sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Entrevista com Jostein Gaarder pela Revista Superinteressante
No começo de Maya, sua obra mais recente, há uma referência à brevidade do tempo. Por que isso lhe inquieta tanto?
Você não acha que nossa existência é muito curta?
Eu acho que sim. Muita gente acha que não. Em Maya, esse tema é discutido logo no começo, quando um dos personagens pergunta a outro: Se lhe dissessem que acendendo essa chama você viveria eternamente, você acenderia? E o outro responde: Acenderia sem nenhuma dúvida. Eu também acenderia sem hesitar. Nem me arrependeria depois de um milhão de anos. Muitos leitores comentam que os personagens dos meus livros sempre celebram a vida, o que é verdade. Você já se deu conta do quanto se fala sobre a vida nos funerais?
Como você pode estar tão seguro de que não se arrependeria ao escolher a imortalidade?
A vida e a morte são duas caras da mesma moeda. Mas a minha escolha seria clara. Não duvidaria.
Ao acender a chama você provavelmente ficaria com um único lado da moeda...
Talvez fosse perigoso. Conheço os dois lados da moeda. Mesmo assim, escolheria a vida eterna. Não tenho o suficiente com apenas uma vida. Quando tinha 15 anos, já pensava assim.
Como é a sua relação com a morte?
Vejo a morte como o final da vida. Epicuro dizia que não temos que nos preocupar com a morte, porque quando a morte existe, nós não existimos.
Como você se define? Escritor ou filósofo?
Se tivesse que escolher, diria que escritor. Quando era professor já escrevia. Logo publiquei O Mundo de Sofia e fui ao mesmo tempo uma coisa e outra. Através do Espelho e Ei! Tem Alguém Aí? foram livros filosóficos. Minha ligação com a vida tem sido essa desde sempre. Agora espero ser mais escritor.
(...)
_________________________________________________________________________________
Gênio. Não há palavras melhores à defini-lo. Eu admiro esse homem tanto. Sabe, é estranho pensar no "admirar". Porque admirar alguem? Talvez seja porque você gosta tanto das pessoas, de suas ações e de seus pensamentos que ela te faz querer ser como ela. É o que sinto pelo Josteein Gardeer.
Tenho vontade de poder ler todos os pensamentos dele, mas sei que seria impossível. Se às vezes penso que não aguento mais de tanto que reflito, crio teorias, e o tanto que tem de pensamentos dentro de mim, imagine dele, um filósofo, um intelectual, mais velho, mais experiente e mais sábio que eu.
Imagino conversar com ele.
Deve ser fascinante.
Um dia realizo esse sonho.
(fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118712.shtml)
Você não acha que nossa existência é muito curta?
Eu acho que sim. Muita gente acha que não. Em Maya, esse tema é discutido logo no começo, quando um dos personagens pergunta a outro: Se lhe dissessem que acendendo essa chama você viveria eternamente, você acenderia? E o outro responde: Acenderia sem nenhuma dúvida. Eu também acenderia sem hesitar. Nem me arrependeria depois de um milhão de anos. Muitos leitores comentam que os personagens dos meus livros sempre celebram a vida, o que é verdade. Você já se deu conta do quanto se fala sobre a vida nos funerais?
Como você pode estar tão seguro de que não se arrependeria ao escolher a imortalidade?
A vida e a morte são duas caras da mesma moeda. Mas a minha escolha seria clara. Não duvidaria.
Ao acender a chama você provavelmente ficaria com um único lado da moeda...
Talvez fosse perigoso. Conheço os dois lados da moeda. Mesmo assim, escolheria a vida eterna. Não tenho o suficiente com apenas uma vida. Quando tinha 15 anos, já pensava assim.
Como é a sua relação com a morte?
Vejo a morte como o final da vida. Epicuro dizia que não temos que nos preocupar com a morte, porque quando a morte existe, nós não existimos.
Como você se define? Escritor ou filósofo?
Se tivesse que escolher, diria que escritor. Quando era professor já escrevia. Logo publiquei O Mundo de Sofia e fui ao mesmo tempo uma coisa e outra. Através do Espelho e Ei! Tem Alguém Aí? foram livros filosóficos. Minha ligação com a vida tem sido essa desde sempre. Agora espero ser mais escritor.
(...)
_________________________________________________________________________________
Gênio. Não há palavras melhores à defini-lo. Eu admiro esse homem tanto. Sabe, é estranho pensar no "admirar". Porque admirar alguem? Talvez seja porque você gosta tanto das pessoas, de suas ações e de seus pensamentos que ela te faz querer ser como ela. É o que sinto pelo Josteein Gardeer.
Tenho vontade de poder ler todos os pensamentos dele, mas sei que seria impossível. Se às vezes penso que não aguento mais de tanto que reflito, crio teorias, e o tanto que tem de pensamentos dentro de mim, imagine dele, um filósofo, um intelectual, mais velho, mais experiente e mais sábio que eu.
Imagino conversar com ele.
Deve ser fascinante.
Um dia realizo esse sonho.
(fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118712.shtml)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pense.
O que é realidade?
Pense. É um sonho.
Pode ser. Quem disse que não seria?
Ilusão e realidade.
A realidade é que existe um fina linha imaginaria entre a imaginação e a realidade.
E a imaginação é a realidade de forma ilusória.
Pense. Sonhar é real. Ter ilusões é real. Se você ao imaginar, você sente, convive, vê, qual a diferença entre sonhos e vida real?
Porque a realidade se há imaginação?
Sonhos são melhores.
Mas realidade é realidade.
Pense. Sonhe e realize.
Fim.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Wake
Quando a porta abriu, ninguém viu isso acontecendo. A maçaneta o atingiu no estômago antes que seu pé pudesse impedi-la. O deixando sem ar por um minuto. E espalhando dor. Ele se dobrou. Os amigos riram. Por que não? Era engraçado para eles, ele achava.
Mas seus olhos permaneceram nela enquanto ela saia do ginásio como um míssil na noite fria e escura, seguindo em direção da mesma rua que Cabe havia andando dezenas de vezes durante o ano, todas as vezes que ele perdia o ônibus.
Ela caminhava trôpega com os saltos altos como se nunca os tivesse usado antes. Era uma longa caminhada para casa, e nem um pouco agradável. Estava ficando frio e o quanto mais longe da escola, pior a vizinhança ficava. Assim que Cabel conseguiu respirar novamente, ele olhou para seu skate. Talvez agora fosse sua chance. Ele ajustou seu capuz, colocou a franja um pouco para dentro para conseguir enxergar. Acendeu outro cigarro lentamente, seus dedos tremiam um pouco.
- Você vai atrás dela? - Um dos caras, Jake, perguntou.
- Talvez. -Cabel falou friamente. Ele deu outra tragada e exalou lentamente, então esmagou o cigarro com o sapato e pegou o skate. – Sim.
- Eu vou também. Outro cara falou. – toque de recolher.
- Eu também. Outro falou.
Cabel respirou fundo e deu de ombros na escuridão. – Tanto faz.
Antes de poder mudar de idéia, ele colocou seu skate em baixo do braço e saiu.
Levou vários minutos para alcançá-la a pé, e por um curto tempo ele achou que a havia perdido. Ela já havia abandonado os saltos, mas a vizinhança ia se deteriorando rapidamente enquanto eles caminhavam para a parte ruim da cidade, onde ambos Cabel e Janie moravam.
Ele a viu ficar tensa quando os três se aproximaram. Os dois caras colocaram os skates no chão e ela parou. Cabel amaldiçoou baixinho. Ele não tinha a intenção de assustá-la.
- Nossa! - Ela falou. Por sorte o reconhecendo. – Isso, mate uma garota de susto, porque não? - Ela parecia irritada.
Cabel deu de ombros. Por fora frio, por dentro um caos. Seus órgãos se contorciam e doíam. O que diabos estou fazendo? Mas era tarde demais para desistir.
Ele tentou desesperadamente pensar em algo para falar. Os outros caras seguiram na frente, dando um pouco de distancia.
- Vai ser uma longa caminhada. Ele falou. Estremecendo pelo quanto idiota aquilo fora. – você, ih. A voz dele estava rouca. – Está bem?
- Ótima. - Ela falou procurando a palavra. – Você?
