele tipo de "menina-menino", até descobrir o poder do gloss. Ás vezes penso que até hoje eles me vêem como um deles, apesar de eu ser uma das meninas mais paqueradas do colégio.
Na verdade, somos famosos por aqui. Quer dizer, Alex, Dave, Daniel e Jake são os meninos mais populares de nossa classe. E Pietro é o mais popular dos calouros. Ele se juntou a nós depois, numa situação completamente inusitada... ao 7 anos de idade, e hoje é nosso "mascote", como chamamos ele para irritar.
Parei e olhei para eles. "Por favor, por favor, sejam sinceros, ok? Vocês sabem como a opnião de vocês é importante para mim, e como esse vestido é importante para mim."
Todos eles reviraram os olhos. "Ok, ok...", "Já entedemos Jane...".
Entrei na loja enorme, esperançosa. A vendedora, olhando fixamente para Alex, disse numa voz que tinha a intenção de ser sexy: "Em que posso ajudá-los?"
Entrei na frente, protegendo meu "rebanho": "Eu gostaria de ver vestidos para formatura por favor."
Ela olhou para mim, de cima abaixo, depois voltou seus olhos para os meninos. "Por aqui, por favor." E começou a andar rebolando.
Olhei para os meninos. Estavam agitados porque uma mulher mais velha estava dando bola para eles, e olhavam sem descrição para a moça rebolando.
Revirei meus olhos. "Vocês podem, por favor, não deixar seus hormonios regerem o corpo por um segundo?!"
Jake olhou para mim, com carinha de cachorro abandonado: "Mas você disse que podíamos paquerar as vendedoras..."
Me virei para eles: "É mas temos um objetivo aqui... por favor, foquem-se!"
A vendedora me mostrava os vestidos... Separei quatro, e perguntei onde ficava o provador.
"Fiquem aqui, por favor" eu disse, apontando os banquinhos onde os maridos esperavam. "Depois que eu experimentar os vestidos, venho mostrá-los..."
Eles assentiram, mais interessados em espiar nas frestas dos provadores.
Comecei esperimentando o preto curto. Ele era simples, de alcinha. Dei uma volta no espelho... até que estava bom, mas era curto demais e simples demais. Sai da cabine.
"E ai, o que vocês acharam desse? Achei ele um pouco curto e simples e..."
Olhei para eles. Os cinco me encaravam, boquiabertos. "Nossa, que foi? Fiquei tão gorda assim? Ai, eu sabia, não devia ter comido aquele muffin ontem e..."
Olharam para mim, os cinco ao mesmo tempo com um olhar severo. Como eles conseguiam fazer isso?
Jake falou "Cala a boca, sua tonta. Você não está gorda. Está..." olhou para os amigos em busca de apoio.
Alex falou: "É claro que não está gorda ! Está.. está..."
Pietro, que ainda olhava para minhas pernas, murmurou, idiotamente: "Linda..."
Olhei para eles.
E comecei a rir. Rir demais.
Homens. Tão idiotas. Entrei na cabine para experimentar meu próximo vestido.
Olhei meu relógio, anciosa. Caramba, estão atrasados! Eu falei: em duas horas, na entrada sul do shopping. Já se passaram duas horas e cinco minutos.
Olhei para os lados. Faltava apenas um mês. Um mês, e eu ainda não tinha um vestido. Ótimo.
Ah, finalmente, lá estão eles. Um, dois, três, quatro... cinco. Vieram todos juntos.
Na bicicleta azul, Dave, com os cabelos loiros, quase brancos, e finos, voando ao vento. Ao lado dele, Jake, rindo como um bebê, lágrimas escorrendo dos olhos verdes. No skate, Alex, com os olhos penetrados no chão, se preparando pra fazer uma manobra. Andando ao lado deles, Pietro, acenando para mim, com os olhos semicerrados por causa do sol embaixo dos caelos castanho avermelhados. E finalmente, na outra bicicleta, Daniel, vindo mais a frente, contando a piada que fez Jake rir.
"Oi!" gritei para eles, e todos eles retribuiram com um "oi".
Ao se aproximarem já falei: "Caramba, vocês estão atrasados! Fiquei plantada aqui 40 minutos..."
