domingo, 20 de dezembro de 2009

Baseado em Fatos Reais

Certo... As luzes estão apagadas. Eu olho para ele... tão lindo. A fraca luz da tela do cinema reflete em seus (para mim pelo menos) perfeitos traços.
Como pude desenvolver essa paixão ao mesmo tempo tão grande e ao mesmo tempo tão reprovada dentro de mim? E pensar que já o beijei...
Mas hoje, e apenas recentemente, que descobri o quanto gostava dele. De suas piadas sem graças, dele tocar violão...
E o pior que, quando percebi isso, ele namorava.. e tão apaixonadamente! E ainda com uma de minhas amigas.
Quando descobri que haviam terminado o namoro foi como uma onda de alívio e felicidade que veio.
E hoje era grande dia: ia me declarar para ele. Nada de poemas, ou sonatas... apenas nas palavras, pois, acima de tudo apreciava sua presença.
E mesmo que ele não gostasse de mim, eu queria que continuasse meu amigo...
Estava mergulhada em meus pensamentos apaixonados -e até então, secretos- quando ele de repente se virou para mim, chegou bem perto (tão perto que pude quase sentir sua respiração) e me disse, calmo e ancioso, me olhando através dos óculos 3D do cinema:
-E aí, vai me contar o tal segredo?
Meu coração foi a mil, e eu gelei. Era agora. Eu reuni cada fiozinho de coragem que restava em meu corpo, e tentei espantar aqueles que falavam "invente qualquer coisa e dê o fora!", respirei fundo , e ao expirar, disse calmamente:
-Eu estou apaixonada por você.
Mirei-o para ver sua reação.
Ele tirou os óculos e me olhou, a expressão extremamente perplexa.
Falei brava, chateada e até com certo desprezo:
-Essa é exatamente a reação que eu esperava...
Ele absorveu as palavras, se recompôs e disse:
-Me desculpe, mas é que estou muito surpreso. Deixe-me pensar por alguns momentos.
Voltou para sua poltrona, e ficou pensando e pensando.. pode ter durado apenas alguns segundos, mas senti que ele pensou como se tivessem sido milênios.
Até que ele se virou, olhou nos meus olhos, e disse, com firmeza:
-Já pensei.
Levantou o acento de braços que nos separava e me beijou.



p.s.: Não sabia se deveria por esta esta história em Bite of Love, pois realmente aconteceu (não comigo, mas não vou revelar nomes), mas ao pensar bem, cheguei a seguinte conclusão: Não importa a definição certa de "conto", para mim a definição de conto é uma história (razoavelmente curta)que narra um acontecimento.. e para mim, deve ser feliz. E isso nada mas é que isso: um acontecimento EXTREMAMENTE feliz, porém, se Deus quiser, nada curto.





p.s.2:Sofia me perdoe (:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sentido

"E quer saber a principal razão por que eu estou feliz por ter descoberto que era princesa, e que vou ser pelo resto da vida?
Se não fossse isso, duvido muito que tivesse um final assim tão feliz."

Meg Cabot,
Para Sempre Princesa.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eu simplesmente odeio

alterações repentinas de humor.
Não gosto muito dos meus hormonios também.
Eles me deixam louca.

(YEAH, I'M BACK BABY. Amanhã vou postar coisas que esccrevi na viagem. Caramba, eu sinto falta de desabafar).