Ele engoliu em seco. Respirou fundo. Sem idéia do que fazer a seguir. Mas ele não conseguia vê-la caminhando de pés descalços. Ela já estava mancando.
- Suba. Ele falou e colocou o skate no chão. Pegou os sapatos das mãos dela. – Você vai deixar seus pés em retalhos. Há vidros e todo o tipo de porcarias.
Janie parou. Olhando para ele. E ele pode ver algo em seu rosto de menina valente. Vulnerabilidade ou algo parecido. Que fez o estômago dele se revirar.
- Eu não sei como. - Ela falou.
Ele sorriu então. Aliviado. Ela não havia falado para ele ir embora. Definitivamente um passo na direção certa.
– Apenas fique de pé. Se curve e mantenha o equilíbrio. Ele falou. – Vou empurrar você.
E depois de olhar para ele por um longo tempo, ela fez aquilo. Inacreditável. Ele colocou sua mão na parte de baixo das costas dela, esperando que estivesse tudo bem para ela, mas sem querer perguntar. Empurrando ela, e depois de algum tempo, ela descobriu como se manter em pé sem cair ou deixar o skate sair do caminho enquanto ele a empurrava através das ruas pobres de South Fieldridge.
Ele não havia se sentindo tão bem assim por muito tempo. E mesmo não conseguindo pensar em nada para falar, aquilo estava bem, eles estavam no escuro. Os dois ficaram em um estranho silencio. O calor das costas dela na mão dele na noite fria. O fato de ela ter confiado nele. De ela não estar com medo. De não ter saído correndo e gritando. Ela o havia deixado tocá-la, por Deus.
Incrível.
Ele mal notou quando os outros caras foram embora, seguindo para suas respectivas casas. Era tudo o que podia fazer para manter sua concentração em desviar das pedras e vidros.
Quando ele a empurrou pela entrada de carros da casa dela até os degraus, ele sabia que havia terminado. Pelo menos por enquanto. Mas era o suficiente no momento. Era esperança. Janie saiu do skate e abriu a porta de tela.
Ele colocou os sapatos dela no degrau, hesitando por um momento, então pegou seu skate e partiu sem falar nada. Com apenas um aceno. Um total perdedor.
Ele já estava na rua quando escutou. – Obrigado Cabel. A voz dela era fraca, suave no ar. – Isso foi muito meigo.
Aquilo era uma maldita musica, isso é que era. O bastante para fazer um cara ficar um pouco louco por dentro.
Cabel vinha pensando muito naquele dia ultimamente."
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sonhos
São essenciais. São parte de nós. Manifestações do subconciente. Pensamentos ocultos, segredos guardados, vontades íntimas.
Por isso temos medo de nossos sonhos. Ele nos mostra. Mostra como somos, como pensamos. Mostra coisas que negamos à nos mesmos. Que escondemos. Eles são sinceros, não perdoam, não evitam, não escolhem ou tem piedade.
Eles nos inibem, nos abre, nos deixa à mercê, nos expõe.
Não nos deixam escolhas.
Por isso temos pesadelos.
Ou sonhos inquietantes.
Mas é apenas.. nós.
Podemos ser assustadores.
Ou assustadoramente sinceros.
Ouça seus sonhos.
São gritos que vêm de você.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Banho
Era um banheiro bem iluminado, com as paredes cobertas por azulejos brancos. Ele estava ùmido e quente, com uma ligeira névoa causada pelo vapor.
O espelho estava embaçado e a pia molhada. Havia roupas no chão, jogadas sob o tapete.
O boxe era de vidro, e gotas escorriam pela sua superfície.
Os únicos ruídos audíveis eram causados pelo motor do chuveiro, e o de sua água chocando-se contra a superfície. Porém, se você ouvisse atentamente, escutaria um outro som, por baixo: o choro de uma menina.
A criatura nua e encolhida encontrava-se encostada na parede de baixo do chuveiro. Seus cabelos molhados escorriam pelos braços, que abraçavam suas pernas. Sua face estava escondida, e seus ombros se moviam conforme chorava.
A água quente escorria pela sua pele. Ela corria em direção ao ralo, sendo levada junto com as lágrimas da garota.
"Is-so mi-nha que-ri-da", diziam as gotas ao passaram pelo seus ouvidos e estaralem no chão. "Cho-re".
A menina ergueu a cabeça, olhando para cima, sentindo a água tocar sua face. Por um instante parou de chorar e estendeu a mão pra cima, se envolvendo na pequena cascata quente.
Abriu a boca e devorou-a, sentiu-a em suas pálpebras e deslizando pelos seus cabelos, uma gota percorrendo suas costas, outras chocando-se em suas coxas. Seus pés tocavam a água, e aquele momento simples foi refletido em mil pingos de cristais. A menina respirou fundo, sentindo a dor no peito, sendo lavada, a àgua levando sua sanidade...
Encostou a cabeça na parede, e mais algumas lágrimas escorreram em sua face.
O espelho estava embaçado e a pia molhada. Havia roupas no chão, jogadas sob o tapete.
O boxe era de vidro, e gotas escorriam pela sua superfície.
Os únicos ruídos audíveis eram causados pelo motor do chuveiro, e o de sua água chocando-se contra a superfície. Porém, se você ouvisse atentamente, escutaria um outro som, por baixo: o choro de uma menina.
A criatura nua e encolhida encontrava-se encostada na parede de baixo do chuveiro. Seus cabelos molhados escorriam pelos braços, que abraçavam suas pernas. Sua face estava escondida, e seus ombros se moviam conforme chorava.
A água quente escorria pela sua pele. Ela corria em direção ao ralo, sendo levada junto com as lágrimas da garota.
"Is-so mi-nha que-ri-da", diziam as gotas ao passaram pelo seus ouvidos e estaralem no chão. "Cho-re".
A menina ergueu a cabeça, olhando para cima, sentindo a água tocar sua face. Por um instante parou de chorar e estendeu a mão pra cima, se envolvendo na pequena cascata quente.
Abriu a boca e devorou-a, sentiu-a em suas pálpebras e deslizando pelos seus cabelos, uma gota percorrendo suas costas, outras chocando-se em suas coxas. Seus pés tocavam a água, e aquele momento simples foi refletido em mil pingos de cristais. A menina respirou fundo, sentindo a dor no peito, sendo lavada, a àgua levando sua sanidade...
Encostou a cabeça na parede, e mais algumas lágrimas escorreram em sua face.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Ímpressendível
Você pode achar o amor tedioso. Pode achá-lo chato. Pode achá-lo deprimente. Pode detestá-lo. Pode achar o amor meloso. Pode não acreditar nele. Pode não ver ele. Pode não conhece-lo. Pode não vê-lo ao seu redor. Pode ignorá-lo. Pode achar que o amor é coisa para fracos. Pode se iludir com ele. Pode ter repulsa por ele. Pode achar que não vale pra nada. Pode desprezá-lo. Pode entende-lo. Pode incompreende-lo. Pode cantar sobre ele. Pode falar sobre ele. Pode pensar sobre ele. Pode rejeitá-lo. Você pode até odiar o amor.
Mas você nunca conseguirá fugir dele.
sábado, 14 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Luzes da Cidade
Eu não moro aonde eu vivo. Posso estar aqui, mas não vivo aqui.
Eu não gosto dessa cidade, nem dessas pessoas. Mas eu não me importo. Porque por enquanto posso estar aqui, mas ao menos eu sei o lugar aonde eu pertenço e as pessoas a quem eu pertenço.
Estou ignorando o mundo, enquanto eu estiver aqui.
Tenho meu recursos: música, livros.
Apenas vivendo, e esperando o momento de viver de verdade.
Eu tenho momentos de paz. É quando estou no meu lugar, ou quando olho atráves da janela, pois eu amo vistas. Quando ouço uma música no escuro ou me absorvo em outro mundo. São momentos felizes que fazem lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Eu absorvo, e posso ser feliz sozinha. Não espiritualmente e totalmente, mas fisicamente. Por saber que posso ser feliz em outras situações, fico feliz, e para mim isto basta.
Se alguém especializado lesse este texto provavelmente diria que expressei mal meus pensamentos.
Mas eu não expressei. Apenas os expus, do jeito que são. Coloquei eles pra fora.