Jake olhou para o relógio. "Mas só estamos 5 minutos atrasados."
Eles se olharam e riram. Garotos...
Puxei Dave pelo braço. "Vamos, vocês tem de guardar essa bicicletas..."
Depois de pormos as bicicletas no estacionamento, entramos no shopping.
Pietro olhou pra mim. "Temos mesmo de fazer isso?"
Olhei de esguela para ele. "Sim, tem. Porque isso é trabalho para melhores amigos. E vocês são meus melhores amigos. Sem falar, vocês podem cantar as atendentes bonitas..." Ao eu falar isso, eles pareceram mais entusiasmados.
Quando andamos, as pessoas olham pra gente. Afinal, não é todo dia que se vê uma garota e cinco meninos andando juntos. Mas fazer o que, conosco foi assim, e sempre vai ser.
Conheço Alex, Dave, Daniel e Jake desde os meus 5 anos de idade. No começo eles não me aceitaram muito bem, mas e sempre fui aquele tipo de "menina-menino", até descobrir o poder do gloss. Ás vezes penso que até hoje eles me vêem como um deles, apesar de eu ser uma das meninas mais paqueradas do colégio.
Na verdade, somos famosos por aqui. Quer dizer, Alex, Dave, Daniel e Jake são os meninos mais populares de nossa classe. E Pietro é o mais popular dos calouros. Ele se juntou a nós depois, numa situação completamente inusitada... ao 7 anos de idade, e hoje é nosso "mascote", como chamamos ele para irritar.
Parei e olhei para eles. "Por favor, por favor, sejam sinceros, ok? Vocês sabem como a opnião de vocês é importante para mim, e como esse vestido é importante para mim."
Todos eles reviraram os olhos. "Ok, ok...", "Já entedemos Jane...".
Entrei na loja enorme, esperançosa. A vendedora, olhando fixamente para Alex, disse numa voz que tinha a intenção de ser sexy: "Em que posso ajudá-los?"
Entrei na frente, protegendo meu "rebanho": "Eu gostaria de ver vestidos para formatura por favor."
Ela olhou para mim, de cima abaixo, depois voltou seus olhos para os meninos. "Por aqui, por favor." E começou a andar rebolando.
Olhei para os meninos. Estavam agitados porque uma mulher mais velha estava dando bola para eles, e olhavam sem descrição para a moça rebolando.
Revirei meus olhos. "Vocês podem, por favor, não deixar seus hormonios regerem o corpo por um segundo?!"
Jake olhou para mim, com carinha de cachorro abandonado: "Mas você disse que podíamos paquerar as vendedoras..."
Me virei para eles: "É mas temos um objetivo aqui... por favor, foquem-se!"
A vendedora me mostrava os vestidos... Separei quatro, e perguntei onde ficava o provador.
"Fiquem aqui, por favor" eu disse, apontando os banquinhos onde os maridos esperavam. "Depois que eu experimentar os vestidos, venho mostrá-los..."
Eles assentiram, mais interessados em espiar nas frestas dos provadores.
Comecei esperimentando o preto curto. Ele era simples, de alcinha. Dei uma volta no espelho... até que estava bom, mas era curto demais e simples demais. Sai da cabine.
"E ai, o que vocês acharam desse? Achei ele um pouco curto e simples e..."
Olhei para eles. Os cinco me encaravam, boquiabertos. "Nossa, que foi? Fiquei tão gorda assim? Ai, eu sabia, não devia ter comido aquele muffin ontem e..."
Olharam para mim, os cinco ao mesmo tempo com um olhar severo. Como eles conseguiam fazer isso?
Jake falou "Cala a boca, sua tonta. Você não está gorda. Está..." olhou para os amigos em busca de apoio.
Alex falou: "É claro que não está gorda ! Está.. está..."
Pietro, que ainda olhava para minhas pernas, murmurou, idiotamente: "Linda..."
Olhei para eles.
E comecei a rir. Rir demais.
Homens. Tão idiotas. Entrei na cabine para experimentar meu próximo vestido.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Desculpe-me mas tive de por.