domingo, 13 de dezembro de 2009

Nos olhos dele

- Hey, espera um pouco Amanda! - O que será agora? Ele é tão imprevisível quando esta comigo. Ele mesmo diz que se sente e age diferente quando esta comigo.. Ele entrou no quarto dele, pegou o violão e veio se juntar a mim no sofá. Ele iria mostrar mais uma de suas repentinas composições, ou se não apresentar uma música para cantarmos juntos.
- O que o artista trás pra mim agora? - eu perguntei sorrindo.
- Quero te mostrar essa melodia que está rodando na minha cabeça já faz uns dias, mas eu não tinha ninguém para mostrar, você é a única que atura me ouvir tocar.. - Eu sorri, não era verdade. Todos os nossos outros amigos adoravam vê-lo tocar, mas a diferença é que só eu acompanhava a melodia toda do começo ao fim sem me cansar mesmo que ele errasse no meio, ou a música fosse lenta e sem sentido de mais.
 Então ele começou a tocar, a melodia me lembrava muito as músicas de Jack Johnson, calmas como o amanhecer de um novo dia. E ia ficando cada vez mais animada, de pouco em pouco. Mas não deixava para trás aquele estilo tranqüilo que ele tem, como as ondas do mar no fim do dia. A música só mostrava a forma como é quando ele esta feliz, animado mas mesmo assim um tanto reservado.
 Quando finalmente tirei os olhos de seus longos dedos se mechendo em sincronia com a música, me deparei com seus olhos. Eram de um verde profundo e estavam me fitando todo o tempo, mesmo que eu não tivésse percebido antes. Me rendi aos seus olhos e fiquei olhando pra eles com a mesma forma estranha que ele olhava os meus, pareciam até impressionados.. Eu não sei explicar direito..
 Deixei minha mente ser iludida pelas minhas fantasias mais impossíveis, aquelas em que esse olhar que ele me dava eram apaixonados. Esse olhar que fazia eu me sentir a única garota no mundo, esse mesmo olhar que me fazia sentir que era amada, que me dava a senssação de que se eu tascasse um beijo nele, ele não rejeitaria e até corresponderia. Esse olhar que fazia uma necessidade imensa de tocá-lo surgir no meu corpo, mas que eu tinha de repreendê-la, pois sabia que ele não sentia o mesmo. Porque eu sabia? Simples. Por que enquanto ele tocava pra mim sua namorada dormia no quarto ao lado. Mas nesses momentos de ilusão eu nem penssava nela, eu me sentia no lugar dela. Pois era eu quem alimentava os desejos dele menos primitivos, como um simples conversar ou discussão sobre qualquer tópico engraçado, que só nós dois achávamos engraçado. Eu alimentava a vontade dele de receber um bom conselho, de ter um ombro amigo para chorar quando precisa-se ou da função que eu mais gostava. Esta mesma que eu estava exercendo agora. A de ser uma simples ouvinte. Pois era nesses momentos de fazer favores pra ele que eu sentia as melhores sensações do mundo.
 Aquelas que eu só poderia ter quando olhava nos olhos dele.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Poesia Imperfeita

Você é (todo) perfeito para mim.
Sua perfeiÇao é perfeita para mim,
suas qualidades sao perfeitas para mim,
E para mim sao perfeitos
até seus piores defeitos.

Com tanta perfeiÇao
Como posso fazer
Para ser a perfeita para você?

Pois eu tenho medo
que se for imperfeita,
você vá embora
e leve junto sua perfeiÇao
(além de levar tambem meu coraÇao)

Entao me ajude,
pois nao quero perder meu coraÇao,
nao quero nunca te perder,
por que eu (im)perfeitamente
amo (muito) você




Obs: Certo, nao levo jeito com poesia. Juro que vou praticar. Quanto aos "Ç" e as faltas de acento, é culpa do teclado chileno (tenho estado viajando por isso poucos posts).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Musica (ver em português)

Music is everything. Even the word "music" is melodious. When I lie down, and put my headphones, the music spreads through my whole body. The music has not come by my ears, as it flows through my whole body like a soft cloth that covers me. Suddenly, I'm not in my bed. I'm with my eyes closed, but I feel them wide open, catching the crowd in front of me, their faces illuminated by floodlights. The music is not a sound, is something solid. It walks in front of me and float through the air. So, I feel. I feel the pressure of the guitar string on my fingers. I feel the wands make their way into the barrel drums, and echoing on the meeting. I feel my fast fingers pressing each key on the keyboard in a single motion without stopping. I feel my voice making its way from the bottom of my lungs, through the neck and spreading to the air. Everything vibrates, breathes, moves in the same tune with each note of music. Everything is music. The music took over.
And then, something is coming. The end. It is as if the whole song leaded to the end, as a person walks from birth to death. It is expected, fast and slow, and marvelous. The strings go faster, they hit higher, higher, faster, and faster, one chord, one more note ... Then, the last note. A unison of all the music, every sound. It echoes, fast, but still. Making their way through each person, going through every obstacle, reco, resounding, echoing, reflecting on every surface that touch. He floats till disappear, like a mist ... And then disappears. The song ended.
And I open my eyes. I'm in my bed .. until the music starts again.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Específico.