Esses pensamentos têm passado muito por minha cabeça desde que voltei pra minha "vida real". As aspas estão ai porque não estou na minha vida real. Aqui não é minha vida real, é lá.
É como se enquanto eu estivesse aqui, seriam os trailers do filme da minha vida. E esse filme só roda quando estou lá.
E não sei porque, esses pensamentos me lembram as luzes da cidade a noite.
Eu não gosto dessa cidade, nem dessas pessoas. Mas eu não me importo. Porque por enquanto posso estar aqui, mas ao menos eu sei o lugar aonde eu pertenço e as pessoas a quem eu pertenço.
Estou ignorando o mundo, enquanto eu estiver aqui.
Tenho meu recursos: música, livros.
Apenas vivendo, e esperando o momento de viver de verdade.
Eu tenho momentos de paz. É quando estou no meu lugar, ou quando olho atráves da janela, pois eu amo vistas. Quando ouço uma música no escuro ou me absorvo em outro mundo. São momentos felizes que fazem lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Eu absorvo, e posso ser feliz sozinha. Não espiritualmente e totalmente, mas fisicamente. Por saber que posso ser feliz em outras situações, fico feliz, e para mim isto basta.
Se alguém especializado lesse este texto provavelmente diria que expressei mal meus pensamentos.
Mas eu não expressei. Apenas os expus, do jeito que são. Coloquei eles pra fora.
Esses pensamentos têm passado muito por minha cabeça desde que voltei pra minha "vida real". As aspas estão ai porque não estou na minha vida real. Aqui não é minha vida real, é lá.
É como se enquanto eu estivesse aqui, seriam os trailers do filme da minha vida. E esse filme só roda quando estou lá.
E não sei porque, esses pensamentos me lembram as luzes da cidade a noite.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Day four - Your sibling
Dear Luis,
I'm doing this for you 'cause i alredy wrote one to Marina.
Ok, we are twins, hun? But we know we don't have much things in comum.
Well, I guess that you're the person that I most lived in my whole life. We shared everything: since the our mom's uterus until our computer.
Since kindergarten until high school.
And in those times we were together we fought a lot, but we were protect ourselves a lot too.
We laught, we cry, scream, dance, play, scream a little more...
And you were there, and I know you will be there when i need.
And you bet I will be there for you too.
With love,
Aninha.
I'm doing this for you 'cause i alredy wrote one to Marina.
Ok, we are twins, hun? But we know we don't have much things in comum.
Well, I guess that you're the person that I most lived in my whole life. We shared everything: since the our mom's uterus until our computer.
Since kindergarten until high school.
And in those times we were together we fought a lot, but we were protect ourselves a lot too.
We laught, we cry, scream, dance, play, scream a little more...
And you were there, and I know you will be there when i need.
And you bet I will be there for you too.
With love,
Aninha.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Day three - Your parents
Dear Mom and Dad,
what can I say? you guys has been with me since I was born, and in the same way, I feel like you don't know me right.
But I know you. Both of you. And, how any children and any parents, I have this inconditional love for you.
And yeah, we fight. A lot. But you guys are the only people that I know that loves me, and that I have shure that would die for me. And so do I do all these things for you.
And I have to thank you, 'cause you two do A LOT to me and my brothers, and, most of time, we do nothing in exchange.
I love you. Mommy and Daddy (:
With Love,
Aninha
what can I say? you guys has been with me since I was born, and in the same way, I feel like you don't know me right.
But I know you. Both of you. And, how any children and any parents, I have this inconditional love for you.
And yeah, we fight. A lot. But you guys are the only people that I know that loves me, and that I have shure that would die for me. And so do I do all these things for you.
And I have to thank you, 'cause you two do A LOT to me and my brothers, and, most of time, we do nothing in exchange.
I love you. Mommy and Daddy (:
With Love,
Aninha
domingo, 4 de julho de 2010
Rotina
Me sento em frente ao meu armário.
Pensamento um: "Hoje eu vou me arrumar."
Depois de experimentar mil roupas, pensamento dois: "EU NÃO TENHO ROUPA!!"
Depois de me olhar no espelho, pensamento três: "Eu fico gorda em todas elas."
Logo em seguida, o quarto pensamento: "Eu fico gorda até sem elas."
Olho para o armário, olho para o espelho. Olho para o armário, olho para o espelho.
Olho para o espelho e o pensamento cinco passa na minha mente: "O que adianta eu me arrumar, se ninguem repara nem nota em como eu pareço?"
Ponho qualquer roupa e saio.
Pensamento um: "Hoje eu vou me arrumar."
Depois de experimentar mil roupas, pensamento dois: "EU NÃO TENHO ROUPA!!"
Depois de me olhar no espelho, pensamento três: "Eu fico gorda em todas elas."
Logo em seguida, o quarto pensamento: "Eu fico gorda até sem elas."
Olho para o armário, olho para o espelho. Olho para o armário, olho para o espelho.
Olho para o espelho e o pensamento cinco passa na minha mente: "O que adianta eu me arrumar, se ninguem repara nem nota em como eu pareço?"
Ponho qualquer roupa e saio.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Blá.
Estou me sentindo... blá.
Não sei que sentimento é. Não é de felicidade, nem longe é tristeza.
Parece conformismo, e lembra orgulho. Tem uma pontada de aflição, pois não quero que ele se vá.
Talvez pelos fatos de meu dia, e talvez pela esperança que eu continue assim. Não quero que isso mude. Não quero a dor de volta. Não preciso estar feliz, apenas me sentir assim.
Blá. Esse foi o nome que dei ao sentimento. Não é exatamente criativo, mas a situação em si não é também. É apenas inexplicavél, entende?
Me lembra esperança, mas não é. Está longe de ser o amor, deste reconheço bem, farejo a dor de longe. É um pouco de liberdade, pois me sinto segura. É um pouco de emoção, pois sinto meu coração se enchendo.
No final, não importa o que é.
Desde que eu o esteja sentindo.
Não sei que sentimento é. Não é de felicidade, nem longe é tristeza.
Parece conformismo, e lembra orgulho. Tem uma pontada de aflição, pois não quero que ele se vá.
Talvez pelos fatos de meu dia, e talvez pela esperança que eu continue assim. Não quero que isso mude. Não quero a dor de volta. Não preciso estar feliz, apenas me sentir assim.
Blá. Esse foi o nome que dei ao sentimento. Não é exatamente criativo, mas a situação em si não é também. É apenas inexplicavél, entende?
Me lembra esperança, mas não é. Está longe de ser o amor, deste reconheço bem, farejo a dor de longe. É um pouco de liberdade, pois me sinto segura. É um pouco de emoção, pois sinto meu coração se enchendo.
No final, não importa o que é.
Desde que eu o esteja sentindo.
domingo, 27 de junho de 2010
Day two - Your Crush
Hope i love you as you love me.
I don't know you. Unless, i don't know that you are you. So.
Just that. You love me as i love you.
Love,
Aninha
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Day One - Your Best Friend
To your Best Friend.
Marina,
Tá, eu sei, você é minha irmã. Mas nós nos considermos umas as outras melhores amigas, desde que eu tinha uns 5 anos de idade e você me arrumou para ir para a escola pela primeira vez.
Talvez eu soubesse que naquele momento, eu iria fazer milhares de amigas, mas que nenhuma, nunca iria te substituir.
Porque você me atura todos os dias, faz 14 anos. E não me abandonou, como outras amigas fizeram.
Você me faz rir como ninguém. Você sempre me ajuda com tudo, pra falar a verdade. Desde as coisas mais banais, até os maiores problemas, e eu procuro sempre te ajudar também. Você esteve lá o tempo todo, e eu sempre notei isso. Sabe falar as melhores palavras pra me consolar. As melhores noticias para me alegrar. E eu sei que você quer me fazer feliz, por isso eu não suporto te ver triste. O que eu sinto por você é algo tão tão grande, que eu sei que emana de mim. Eu te admiro.
Você é minha inspiração. Minha ídola. Minha irmã. Minha melhor amiga. Minha mãe. Minha irmãe.
E eu sempre sempre, vou te amar muito muito. Porque você é a pessoa que eu mais confio nesse mundo todo.
Marina,
Tá, eu sei, você é minha irmã. Mas nós nos considermos umas as outras melhores amigas, desde que eu tinha uns 5 anos de idade e você me arrumou para ir para a escola pela primeira vez.