Siiil diz:
*my grandmother
*sabe quando ela tá na uti
*vc ve ela assim
*a mulher que juro
*vc achava que ia conhecer seus filhos
*pq ela era sempre... forte
*ela já tinha passado por tanta coisa e tava ali
*nossa
*e você simplesmente nao pode fazer NADA
a ! diz:
*sil
*chorei ):
*my grandmother
*sabe quando ela tá na uti
*vc ve ela assim
*a mulher que juro
*vc achava que ia conhecer seus filhos
*pq ela era sempre... forte
*ela já tinha passado por tanta coisa e tava ali
*nossa
*e você simplesmente nao pode fazer NADA
a ! diz:
*sil
*chorei ):
segunda-feira, 22 de março de 2010
Just a talk.
Ana: Ai, que dó da minha amiga. Ela ta passando pr uma fase muito ruim
Brás: Por que?
Ana: Ah, ela está com problemas com o namorado dela. Blá, ODEIO finais tristes. Mas tudo bem, pois todo final triste é o começo de um novo livro, que talvez tenha final feliz. É só você saber como apagar as páginas, e começar a escrever de novo, e ter força pra isso.
(...)
Ana: Tá, sou besta e começo a falar coisas assim do nada .
Brás: Você não é besta. Ninguém é besta por dizer coisas que façam sentido
Ana: Mas essas coisas as vezes entediam as pessoas...
Brás: Só aos que não se importam
Ana: Sei lá.. é só que eu penso muito, que as vezes um pensamento escapa.
Brás: Como assim?
Ana:Ás vezes, eu penso tanto, que um pensamento escapa. Como um copo cheio, tranbordando.
Entende?
Brás: Por que?
Ana: Ah, ela está com problemas com o namorado dela. Blá, ODEIO finais tristes. Mas tudo bem, pois todo final triste é o começo de um novo livro, que talvez tenha final feliz. É só você saber como apagar as páginas, e começar a escrever de novo, e ter força pra isso.
(...)
Ana: Tá, sou besta e começo a falar coisas assim do nada .
Brás: Você não é besta. Ninguém é besta por dizer coisas que façam sentido
Ana: Mas essas coisas as vezes entediam as pessoas...
Brás: Só aos que não se importam
Ana: Sei lá.. é só que eu penso muito, que as vezes um pensamento escapa.
Brás: Como assim?
Ana:Ás vezes, eu penso tanto, que um pensamento escapa. Como um copo cheio, tranbordando.
Entende?
Who has to know?
Uma complicada. Procurando um final feliz. Uma coringa. Procurando um sentido. Uma personagem. Interpretando seu papel. (:
Clichê.
E é aqui que eu me retiro.
Clichê.
E é aqui que eu me retiro.
terça-feira, 16 de março de 2010
Para vovô
Hoje é o aniversário de meu avô, que estaria completando 90 anos.
Não o conheci, pois ele morreu dois meses antes de eu e de meu irmão gemeo nascermos.
Mas essa não é a questão. A questão é que eu não sinto como se não tivesse o conhecido. Sinto como se ele realmente tivesse em minhas lembranças.
Posso apenas ter visto-o por fotos, mas ele aparece em meus sonhos. Posso não ter ouvido sua voz, mas ouço-a quando rezo por ele. Posso nunca ter presenciado, mas imagino suas brincadeiras e suas reações.
Imagino ele domando vovó (sempre tão teimosa, mas amorosa), imagino-o fazendo graça de meu irmão, ele me elogiando quando eu me arrumar para uma festa em família.
Imagino ele me dando os presentes de natal, nos reunindo no ano-novo, contando histórias de sua infância.
E hoje mesmo, imagino ele soprando as velhinhas sobre o bolo que Irene teria preparado de aniversário. Como minha avó mesmo disse, iria ter uma festa, ele amava festas.
Então, se quando eu contar para alguem que hoje é o aniversário dele, e a pessoa falar: "ah, mas você nem conheceu ele..." vai ser mentira.
Pois eu não só o conheço, como também o amo.
E isso vai em forma de oração, para você.
Parabéns vovô. Feliz aniversário.
Não o conheci, pois ele morreu dois meses antes de eu e de meu irmão gemeo nascermos.
Mas essa não é a questão. A questão é que eu não sinto como se não tivesse o conhecido. Sinto como se ele realmente tivesse em minhas lembranças.