Eu não sei o que fazer comigo mesma.
Dias difíceis tem sido apelido, por todo lado coisas me atingem, e já estou certa de que vou cair.
Tenho sentimento e sensações tão confusas que só consigo reconhecer dois deles :um deles,o medo.
Ele me persegue por todos os lados, e vem de dentro de mim, de meu coração.
E o outro sentimento? O amor, que também vem de dentro de mim. Tenho certeza de que o sinto, mas não tenho certeza se deveria senti-lo.
Eu estou com medo pois não quero ser machucada.
Eu quero tanto que este amor seja recíproco, e como ele é bom, que seja tão forte que vença o medo, e que ele me domine e me contagie. Me deixe em seu estado.
E para isso, eu preciso dele.
Eu quero a ajuda dele.
Sem ele, o medo domina.
Eu quero que ele me dê segurança para minha insegurança, força para minha fraqueza, e coragem ao meu medo...
Pois no amor, também há medo.
Eu quero que meu amor me salve.

domingo, 29 de novembro de 2009

Boa ação

- Alô?
- Err.. Marina? É você? - Ai meu deus! era exatamente essas palavras que se passaram na minha cabeça nesse momento! Como justamente esse garoto conseguiu o meu telefone? Não pense que esse garoto é um popular e bonitão da vida.. Não.. Você acha? Para garotas como eu, esses deuses não ligam (literalmente). Eu tenho que receber ligações desse tipo de garoto que esta na linha comigo agora! Um geek! Exato! Um nerdzinho do computador, que acha que a coisa mais incrível do mundo é joga aqueles games de simulação que você pode ser um rapper cheio da grana com um monte de gostosas atrás.. É cara.. eu mereço um cara desses.. O pior é que o cara é meu vizinho! Então vira-e-mexe ele aparece aqui, com aqueles óculos estilo Harry Potter fundo de garrafa, espinhas lindas e roupas que nem o meu avô ousaria usar.. Uma vez perguntei porque ele não faz um tratamento de pele, sabe o que ele me disse?: "Eu não ligo pra aparência, pois quem eu conheço nunca me ve pessoalmente, só tenho amigos virtuais!" eu quase chorei coitado. Eu sei.. Eu acabei de praticamente joga o garoto na lixeira agora mesmo quando o descrevi.. Mas o caso é que ele perdeu todos os amigos do nada! Simples assim! Ele me disse que ele tinha vários amigos, mas aí eles não se gostavam e descidiram que se ele queria ficar com as duas turminhas não dava, então decidiram excluí-lo! Que horror né? Aí ele entro em depressão, foi um auê aqui na vizinhança que vo te conta.. ele tento se suicida.. aí, foi uma loucura! Bom, voltando a conversa:
- Oi Rodrigo, sou eu sim..
- Ah! Então? Conseguiu faze aquele dever de física? Se quisér posso de ajudar, é muito simples. É só você acrescentar trabalho, sobre duas vezes energia, então você já pode usar a fórmula de báscara e blábláblá.. - Foi só isso que ouvi, porque iniciou uma enchurrada de fórmulas que eu não estava nem um pouco a fim de saber numa sexta-feira à noite..
- Arãã.. Claro Rodrigo.. Sei..sei.. Interessantísimo mesmo.. É fascinante! - Sempre que ele começava com esses papinhos adoraveis eu dizia exatamente essas palavras, é incrível como mesmo tendo um QI muito mais elevado que o meu ele sempre caia nessa.. Tanto que ele disse:
- Sabe, hoje é sexta à noite.. To sem nada pra faze, e pelo visto você também não, né? Você quer vir aqui? Podemos ver Jornada nas Estrelas, que tal?
 Ai meu deus, socorro! O que eu faço? Não posso dizer a verdade: "Eu não gosto de você amigo, ok? Agora eu sei porque seus amigos te deixaram, não tem nada a ve com aquela lorota que você me disse, é simples. Porque você é entediante, saco? Chato! Quem assiste Jornada Nas Estrelas, numa sexta a noite?! Quem?!? Eu não gosto de você, então para de me percegui!" (Ok.. Eu não sou tão má, só pensei tudo isso porque estou meio nervosa hoje). Mas não posso dizer isso, porque aí sim ele se mataria mesmo! Não posso dizer uma mentira total: "Não, é que eu vo na casa de uma amiga minha hoje estuda geometria. E também que meu namorado não deixaria sabe.. Ele é muito ciumento.." Ok, também não rola.. E.. Que tal uma meia verdade?
- Não dá.. Porque hoje eu tenho muita lição pra fazer, porque vou sair com minhas amigas no fim-de-semana e não quero ter lição nenhuma para me preoculpar, sabe? - É.. Não era realmente uma mentira. Eu tinha mesmo muita lição pra fazer, eu só não as faria hoje. E eu realmente iria sair com meus amigos nesse fim de semana, eu preciso conquistar o Rick! Mas pra minha tristeza não foi tão simples assim..
- Bom, tudo bem.. Fica pra outro dia. Alias, já que estou falando com você. Você sabe se já lançou o quit de roupa completa da Princesa Léa?
- Sei lá, Rodrigo! Eu não sei dessas coisas! - estou tentando me lembrar de alguma vez que eu disse que gostava de Guerra nas Estrelas.Não, eu sei que eu nunca disse isso. Então porque ele disse: "já que estou falando com você" ?Bom, tanto faz..