Talvez eu soubesse que naquele momento, eu iria fazer milhares de amigas, mas que nenhuma, nunca iria te substituir.
Porque você me atura todos os dias, faz 14 anos. E não me abandonou, como outras amigas fizeram.
Você me faz rir como ninguém. Você sempre me ajuda com tudo, pra falar a verdade. Desde as coisas mais banais, até os maiores problemas, e eu procuro sempre te ajudar também. Você esteve lá o tempo todo, e eu sempre notei isso. Sabe falar as melhores palavras pra me consolar. As melhores noticias para me alegrar. E eu sei que você quer me fazer feliz, por isso eu não suporto te ver triste. O que eu sinto por você é algo tão tão grande, que eu sei que emana de mim. Eu te admiro.
Você é minha inspiração. Minha ídola. Minha irmã. Minha melhor amiga. Minha mãe. Minha irmãe.
E eu sempre sempre, vou te amar muito muito. Porque você é a pessoa que eu mais confio nesse mundo todo.
30 day letter challenge
Since everyone’s doing it… 30 day letter challenge!
Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 —Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror
Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 —Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror
terça-feira, 22 de junho de 2010
Just...
- Quer dizer, olhe ao seu redor. Pode parecer, às vezes que ninguém se importa com você, não é?
Acenei com a cabeça. Sentia a linha de lágrima queimando pela minha bochecha.
- E que ser feliz é a coisa mais dificil que pode acontecer, não é?
Fechei meu olhos fortes, liberando algumas lágrimas. Sim, exatamente.
- Você tem vontade de chorar o tempo inteiro... E quando não está triste é porque simplesmente está distraída. Você tenta evitar a dor, mas às vezes ela escapa, e é dificil esconde-la.
Apenas abaixei minha cabeça.
Estava distraida olhando minhas lágrimas cairem no chão, quando senti suas mãos passando pela minha cintura, me envolvendo inteiramente. Ele estava me abraçando.
- Eu vou te ajudar, - ele disse baixinho, levantado minha cabeça. - a fazer a dor passar.
E continuou me abraçando.
Acenei com a cabeça. Sentia a linha de lágrima queimando pela minha bochecha.
- E que ser feliz é a coisa mais dificil que pode acontecer, não é?
Fechei meu olhos fortes, liberando algumas lágrimas. Sim, exatamente.
- Você tem vontade de chorar o tempo inteiro... E quando não está triste é porque simplesmente está distraída. Você tenta evitar a dor, mas às vezes ela escapa, e é dificil esconde-la.
Apenas abaixei minha cabeça.
Estava distraida olhando minhas lágrimas cairem no chão, quando senti suas mãos passando pela minha cintura, me envolvendo inteiramente. Ele estava me abraçando.
- Eu vou te ajudar, - ele disse baixinho, levantado minha cabeça. - a fazer a dor passar.
E continuou me abraçando.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Truth
Então, ele olhou nos meus olhos e disse: "Eu vou te amar pra sempre."
As mãos deles estavam nas minhas, e eu via os olhos dele cheios de lágrima.
Minhas bochechas já estavam cheias delas.
Eu sentia a respiração dele, e a força de suas palavras.
Sentia o calor de seu corpo próximo ao meu, sentia o vento passando por nós e nos notando, tudo ao meu redor apagara, mas eu estava mais viva do que nunca.
E pelo jeito que ele disse, pelo modo com que soou, pelo momento, e por ele. Por dentro dos seus olhos e pela batida no teu coração, pelas lágrimas que caíam...
Eu sei que ele falou a verdade.
E essas palavras sussuram no meu ouvido, e ecoaram pra sempre dentro de mim.
Apertei forte a mão dele. Eu não podia abraçar ele, porque não queria desviar meus olhos dos seus, mas apenas pelo toque de nossas mãos, já me senti abraçada. Eu não precisava falar, porque ele entendia o que eu sentia, e eu entendia o que ele sentia. Nos sentíamos do mesmo modo.
E radiávamos. Emitíamos nossas auras de sentimento. E eu estava feliz.
Porque eu me sentia segura com ele.
E porque eu também ia amar ele pra sempre.
As mãos deles estavam nas minhas, e eu via os olhos dele cheios de lágrima.
Minhas bochechas já estavam cheias delas.
Eu sentia a respiração dele, e a força de suas palavras.
Sentia o calor de seu corpo próximo ao meu, sentia o vento passando por nós e nos notando, tudo ao meu redor apagara, mas eu estava mais viva do que nunca.
E pelo jeito que ele disse, pelo modo com que soou, pelo momento, e por ele. Por dentro dos seus olhos e pela batida no teu coração, pelas lágrimas que caíam...
Eu sei que ele falou a verdade.
E essas palavras sussuram no meu ouvido, e ecoaram pra sempre dentro de mim.
Apertei forte a mão dele. Eu não podia abraçar ele, porque não queria desviar meus olhos dos seus, mas apenas pelo toque de nossas mãos, já me senti abraçada. Eu não precisava falar, porque ele entendia o que eu sentia, e eu entendia o que ele sentia. Nos sentíamos do mesmo modo.
E radiávamos. Emitíamos nossas auras de sentimento. E eu estava feliz.
Porque eu me sentia segura com ele.
E porque eu também ia amar ele pra sempre.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Forever Friends 3
-Daniel-
Cara, eu nunca tinha visto Dave agir assim. Quer dizer, ele sempre foi na dele, nunca se intrometeu muito. Mas foi legal da parte dele.
Bom, era óbvio que ela não estava curtindo muito o cara, só pela expressão-Jane-de-nojo que ela estava fazendo.
Então, Dave se levantou, entrou entre os dois, e disse, num tom baixo que só consegui entender lendo seus lábios: "Algum problema?"
Jane olhava para as costas de Dave, com as sobrancelhas franzidas.
O cara que recebeu a sentença olhou Dave te baixo acima.
Vamos lá. Dave não é malhado, mas é forte. E era bem uns 10 centímetros maior que o cara.
É óbvio que ele disse: "Não, nenhum."
E saiu de fininho.
Jane cutucou Dave nas costas.
"O que você... pensa que está fazendo?"
Dave desfez a cara de sério, e fez a cara Dave normal de Dave de sempre.
De impassível e inabalável. De quem tem tudo sobre controle, e você nunca sabe o que ele pensa.
Nem nunca saberá.
Talvez, Jane saiba.
"Nada. Só quis ajudar."
Jane continuou olhando para ele, abobalhada, enquanto ele fazia seu caminho de volta a nossa mesa e se sentou em seu lugar.
Como se nada tivesse acontecido.
Todos nós ficamos encarando eles, até Jane chegar com as bebidas quentes. Aparentemente, ela já esquecera o que aconteceu.
"Tomem cuidado para não queimarem a língua", disse ela. Eu dei um sorrisinho. As vezes ela parece nossa irmã mais velha, cuidando de nós. Ou nossa mãe - mas isso eu não menciono em voz alta, porque posso levar bronca dela.
Reparei, porém, que as vezes ela dava uma olhada para Dave, que continuava o mesmo Dave e não olhava pra ninguem e as vezes falava algum comentário inteligente.
Talvez ela não tenha esquecido do acontecimento, como aparenta.
Cara, eu nunca tinha visto Dave agir assim. Quer dizer, ele sempre foi na dele, nunca se intrometeu muito. Mas foi legal da parte dele.
Bom, era óbvio que ela não estava curtindo muito o cara, só pela expressão-Jane-de-nojo que ela estava fazendo.
Então, Dave se levantou, entrou entre os dois, e disse, num tom baixo que só consegui entender lendo seus lábios: "Algum problema?"
Jane olhava para as costas de Dave, com as sobrancelhas franzidas.
O cara que recebeu a sentença olhou Dave te baixo acima.
Vamos lá. Dave não é malhado, mas é forte. E era bem uns 10 centímetros maior que o cara.
É óbvio que ele disse: "Não, nenhum."
E saiu de fininho.
Jane cutucou Dave nas costas.
"O que você... pensa que está fazendo?"
Dave desfez a cara de sério, e fez a cara Dave normal de Dave de sempre.