Posso apenas ter visto-o por fotos, mas ele aparece em meus sonhos. Posso não ter ouvido sua voz, mas ouço-a quando rezo por ele. Posso nunca ter presenciado, mas imagino suas brincadeiras e suas reações.
Imagino ele domando vovó (sempre tão teimosa, mas amorosa), imagino-o fazendo graça de meu irmão, ele me elogiando quando eu me arrumar para uma festa em família.
Imagino ele me dando os presentes de natal, nos reunindo no ano-novo, contando histórias de sua infância.
E hoje mesmo, imagino ele soprando as velhinhas sobre o bolo que Irene teria preparado de aniversário. Como minha avó mesmo disse, iria ter uma festa, ele amava festas.
Então, se quando eu contar para alguem que hoje é o aniversário dele, e a pessoa falar: "ah, mas você nem conheceu ele..." vai ser mentira.
Pois eu não só o conheço, como também o amo.
E isso vai em forma de oração, para você.
Parabéns vovô. Feliz aniversário.
terça-feira, 9 de março de 2010
Vontade
Abri a janela, digitei o tão conhecido por mim link, e entrei no meu blog. Digitei meu úsuario e senha, cliquei em "Nova Postagem" e cá estou eu.
Uma questão: sobre o que escrever?
Vou lhes contar uma coisa sobre inspiração: às vezes ela vem seguidamente, ás vezes passa longos dias sem vir.
Mas existe outra coisa, que sempre que abro essa página, sinto-a. É uma coisa crescente, que sempre vem dentro de mim: a vontade de escrever.
Meus dedos formigam, e meus pensamentos vasculham meu cérebro em busca de palavras certas.
E é justamente neste momento que ela entra: a falta de inspiração. E eu fico num impasse, pois quero escrever, mas não acho as palavras certas.
E é ai que percebo o problema: eu mesma.
É que às vezes, meus sentimentos tomam conta de mim. E eles me enchem tanto, que transbordam.
Normalmente eles veem em forma de lágrimas. Algumas vezes, de palavras (porém aí não há falta de inspiração).
E algumas vezes eles ficam presos, de forma que meu cérebro não consegue achar aquela "palavras certas".
*
Me considero uma filósofa. Não queiram entrar na minha cabeça. Há muitos pensamentos.
Por isso que sempre digo, ignorancia é uma benção.
Me considero uma curinga.
Todos dizem que isso é besteira, que eu que faço isso a mim mesma, meus pais, amigas (Silvia, isso é para você hahaha), que eu tenho de esquecer.
Não consigo. Faz parte de mim. Tudo me faz pensar em tudo. É natural. É... genial.
Porém não é muito saudavél.
Mas é tudo. Pensar sobre a vida é o motivo da vida.Você só vive um amor porque pensa nele. Só sente uma emoção por que pensa nela.Isso é uma coisa que o ser humano nunca pode fugir: do próprio pensamento.
Pois..
"Cogito, ergo sum"
"Penso, logo existo."
Uma questão: sobre o que escrever?
Vou lhes contar uma coisa sobre inspiração: às vezes ela vem seguidamente, ás vezes passa longos dias sem vir.
Mas existe outra coisa, que sempre que abro essa página, sinto-a. É uma coisa crescente, que sempre vem dentro de mim: a vontade de escrever.
Meus dedos formigam, e meus pensamentos vasculham meu cérebro em busca de palavras certas.
E é justamente neste momento que ela entra: a falta de inspiração. E eu fico num impasse, pois quero escrever, mas não acho as palavras certas.
E é ai que percebo o problema: eu mesma.
É que às vezes, meus sentimentos tomam conta de mim. E eles me enchem tanto, que transbordam.
Normalmente eles veem em forma de lágrimas. Algumas vezes, de palavras (porém aí não há falta de inspiração).
E algumas vezes eles ficam presos, de forma que meu cérebro não consegue achar aquela "palavras certas".
*
Me considero uma filósofa. Não queiram entrar na minha cabeça. Há muitos pensamentos.
Por isso que sempre digo, ignorancia é uma benção.
Me considero uma curinga.
Todos dizem que isso é besteira, que eu que faço isso a mim mesma, meus pais, amigas (Silvia, isso é para você hahaha), que eu tenho de esquecer.