- Ah, é que eu finalmente vou numa festa, porém me disseram que vai ser uma festa à fantasia invetida. Meninos vestidos de menina, meninas vestidas de menino.
Quando ele me disse isso eu achei estranho, porque esse tipo de festa já tinha saído de moda a muito tempo, mesmo pros nerds. Foi aí que saquei! Eles queriam fazer uma pegadinha no Rodrigo, era isso! Óbvio, tão óbvio que eu não sei como ele não conseguiu enxergar isso até agora. Pelo visto ele não é muito do tipo que ve filmes como Meninas Malvadas em que coisas desse tipo sempre acontecem.. Ele tava tão feliz de ser convidado pra uma festa que nem percebeu.. Acho melhor eu avisá-lo antes que ele pague o maior mico da vida dele..
- Ér.. Rodrigo, posso te dar um conselho?
- Claro.. - ele fez uma voz mais grave, acho que ele pensou que isso era uma voz sedutora.. não rolou a sedução..
- Não vá a essa festinha aí..
- Porquê? - Como ia dizer isso de uma forma sensível sem machucá-lo?
- Eu tenho um mau pressentimento sobre essa festa, quem te convidou pra essa festa?
- O dono do Perfect World, mesmo com a maioria das pessoas desse jogo não gostando de mim, ele gosta. Então achou que seria legal eu ir a essa festa.. - Ele disse isso todo convencido, mas eu sabia que essa era a comprovação de essa festa seria uma armadilha..
- Que bom que ele é seu amigo, mas acho que não seria uma boa idéia.. As coisas podem não rola muito bem lá.. Eu sinto isso.. Confie em mim e não vá!
Ele fico um tempo sem fala, provavelmente tentando escolher: Marina ou festa do Perfect World? Então para manejar a escolha dele, fiz algo que disse que jamais faria na minha vida. Algo que é.. arg.. nem da pra dizer, eu só fiz..
- Rodrigo, essa festa vai ser sábado, né?
- Sim..
- Quer sair comigo, podemos ir ao cinema, que tal? - arg.. vou me arrepender por isso a semana toda.. De repente ele começou a respirar forte, alto e rápidamente. Ai, eu to fazendo o garoto te um ataque cardíaco! Mas ele logo respondeu o que eu esperava:
- Claro! Claro! Te pego aí as 7, ok? Vamos ver.. Verdade nua e crua, ok? - ele falava tudo rápido e embaralhado..
- Ta..
- Tchau então!! - ele tava todo animado, e eu com vontade de me enfia numa mala em direção a Madagascar e nunca mais volta..
Bom, na verdade ele é meio nerdizinho demais mas é gente fina. Só tem suas recaídas.. Mas no fundo é um cara legal. Acho que é por isso que ainda do bola pra ele.. Mas espero que ele perceba que isso não é exatamente um encontro, só estou tentando livrá-lo de uma cilada. Eu devia já ta no céu depois dessa, que boa ação.. Ele ta me devendo uma.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O caçador de mistérios PARTE 1, 2 e 3