De impassível e inabalável. De quem tem tudo sobre controle, e você nunca sabe o que ele pensa.
Nem nunca saberá.
Talvez, Jane saiba.
"Nada. Só quis ajudar."
Jane continuou olhando para ele, abobalhada, enquanto ele fazia seu caminho de volta a nossa mesa e se sentou em seu lugar.
Como se nada tivesse acontecido.
Todos nós ficamos encarando eles, até Jane chegar com as bebidas quentes. Aparentemente, ela já esquecera o que aconteceu.
"Tomem cuidado para não queimarem a língua", disse ela. Eu dei um sorrisinho. As vezes ela parece nossa irmã mais velha, cuidando de nós. Ou nossa mãe - mas isso eu não menciono em voz alta, porque posso levar bronca dela.
Reparei, porém, que as vezes ela dava uma olhada para Dave, que continuava o mesmo Dave e não olhava pra ninguem e as vezes falava algum comentário inteligente.
Talvez ela não tenha esquecido do acontecimento, como aparenta.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Rain
Eu estava com a cabeça cheia, então resolvi correr para a chuva. A chuva me traz sorte, não porque coisas boas acontecem durante ela, mas porque ela melhora tanto meu dia que só pode ser sorte.
A chuva me faz bem.
Olhei para cima, me rendendo contra a onda de frio e sanidade que me invadia.
Eu sentia os pingos me atingindo, e os lugares em que tocavam, queimando como uma brasa de alívio.
E a cada pingo, eu me sentia mais leve e sã.
Sentia meus pensamentos saindo de minha mente, e respirei aliviada.
A àgua que escorria de meu corpo pelos meus pés levava embora também meus problemas.
A chuva me faz bem.
Olhei para cima, me rendendo contra a onda de frio e sanidade que me invadia.
Eu sentia os pingos me atingindo, e os lugares em que tocavam, queimando como uma brasa de alívio.
E a cada pingo, eu me sentia mais leve e sã.
Sentia meus pensamentos saindo de minha mente, e respirei aliviada.
A àgua que escorria de meu corpo pelos meus pés levava embora também meus problemas.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Forever Friends 2
-Pietro-
Não leve a mal, mas Jane estava gata. Quer dizer todos nos sabíamos que ela era, mas acho que eu nunca tinha me tocado. Sempre vi ela mais como uma irmã... ou algo assim.
Mas naquele vestido eu totalmente não via ela como irmã. É óbvio, continuava sendo Jane, mas não consigo controlar meus pensamentos.
"Seus bobos" disse ela rindo, depois de ter tirado o vestido. Agora ela voltara a ser Jane normal."Vou levar esse" ela disse para a vendedora, apontando um vestido branco que ela escolhera. Depois do primeiro, ela não deixara mais nós vermos.
"Porque não leva o preto?" diz Daniel, disfarçando.
Jane olha para ele com o olhar Jane de "garotos...", e bufa.
Dave ri.
Dave anda meio quieto de uns tempos para cá, reparei. Na verdade ele sempre foi meio quieto.
Ele foi o primeiro a ser amigo de Jane, então sempre achei que por causa disso, eles tinham uma ligação especial. Ele só se abre com ela.
Ele é o "quieto" da turma, e o mais cobiçado pelas meninas. Isso deve ser porque ele nunca fica com nenhuma. Quer dizer, já ficou, mas nunca deu importância. Ele é nosso vocalista. Cantando vai ser provavelmente uma das únicas vezes que você irá ouvir a voz dele.
Nossa banda é formada por todos nós, menos Jane. Ela canta também, mas diz que não gosta, e ela que compõe as letras.
Jake é o baterista, Dave o vocalista, Daniel na guitarra e Alex no baixo. E eu, bem, no teclado.
Fomos para um cafeteria, que ficava do lado oposto da loja. Enquanto nós meninos pegavámos o lugar, Jane ia pedir as bebidas.
Enquanto ela ia, é claro, falávamos dela.
"Você viu como ficou bonita no vestido?" disse Alex, difarçando pois se ela se virasse, perceberia que falávamos dela.
"Sim!", disse Jake, "Quando foi que ela parou de usar calçar largas e boné?"
Dave soltou um risinho, e disse: "Há um bom tempo atrás."
Daniel olhou para ela. "E aparentemente não somos apenas nós que reparamos nela..."
No balcão, um cara se aproximou de Jane, e evidentemente a paquerava. Ela não parecia estar gostando muito, pois tentava se afastar.
Até que o cara pos o braço na cintura dela. Ela, tentou tirar, mas ele forçava.
Então aconteceu uma coisa muito estranha.
Dave se levantou e foi até lá.
Não leve a mal, mas Jane estava gata. Quer dizer todos nos sabíamos que ela era, mas acho que eu nunca tinha me tocado. Sempre vi ela mais como uma irmã... ou algo assim.
Mas naquele vestido eu totalmente não via ela como irmã. É óbvio, continuava sendo Jane, mas não consigo controlar meus pensamentos.
"Seus bobos" disse ela rindo, depois de ter tirado o vestido. Agora ela voltara a ser Jane normal."Vou levar esse" ela disse para a vendedora, apontando um vestido branco que ela escolhera. Depois do primeiro, ela não deixara mais nós vermos.
"Porque não leva o preto?" diz Daniel, disfarçando.
Jane olha para ele com o olhar Jane de "garotos...", e bufa.
Dave ri.
Dave anda meio quieto de uns tempos para cá, reparei. Na verdade ele sempre foi meio quieto.
Ele foi o primeiro a ser amigo de Jane, então sempre achei que por causa disso, eles tinham uma ligação especial. Ele só se abre com ela.
Ele é o "quieto" da turma, e o mais cobiçado pelas meninas. Isso deve ser porque ele nunca fica com nenhuma. Quer dizer, já ficou, mas nunca deu importância. Ele é nosso vocalista. Cantando vai ser provavelmente uma das únicas vezes que você irá ouvir a voz dele.
Nossa banda é formada por todos nós, menos Jane. Ela canta também, mas diz que não gosta, e ela que compõe as letras.
Jake é o baterista, Dave o vocalista, Daniel na guitarra e Alex no baixo. E eu, bem, no teclado.
Fomos para um cafeteria, que ficava do lado oposto da loja. Enquanto nós meninos pegavámos o lugar, Jane ia pedir as bebidas.
Enquanto ela ia, é claro, falávamos dela.
"Você viu como ficou bonita no vestido?" disse Alex, difarçando pois se ela se virasse, perceberia que falávamos dela.
"Sim!", disse Jake, "Quando foi que ela parou de usar calçar largas e boné?"
Dave soltou um risinho, e disse: "Há um bom tempo atrás."
Daniel olhou para ela. "E aparentemente não somos apenas nós que reparamos nela..."
No balcão, um cara se aproximou de Jane, e evidentemente a paquerava. Ela não parecia estar gostando muito, pois tentava se afastar.
Até que o cara pos o braço na cintura dela. Ela, tentou tirar, mas ele forçava.
Então aconteceu uma coisa muito estranha.
Dave se levantou e foi até lá.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Sycho .
Ana: Tive a idéia de um novo post, mas já esqueci.
Catarina: Odeio quando isso acontece. Você bola tudo na maior perfeição e..
Ana: Você esquece. Sim isso SEMPRE acontece.
Catarina: Muitas idéias brilhantes podem ter sido simplesmente esquecidas em uma dessas. Um cara pode ter inventado um maquina do tempo e ter esquecido.
Ana: Sim, isso é perigoso.
Catarina: E se tem um gênio, mais inteligente que o Newton até, que sofre de amnésia ao ponto de nem lembrar que é um gênio! Assim não se importando de anotar suas invenções! O que a humanidade pode ter perdido!
Ana: Nem me fale.
Catarina: É uma coisa a se pensar...
Ana: Ou esquecer.
Catarina: Nossos esquecimentos são banais. Imagina se alguém esquecer a senha para desligar uma bomba
que era pra ser desarmada. Uma senha tão protegida que ninguém consegue hackear,o mundo acaba! O fim do mundo vai acontecer de uma cagada de alguém muito importante. Anote minhas palavras proféticas. O barack vai apertar o botão vermelho.
Ana: Er... esqueça isso, Catarina.
Catarina: Odeio quando isso acontece. Você bola tudo na maior perfeição e..