Não consigo. Faz parte de mim. Tudo me faz pensar em tudo. É natural. É... genial.
Porém não é muito saudavél.
Mas é tudo. Pensar sobre a vida é o motivo da vida.Você só vive um amor porque pensa nele. Só sente uma emoção por que pensa nela.Isso é uma coisa que o ser humano nunca pode fugir: do próprio pensamento.
Pois..
"Cogito, ergo sum"
"Penso, logo existo."
segunda-feira, 8 de março de 2010
O Dia do Curinga
"O tempo se encarrega de nos transformar em adultos. O tempo se encarrega também de transformar velhos templos em ruínas e de afundar no mar ilhas mais velhas ainda.
Será que realmente havia um livrinho dentro daquele pão doce maior do que os outros? Nenhuma pergunta me vem à cabeça com mais frequencia que essa. Como Sócrates, tambem eu poderia dizer: 'Sei que nada sei'. Mas tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. Em qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: 'Quem somos? De onde viemos?'"
Jostein Gaarder
Será que realmente havia um livrinho dentro daquele pão doce maior do que os outros? Nenhuma pergunta me vem à cabeça com mais frequencia que essa. Como Sócrates, tambem eu poderia dizer: 'Sei que nada sei'. Mas tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. Em qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: 'Quem somos? De onde viemos?'"
Jostein Gaarder
domingo, 7 de março de 2010
O Caçador de Mistérios 5
(Clique aqui para ler as partes 1,2 e 3, e clique aqui para ler a parte 4)
A Biblioteca Municipal de Redlake era exatamente como o resto da cidade: místicamente misteriosa.
O ambiente não era muito bem iluminado pela única janela do local, mas dela entrava um feixe de luz em que se via as partículas de poeira do sol nublado, agora dando lugar ao chuvisco. As paredes eram cobertas por prateleiras e prateleiras de livros, que iam até o teto, tendo, portando uma escada encostada em uma das paredes.
No centro, havia uma mesa de madeira, no qual se encontrava apenas um jovem estudando.
Estava avaliando o lugar, quando de trás de uma das prateleira, sai um senhor caricático, com nariz aquilino, cabelos prateados na altura dos ombros e por tras dos óculos redondos, olhos azuis penetrantes.
Segurava uma pilha de livros nos braços, e passando os olhos por mim, perguntou, com um tom desconfiado porém gentil:
"Posso ajudá-lo em algo?"
Eu, ainda me recuperando do susto daquela criatura aparecendo de forma abrupta, respondi, cordialmente:
"Não, obrigado senhor, mas trouxe uma companheira que irá me auxiliar." Eu disse, mesurando para Helen.
O senhor pareceu, então, notar Helen, e abriu um sorriso ao reconhecê-la.
"Oh, bom dia senhorita Wood."
Helen sorriu gentilmente.
"Bom dia senhor Reader. Pode deixar que eu o ajudo a encontrar o que procura."
O Sr. Reader nos observou, desconfiado, mas pareceu se conformar e meneou com a cabeça.
"Claro", disse ele. "Sintam-se à vontade."
E voltou para atrás da prateleira, de onde surgiu.
Suspirei e me virei para Helen.
"Espero encontrar algo que nos ajude. Mas se precisarmos, podemos chamá-lo, certo?"
Ela assentiu com a cabeça.
"Sim, o Sr. Reader faz um ótimo trabalho cuidando desse lugar, e conhece os livros como a palma da mão." Ao dizer isso, ela olhou em volta, pegou um livro empoeirado de cima da mesa, assoprou-o e sorriu. Se voltou para mim, e assumiu sua expressão séria novamente.
A Biblioteca Municipal de Redlake era exatamente como o resto da cidade: místicamente misteriosa.
O ambiente não era muito bem iluminado pela única janela do local, mas dela entrava um feixe de luz em que se via as partículas de poeira do sol nublado, agora dando lugar ao chuvisco. As paredes eram cobertas por prateleiras e prateleiras de livros, que iam até o teto, tendo, portando uma escada encostada em uma das paredes.
No centro, havia uma mesa de madeira, no qual se encontrava apenas um jovem estudando.