Clique aqui para ler a parte 4


(parte 1)
Ela era de longe a moça mais bonita do lugar.
Sob a luz fraca da taverna, ela estava sentada na mesa perto do balcão, olhando para a porta pela qual entrei.
Seu vestido deixava o colo e o ombro aparecendo, e como estava com os cabelos presos num nó ao alto da cabeça, o colar em seu pescoço, uma corrente com um coração de prata, se destacava.
Sua pele era branca, os cabelos castanhos arruivados e os olhos escuros. Com sua boca vermelha em formato de coração, parecia uma boneca. Seu vestido vermelho vinho contrastava com a cor de sua pele.
Todo homem naquele lugar a desejava, isto estava óbvio, porém nem um se atrevia a chegar perto, nem os mais bêbados ou os mais sóbrios.
E ela continuava com o olhar fixo à porta, esperando alguém, e esperando e esperando.
Cheguei junto ao balcão, e logo perguntei dela ao taverneiro, um senhor com cabelos brancos na altura do ombro, e um nariz pontudo. Ele enxugava os copos enquanto falava.
"Ah, nossa querida Lucie. Eu a vi crescer correndo por ai, e a vi se apaixonando. Se apaixonando pelo único homem que nunca teria: Jakk."
Fiquei intrigado, pois sou novo nessas bandas. E essa pacata cidade, Red Lake, é conhecida por seus mistérios, e todos têm a impressão de que suas casas escondem um segredo enorme. Foram estes boatos que me atrairam á região, e nesta conversa com o taverneiro farejei que renderia algumas informações para uma nova aventura.
Virei meu copo e entreguei à ele, com a intenção que o enchesse de novo.
"Quem é este Jakk que é tolo o suficiente para recusar a criatura mais bela que já presenciei?"
O taverneiro pegou a garrafa e encheu meu copo até a borda. Entregou-o para mim, apoiou o cotovelo no balcão e fez o sinal para que eu chegasse mais perto.
"Eu supostamente não deveria contar para ninguém, meu amigo, mas gostei de você, portanto vou de dar um conselho"- disse ele, num sussurro."Estou acostumado com viajantes querendo saber de nossa Lucie, e o porque de nem um homem se atrever a cortejá-la. Às vezes um tolo tenta, e acaba desaparecido. Portanto, eu te digo: fique longe de Lucie."
Olhei assustado para o taverneiro, que voltava a enxugar os copos. Ele agora olhava para Lucie, que por sua vez continuava a olhar para a porta.
Voltei à minha bebida, a esvaziando com um gole novamente. Quem seria Jakk, e por que recusara o amor de Lucie? O que acontecia aos homens que desapareciam ao cortejar a bela mulher?
Mexi meu copo, admirando a pedra de gelo derretendo ao fundo.
Senti que o mistério de Red Lake estava sob minhas mãos.
E eu ia desvendá-lo.
Afinal, este è meu trabalho.



(parte 2)