Ana: Você esquece. Sim isso SEMPRE acontece.
Catarina: Muitas idéias brilhantes podem ter sido simplesmente esquecidas em uma dessas. Um cara pode ter inventado um maquina do tempo e ter esquecido.
Ana: Sim, isso é perigoso.
Catarina: E se tem um gênio, mais inteligente que o Newton até, que sofre de amnésia ao ponto de nem lembrar que é um gênio! Assim não se importando de anotar suas invenções! O que a humanidade pode ter perdido!
Ana: Nem me fale.
Catarina: É uma coisa a se pensar...
Ana: Ou esquecer.
Catarina: Nossos esquecimentos são banais. Imagina se alguém esquecer a senha para desligar uma bomba
que era pra ser desarmada. Uma senha tão protegida que ninguém consegue hackear,o mundo acaba! O fim do mundo vai acontecer de uma cagada de alguém muito importante. Anote minhas palavras proféticas. O barack vai apertar o botão vermelho.
Ana: Er... esqueça isso, Catarina.
domingo, 11 de abril de 2010
Forever Friends 1
-Jane-
Olhei meu relógio, anciosa. Caramba, estão atrasados! Eu falei: em duas horas, na entrada sul do shopping. Já se passaram duas horas e cinco minutos.
Olhei para os lados. Faltava apenas um mês. Um mês, e eu ainda não tinha um vestido. Ótimo.
Ah, finalmente, lá estão eles. Um, dois, três, quatro... cinco. Vieram todos juntos.
Na bicicleta azul, Dave, com os cabelos loiros, quase brancos, e finos, voando ao vento. Ao lado dele, Jake, rindo como um bebê, lágrimas escorrendo dos olhos verdes. No skate, Alex, com os olhos penetrados no chão, se preparando pra fazer uma manobra. Andando ao lado deles, Pietro, acenando para mim, com os olhos semicerrados por causa do sol embaixo dos caelos castanho avermelhados. E finalmente, na outra bicicleta, Daniel, vindo mais a frente, contando a piada que fez Jake rir.
"Oi!" gritei para eles, e todos eles retribuiram com um "oi".
Ao se aproximarem já falei: "Caramba, vocês estão atrasados! Fiquei plantada aqui 40 minutos..."
Jake olhou para o relógio. "Mas só estamos 5 minutos atrasados."
Eles se olharam e riram. Garotos...
Puxei Dave pelo braço. "Vamos, vocês tem de guardar essa bicicletas..."
Depois de pormos as bicicletas no estacionamento, entramos no shopping.
Pietro olhou pra mim. "Temos mesmo de fazer isso?"
Olhei de esguela para ele. "Sim, tem. Porque isso é trabalho para melhores amigos. E vocês são meus melhores amigos. Sem falar, vocês podem cantar as atendentes bonitas..." Ao eu falar isso, eles pareceram mais entusiasmados.
Quando andamos, as pessoas olham pra gente. Afinal, não é todo dia que se vê uma garota e cinco meninos andando juntos. Mas fazer o que, conosco foi assim, e sempre vai ser.
Conheço Alex, Dave, Daniel e Jake desde os meus 5 anos de idade. No começo eles não me aceitaram muito bem, mas e sempre fui aquele tipo de "menina-menino", até descobrir o poder do gloss. Ás vezes penso que até hoje eles me vêem como um deles, apesar de eu ser uma das meninas mais paqueradas do colégio.
Na verdade, somos famosos por aqui. Quer dizer, Alex, Dave, Daniel e Jake são os meninos mais populares de nossa classe. E Pietro é o mais popular dos calouros. Ele se juntou a nós depois, numa situação completamente inusitada... ao 7 anos de idade, e hoje é nosso "mascote", como chamamos ele para irritar.
Parei e olhei para eles. "Por favor, por favor, sejam sinceros, ok? Vocês sabem como a opnião de vocês é importante para mim, e como esse vestido é importante para mim."
Todos eles reviraram os olhos. "Ok, ok...", "Já entedemos Jane...".
Entrei na loja enorme, esperançosa. A vendedora, olhando fixamente para Alex, disse numa voz que tinha a intenção de ser sexy: "Em que posso ajudá-los?"
Entrei na frente, protegendo meu "rebanho": "Eu gostaria de ver vestidos para formatura por favor."
Ela olhou para mim, de cima abaixo, depois voltou seus olhos para os meninos. "Por aqui, por favor." E começou a andar rebolando.
Olhei para os meninos. Estavam agitados porque uma mulher mais velha estava dando bola para eles, e olhavam sem descrição para a moça rebolando.
Revirei meus olhos. "Vocês podem, por favor, não deixar seus hormonios regerem o corpo por um segundo?!"
Jake olhou para mim, com carinha de cachorro abandonado: "Mas você disse que podíamos paquerar as vendedoras..."
Me virei para eles: "É mas temos um objetivo aqui... por favor, foquem-se!"
A vendedora me mostrava os vestidos... Separei quatro, e perguntei onde ficava o provador.
"Fiquem aqui, por favor" eu disse, apontando os banquinhos onde os maridos esperavam. "Depois que eu experimentar os vestidos, venho mostrá-los..."
Eles assentiram, mais interessados em espiar nas frestas dos provadores.
Comecei esperimentando o preto curto. Ele era simples, de alcinha. Dei uma volta no espelho... até que estava bom, mas era curto demais e simples demais. Sai da cabine.
"E ai, o que vocês acharam desse? Achei ele um pouco curto e simples e..."
Olhei para eles. Os cinco me encaravam, boquiabertos. "Nossa, que foi? Fiquei tão gorda assim? Ai, eu sabia, não devia ter comido aquele muffin ontem e..."
Olharam para mim, os cinco ao mesmo tempo com um olhar severo. Como eles conseguiam fazer isso?
Jake falou "Cala a boca, sua tonta. Você não está gorda. Está..." olhou para os amigos em busca de apoio.
Alex falou: "É claro que não está gorda ! Está.. está..."
Pietro, que ainda olhava para minhas pernas, murmurou, idiotamente: "Linda..."
Olhei para eles.
E comecei a rir. Rir demais.
Homens. Tão idiotas. Entrei na cabine para experimentar meu próximo vestido.
Olhei meu relógio, anciosa. Caramba, estão atrasados! Eu falei: em duas horas, na entrada sul do shopping. Já se passaram duas horas e cinco minutos.
Olhei para os lados. Faltava apenas um mês. Um mês, e eu ainda não tinha um vestido. Ótimo.
Ah, finalmente, lá estão eles. Um, dois, três, quatro... cinco. Vieram todos juntos.
Na bicicleta azul, Dave, com os cabelos loiros, quase brancos, e finos, voando ao vento. Ao lado dele, Jake, rindo como um bebê, lágrimas escorrendo dos olhos verdes. No skate, Alex, com os olhos penetrados no chão, se preparando pra fazer uma manobra. Andando ao lado deles, Pietro, acenando para mim, com os olhos semicerrados por causa do sol embaixo dos caelos castanho avermelhados. E finalmente, na outra bicicleta, Daniel, vindo mais a frente, contando a piada que fez Jake rir.
"Oi!" gritei para eles, e todos eles retribuiram com um "oi".
Ao se aproximarem já falei: "Caramba, vocês estão atrasados! Fiquei plantada aqui 40 minutos..."
Jake olhou para o relógio. "Mas só estamos 5 minutos atrasados."
Eles se olharam e riram. Garotos...
Puxei Dave pelo braço. "Vamos, vocês tem de guardar essa bicicletas..."
Depois de pormos as bicicletas no estacionamento, entramos no shopping.
Pietro olhou pra mim. "Temos mesmo de fazer isso?"
Olhei de esguela para ele. "Sim, tem. Porque isso é trabalho para melhores amigos. E vocês são meus melhores amigos. Sem falar, vocês podem cantar as atendentes bonitas..." Ao eu falar isso, eles pareceram mais entusiasmados.
Quando andamos, as pessoas olham pra gente. Afinal, não é todo dia que se vê uma garota e cinco meninos andando juntos. Mas fazer o que, conosco foi assim, e sempre vai ser.