Estava avaliando o lugar, quando de trás de uma das prateleira, sai um senhor caricático, com nariz aquilino, cabelos prateados na altura dos ombros e por tras dos óculos redondos, olhos azuis penetrantes.
Segurava uma pilha de livros nos braços, e passando os olhos por mim, perguntou, com um tom desconfiado porém gentil:
"Posso ajudá-lo em algo?"
Eu, ainda me recuperando do susto daquela criatura aparecendo de forma abrupta, respondi, cordialmente:
"Não, obrigado senhor, mas trouxe uma companheira que irá me auxiliar." Eu disse, mesurando para Helen.
O senhor pareceu, então, notar Helen, e abriu um sorriso ao reconhecê-la.
"Oh, bom dia senhorita Wood."
Helen sorriu gentilmente.
"Bom dia senhor Reader. Pode deixar que eu o ajudo a encontrar o que procura."
O Sr. Reader nos observou, desconfiado, mas pareceu se conformar e meneou com a cabeça.
"Claro", disse ele. "Sintam-se à vontade."
E voltou para atrás da prateleira, de onde surgiu.
Suspirei e me virei para Helen.
"Espero encontrar algo que nos ajude. Mas se precisarmos, podemos chamá-lo, certo?"
Ela assentiu com a cabeça.
"Sim, o Sr. Reader faz um ótimo trabalho cuidando desse lugar, e conhece os livros como a palma da mão." Ao dizer isso, ela olhou em volta, pegou um livro empoeirado de cima da mesa, assoprou-o e sorriu. Se voltou para mim, e assumiu sua expressão séria novamente.
"Apenas.. tome cuidado com o que sabe." Ela disse, então desviou meu olhar e foi passando à minha frente, em direção á uma das prateleiras.
Observei-a, e refleti por alguns instantes. Aquela frase ficou em minha cabeça.
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Caçador de Mistérios
sábado, 6 de março de 2010
Detalhes
Em cada palavra que leio, em cada sinal de mudança, ainda percebo que você cotinua.
Você está arrependido, e eu estou indiferente, porém estou feliz - alias, mais feliz do que antes.
É uma sensação nova, como um recomeço. Claro há cicatrizes -mas sinto que elas já estão curando.
E eu vejo que você se sente incomodado pela minha felicidade, e tenta me afetar - não consegue, pois você não é indiferente.
E talvez você nunca leia isso, mas queria te dizer que estava errado. O mundo não é um lugar frio e cruel. Não é ele que afasta as pessoas ao seu redor. É você mesmo.
Você gosta de sentir dor. Gosta de estar sozinho. E finge que não se importa. Mas se importa.
E espero que nesse momento você esteja revivendo tudo o que passamos juntos, cada palavra, cada promessa (por mais que as suas tenham sido falsas), cada sentimento, nossas mãos juntas, nossos apelidos, nossos presentes, nosso olhares...
E eu sei que daqui a pouco vai estar com outra- provavelmente fazendo a mesma coisa que fez comigo, ou não, mas eu vou estar com outro, e assim continuamos.
Não é o mundo que é frio e cruel, querido amigo.
É você que faz ele desse modo.
Desejo sorte.
Você está arrependido, e eu estou indiferente, porém estou feliz - alias, mais feliz do que antes.
É uma sensação nova, como um recomeço. Claro há cicatrizes -mas sinto que elas já estão curando.
E eu vejo que você se sente incomodado pela minha felicidade, e tenta me afetar - não consegue, pois você não é indiferente.
E talvez você nunca leia isso, mas queria te dizer que estava errado. O mundo não é um lugar frio e cruel. Não é ele que afasta as pessoas ao seu redor. É você mesmo.
Você gosta de sentir dor. Gosta de estar sozinho. E finge que não se importa. Mas se importa.
E espero que nesse momento você esteja revivendo tudo o que passamos juntos, cada palavra, cada promessa (por mais que as suas tenham sido falsas), cada sentimento, nossas mãos juntas, nossos apelidos, nossos presentes, nosso olhares...
E eu sei que daqui a pouco vai estar com outra- provavelmente fazendo a mesma coisa que fez comigo, ou não, mas eu vou estar com outro, e assim continuamos.
Não é o mundo que é frio e cruel, querido amigo.
É você que faz ele desse modo.
Desejo sorte.
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