Ao começar a me sentir meio zonzo por causa da bebida, decidi ir embora. Me despedi do taverneiro, que se apresentou como Joe,e dei mais uma olhada para a bela Lucie, que continuava a esperar sentada no banco, olhando para a porta.
Saí da taverna, e demorei um pouco para me lembrar em que direção ficava minha hospedaria. A cidade era pequena, porém as ruas iguais. Todas marcadas pelas casas de madeira,o chão de terra, o mesmo ar de mistério. Era quase visível esse véu de segredo, de tão intenso.
Fui andando conforme meu instinto dizia, já estava tarde e não se via ninguém no caminho.
Fui parar em uma rua escura, e em seu final se via uma floresta. Localizei minha hospedaria no final da rua, e fui caminhando em sua direção.
Porém, ao chegar perto do meu destino, vi algo se mover entre os arbustros na floresta. Era uma sombra, apertei os olhos para enxergar melhor e me movi para uma posição de alerta e defesa.
Demorei um tempo para identificar com o que a sombra se parecia. Virei a cabeça e me aproximei um pouco. Lembrava um cão, porém diferente, um pouco maior e com um focinho fino.
Aquela figura me lembrava muito um coiote.
Então, rápida como surgiu, a criatura desapareceu.
Refleti, consternado. Talvez fosse apenas mais uma alucinação de minha embriaguez, ou meus olhos estavam me pregando uma peça, pois me recordo que coiotes só encontrei em minhas expedições mais ao sul, e que nesta região não havia deles.
Como ele havia sumido entre as sombras, resolvi equecê-lo.
Entrei em minha hospedaria, e como não havia ninguém para me recepcionar, subi direto para meu quarto.
Suspirei e acendi uma vela para iluminar o ambiente. Fazia dias que não dormia sob um teto, a viagem fora longa e cansativa.
Tirei minha pistola de bolso, a Rose. Companheira de viagens, deixei-a embaixo do travesseiro, pois foi mais de uma vez que recebi uma visita inesperada no meio da noite.
Após me lavar, sentei em minha cama e decidi que pela manhã pediria informações à dona da hospedaria, Helen. Ela se apresentou como uma moça gentil e atraente, com cabelos loiros longos e voz macia. Tenho certeza de que não se importaria de passar informações sobre alguma biblioteca na região, já que fora ela que me indicara a taverna.
Estava exausto, então decidi que merecia uma noite de descanso. O sono já me dominava e minhas pálpebras estavam pesadas, então deitei-me.

(parte 3)
Acordei cedo, e percebi que a cidade não era sombria apenas á noite, mas também de manhã.
Me lavei rapidamente, me vesti, peguei Rose e desci as escadas em direção à portaria. Estava com um leve latejar na cabeça, um pouco de ressaca da noite anterior.
Na recepção estava Helen, graciosa e meiga. Ao me ver ela sorriu, pediu licença ao cliente com qual conversava e caminhou até minha direção.
"Deseja algo senhor?" disse ela na voz macia. Hoje ela usava um vestido azul claro, que combinava com sua pele rosada.
"Sim, eu gostaria de algumas informações" eu disse olhando-a nos olhos, gentis e castanhos, e perguntei sobre a biblioteca municipal. Ela disse que se quisesse, me acompanharia, os arquivos estavam velhos e seria dificil de encontrar o que eu queria.
Refleti sobre o convite. Por um lado, eu preferiria que minha investigação ficasse em sigilo, por talvez desagrado dos moradores, ou apenas por superstição, mas por outro lado, a compania de Helen era agradável, e eu precisaria de ajuda com os documentos.
Resolvi aceitar a ajuda de Helen. Ela se retirou por alguns instantes, e voltou com a notícia de que sua prima poderia ocupar o lugar na recepção por alguns instantes, já que logo pela manhã não havia tanto movimento. Foi apanhar seus pertences, e saímos juntos da hospedaria.



PS: parte 3 temporária.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Auto avaliação rotineira

Minha cabeça é tão confusa e meus sentimentos tão estranhos!
Não sei se é por causa dos hormônios da puberdade, ou simplesmente por minha personalidade, mas minha cabeça é uma CONFUSÃO.
Tantos sentimento que mudam e são tão diferentes entre si...
E o pior alvo deles? Eu mesma...
As vezes eu simplesmente me odeio. Me pergunto porque tive de nascer dessa forma, psicologicamente e fisicamente (principalmente).
Sabe, entre nascer bonita e inteligente, eu preferiria nascer bonita. Não porque eu dou mais valor a isso, justamente ao contrário, mas porque a sociedade de hoje em dia faz esta característica ser favorecida.
Mas é ai que eu penso na vida: nós buscamos a felicidade, e -mesmo que a maioria da pessoas não saibam- o conhecimento.
E para mim, conhecimento é substancial para a felicidade, então fico contente de ser eu mesmo, pois se não fosse, eu não saberia disso.