Conheço Alex, Dave, Daniel e Jake desde os meus 5 anos de idade. No começo eles não me aceitaram muito bem, mas e sempre fui aquele tipo de "menina-menino", até descobrir o poder do gloss. Ás vezes penso que até hoje eles me vêem como um deles, apesar de eu ser uma das meninas mais paqueradas do colégio.
Na verdade, somos famosos por aqui. Quer dizer, Alex, Dave, Daniel e Jake são os meninos mais populares de nossa classe. E Pietro é o mais popular dos calouros. Ele se juntou a nós depois, numa situação completamente inusitada... ao 7 anos de idade, e hoje é nosso "mascote", como chamamos ele para irritar.
Parei e olhei para eles. "Por favor, por favor, sejam sinceros, ok? Vocês sabem como a opnião de vocês é importante para mim, e como esse vestido é importante para mim."
Todos eles reviraram os olhos. "Ok, ok...", "Já entedemos Jane...".
Entrei na loja enorme, esperançosa. A vendedora, olhando fixamente para Alex, disse numa voz que tinha a intenção de ser sexy: "Em que posso ajudá-los?"
Entrei na frente, protegendo meu "rebanho": "Eu gostaria de ver vestidos para formatura por favor."
Ela olhou para mim, de cima abaixo, depois voltou seus olhos para os meninos. "Por aqui, por favor." E começou a andar rebolando.
Olhei para os meninos. Estavam agitados porque uma mulher mais velha estava dando bola para eles, e olhavam sem descrição para a moça rebolando.
Revirei meus olhos. "Vocês podem, por favor, não deixar seus hormonios regerem o corpo por um segundo?!"
Jake olhou para mim, com carinha de cachorro abandonado: "Mas você disse que podíamos paquerar as vendedoras..."
Me virei para eles: "É mas temos um objetivo aqui... por favor, foquem-se!"
A vendedora me mostrava os vestidos... Separei quatro, e perguntei onde ficava o provador.
"Fiquem aqui, por favor" eu disse, apontando os banquinhos onde os maridos esperavam. "Depois que eu experimentar os vestidos, venho mostrá-los..."
Eles assentiram, mais interessados em espiar nas frestas dos provadores.
Comecei esperimentando o preto curto. Ele era simples, de alcinha. Dei uma volta no espelho... até que estava bom, mas era curto demais e simples demais. Sai da cabine.
"E ai, o que vocês acharam desse? Achei ele um pouco curto e simples e..."
Olhei para eles. Os cinco me encaravam, boquiabertos. "Nossa, que foi? Fiquei tão gorda assim? Ai, eu sabia, não devia ter comido aquele muffin ontem e..."
Olharam para mim, os cinco ao mesmo tempo com um olhar severo. Como eles conseguiam fazer isso?
Jake falou "Cala a boca, sua tonta. Você não está gorda. Está..." olhou para os amigos em busca de apoio.
Alex falou: "É claro que não está gorda ! Está.. está..."
Pietro, que ainda olhava para minhas pernas, murmurou, idiotamente: "Linda..."
Olhei para eles.
E comecei a rir. Rir demais.
Homens. Tão idiotas. Entrei na cabine para experimentar meu próximo vestido.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Desculpe-me mas tive de por.
Siiil diz:
*my grandmother
*sabe quando ela tá na uti
*vc ve ela assim
*a mulher que juro
*vc achava que ia conhecer seus filhos
*pq ela era sempre... forte
*ela já tinha passado por tanta coisa e tava ali
*nossa
*e você simplesmente nao pode fazer NADA
a ! diz:
*sil
*chorei ):
*my grandmother
*sabe quando ela tá na uti
*vc ve ela assim
*a mulher que juro
*vc achava que ia conhecer seus filhos
*pq ela era sempre... forte
*ela já tinha passado por tanta coisa e tava ali
*nossa
*e você simplesmente nao pode fazer NADA
a ! diz:
*sil
*chorei ):
segunda-feira, 22 de março de 2010
Just a talk.
Ana: Ai, que dó da minha amiga. Ela ta passando pr uma fase muito ruim
Brás: Por que?
Ana: Ah, ela está com problemas com o namorado dela. Blá, ODEIO finais tristes. Mas tudo bem, pois todo final triste é o começo de um novo livro, que talvez tenha final feliz. É só você saber como apagar as páginas, e começar a escrever de novo, e ter força pra isso.
(...)
Ana: Tá, sou besta e começo a falar coisas assim do nada .
Brás: Você não é besta. Ninguém é besta por dizer coisas que façam sentido
Ana: Mas essas coisas as vezes entediam as pessoas...
Brás: Só aos que não se importam
Ana: Sei lá.. é só que eu penso muito, que as vezes um pensamento escapa.
Brás: Como assim?
Ana:Ás vezes, eu penso tanto, que um pensamento escapa. Como um copo cheio, tranbordando.
Entende?
Brás: Por que?
Ana: Ah, ela está com problemas com o namorado dela. Blá, ODEIO finais tristes. Mas tudo bem, pois todo final triste é o começo de um novo livro, que talvez tenha final feliz. É só você saber como apagar as páginas, e começar a escrever de novo, e ter força pra isso.
(...)
Ana: Tá, sou besta e começo a falar coisas assim do nada .
Brás: Você não é besta. Ninguém é besta por dizer coisas que façam sentido
Ana: Mas essas coisas as vezes entediam as pessoas...
Brás: Só aos que não se importam
Ana: Sei lá.. é só que eu penso muito, que as vezes um pensamento escapa.
Brás: Como assim?
Ana:Ás vezes, eu penso tanto, que um pensamento escapa. Como um copo cheio, tranbordando.
Entende?
Who has to know?
Uma complicada. Procurando um final feliz. Uma coringa. Procurando um sentido. Uma personagem. Interpretando seu papel. (:
Clichê.
E é aqui que eu me retiro.
Clichê.
E é aqui que eu me retiro.
terça-feira, 16 de março de 2010
Para vovô
Hoje é o aniversário de meu avô, que estaria completando 90 anos.
Não o conheci, pois ele morreu dois meses antes de eu e de meu irmão gemeo nascermos.
Mas essa não é a questão. A questão é que eu não sinto como se não tivesse o conhecido. Sinto como se ele realmente tivesse em minhas lembranças.
Posso apenas ter visto-o por fotos, mas ele aparece em meus sonhos. Posso não ter ouvido sua voz, mas ouço-a quando rezo por ele. Posso nunca ter presenciado, mas imagino suas brincadeiras e suas reações.
Imagino ele domando vovó (sempre tão teimosa, mas amorosa), imagino-o fazendo graça de meu irmão, ele me elogiando quando eu me arrumar para uma festa em família.
Imagino ele me dando os presentes de natal, nos reunindo no ano-novo, contando histórias de sua infância.
E hoje mesmo, imagino ele soprando as velhinhas sobre o bolo que Irene teria preparado de aniversário. Como minha avó mesmo disse, iria ter uma festa, ele amava festas.
Então, se quando eu contar para alguem que hoje é o aniversário dele, e a pessoa falar: "ah, mas você nem conheceu ele..." vai ser mentira.
Pois eu não só o conheço, como também o amo.
E isso vai em forma de oração, para você.
Parabéns vovô. Feliz aniversário.
Não o conheci, pois ele morreu dois meses antes de eu e de meu irmão gemeo nascermos.
Mas essa não é a questão. A questão é que eu não sinto como se não tivesse o conhecido. Sinto como se ele realmente tivesse em minhas lembranças.
Posso apenas ter visto-o por fotos, mas ele aparece em meus sonhos. Posso não ter ouvido sua voz, mas ouço-a quando rezo por ele. Posso nunca ter presenciado, mas imagino suas brincadeiras e suas reações.
Imagino ele domando vovó (sempre tão teimosa, mas amorosa), imagino-o fazendo graça de meu irmão, ele me elogiando quando eu me arrumar para uma festa em família.
Imagino ele me dando os presentes de natal, nos reunindo no ano-novo, contando histórias de sua infância.
E hoje mesmo, imagino ele soprando as velhinhas sobre o bolo que Irene teria preparado de aniversário. Como minha avó mesmo disse, iria ter uma festa, ele amava festas.
Então, se quando eu contar para alguem que hoje é o aniversário dele, e a pessoa falar: "ah, mas você nem conheceu ele..." vai ser mentira.
Pois eu não só o conheço, como também o amo.
E isso vai em forma de oração, para você.
Parabéns vovô. Feliz aniversário.
terça-feira, 9 de março de 2010
Vontade
Abri a janela, digitei o tão conhecido por mim link, e entrei no meu blog. Digitei meu úsuario e senha, cliquei em "Nova Postagem" e cá estou eu.
Uma questão: sobre o que escrever?
Vou lhes contar uma coisa sobre inspiração: às vezes ela vem seguidamente, ás vezes passa longos dias sem vir.
Mas existe outra coisa, que sempre que abro essa página, sinto-a. É uma coisa crescente, que sempre vem dentro de mim: a vontade de escrever.
Meus dedos formigam, e meus pensamentos vasculham meu cérebro em busca de palavras certas.
E é justamente neste momento que ela entra: a falta de inspiração. E eu fico num impasse, pois quero escrever, mas não acho as palavras certas.
E é ai que percebo o problema: eu mesma.
É que às vezes, meus sentimentos tomam conta de mim. E eles me enchem tanto, que transbordam.
Normalmente eles veem em forma de lágrimas. Algumas vezes, de palavras (porém aí não há falta de inspiração).
E algumas vezes eles ficam presos, de forma que meu cérebro não consegue achar aquela "palavras certas".
*
Me considero uma filósofa. Não queiram entrar na minha cabeça. Há muitos pensamentos.
Por isso que sempre digo, ignorancia é uma benção.
Me considero uma curinga.
Todos dizem que isso é besteira, que eu que faço isso a mim mesma, meus pais, amigas (Silvia, isso é para você hahaha), que eu tenho de esquecer.
Não consigo. Faz parte de mim. Tudo me faz pensar em tudo. É natural. É... genial.
Porém não é muito saudavél.
Mas é tudo. Pensar sobre a vida é o motivo da vida.Você só vive um amor porque pensa nele. Só sente uma emoção por que pensa nela.Isso é uma coisa que o ser humano nunca pode fugir: do próprio pensamento.
Pois..
"Cogito, ergo sum"
"Penso, logo existo."
Uma questão: sobre o que escrever?
Vou lhes contar uma coisa sobre inspiração: às vezes ela vem seguidamente, ás vezes passa longos dias sem vir.
Mas existe outra coisa, que sempre que abro essa página, sinto-a. É uma coisa crescente, que sempre vem dentro de mim: a vontade de escrever.
Meus dedos formigam, e meus pensamentos vasculham meu cérebro em busca de palavras certas.
E é justamente neste momento que ela entra: a falta de inspiração. E eu fico num impasse, pois quero escrever, mas não acho as palavras certas.
E é ai que percebo o problema: eu mesma.
É que às vezes, meus sentimentos tomam conta de mim. E eles me enchem tanto, que transbordam.
Normalmente eles veem em forma de lágrimas. Algumas vezes, de palavras (porém aí não há falta de inspiração).
E algumas vezes eles ficam presos, de forma que meu cérebro não consegue achar aquela "palavras certas".
*
Me considero uma filósofa. Não queiram entrar na minha cabeça. Há muitos pensamentos.
Por isso que sempre digo, ignorancia é uma benção.
Me considero uma curinga.
Todos dizem que isso é besteira, que eu que faço isso a mim mesma, meus pais, amigas (Silvia, isso é para você hahaha), que eu tenho de esquecer.
Não consigo. Faz parte de mim. Tudo me faz pensar em tudo. É natural. É... genial.
Porém não é muito saudavél.
Mas é tudo. Pensar sobre a vida é o motivo da vida.Você só vive um amor porque pensa nele. Só sente uma emoção por que pensa nela.Isso é uma coisa que o ser humano nunca pode fugir: do próprio pensamento.
Pois..
"Cogito, ergo sum"
"Penso, logo existo."
segunda-feira, 8 de março de 2010
O Dia do Curinga
"O tempo se encarrega de nos transformar em adultos. O tempo se encarrega também de transformar velhos templos em ruínas e de afundar no mar ilhas mais velhas ainda.
Será que realmente havia um livrinho dentro daquele pão doce maior do que os outros? Nenhuma pergunta me vem à cabeça com mais frequencia que essa. Como Sócrates, tambem eu poderia dizer: 'Sei que nada sei'. Mas tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. Em qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: 'Quem somos? De onde viemos?'"
Jostein Gaarder
Será que realmente havia um livrinho dentro daquele pão doce maior do que os outros? Nenhuma pergunta me vem à cabeça com mais frequencia que essa. Como Sócrates, tambem eu poderia dizer: 'Sei que nada sei'. Mas tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. Em qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: 'Quem somos? De onde viemos?'"
Jostein Gaarder
domingo, 7 de março de 2010
O Caçador de Mistérios 5
(Clique aqui para ler as partes 1,2 e 3, e clique aqui para ler a parte 4)
A Biblioteca Municipal de Redlake era exatamente como o resto da cidade: místicamente misteriosa.
O ambiente não era muito bem iluminado pela única janela do local, mas dela entrava um feixe de luz em que se via as partículas de poeira do sol nublado, agora dando lugar ao chuvisco. As paredes eram cobertas por prateleiras e prateleiras de livros, que iam até o teto, tendo, portando uma escada encostada em uma das paredes.
No centro, havia uma mesa de madeira, no qual se encontrava apenas um jovem estudando.
Estava avaliando o lugar, quando de trás de uma das prateleira, sai um senhor caricático, com nariz aquilino, cabelos prateados na altura dos ombros e por tras dos óculos redondos, olhos azuis penetrantes.
Segurava uma pilha de livros nos braços, e passando os olhos por mim, perguntou, com um tom desconfiado porém gentil:
"Posso ajudá-lo em algo?"
Eu, ainda me recuperando do susto daquela criatura aparecendo de forma abrupta, respondi, cordialmente:
"Não, obrigado senhor, mas trouxe uma companheira que irá me auxiliar." Eu disse, mesurando para Helen.
O senhor pareceu, então, notar Helen, e abriu um sorriso ao reconhecê-la.
"Oh, bom dia senhorita Wood."
Helen sorriu gentilmente.
"Bom dia senhor Reader. Pode deixar que eu o ajudo a encontrar o que procura."
O Sr. Reader nos observou, desconfiado, mas pareceu se conformar e meneou com a cabeça.
"Claro", disse ele. "Sintam-se à vontade."
E voltou para atrás da prateleira, de onde surgiu.
Suspirei e me virei para Helen.
"Espero encontrar algo que nos ajude. Mas se precisarmos, podemos chamá-lo, certo?"
Ela assentiu com a cabeça.
"Sim, o Sr. Reader faz um ótimo trabalho cuidando desse lugar, e conhece os livros como a palma da mão." Ao dizer isso, ela olhou em volta, pegou um livro empoeirado de cima da mesa, assoprou-o e sorriu. Se voltou para mim, e assumiu sua expressão séria novamente.
A Biblioteca Municipal de Redlake era exatamente como o resto da cidade: místicamente misteriosa.
O ambiente não era muito bem iluminado pela única janela do local, mas dela entrava um feixe de luz em que se via as partículas de poeira do sol nublado, agora dando lugar ao chuvisco. As paredes eram cobertas por prateleiras e prateleiras de livros, que iam até o teto, tendo, portando uma escada encostada em uma das paredes.
No centro, havia uma mesa de madeira, no qual se encontrava apenas um jovem estudando.
Estava avaliando o lugar, quando de trás de uma das prateleira, sai um senhor caricático, com nariz aquilino, cabelos prateados na altura dos ombros e por tras dos óculos redondos, olhos azuis penetrantes.
Segurava uma pilha de livros nos braços, e passando os olhos por mim, perguntou, com um tom desconfiado porém gentil:
"Posso ajudá-lo em algo?"
Eu, ainda me recuperando do susto daquela criatura aparecendo de forma abrupta, respondi, cordialmente:
"Não, obrigado senhor, mas trouxe uma companheira que irá me auxiliar." Eu disse, mesurando para Helen.
O senhor pareceu, então, notar Helen, e abriu um sorriso ao reconhecê-la.
"Oh, bom dia senhorita Wood."
Helen sorriu gentilmente.
"Bom dia senhor Reader. Pode deixar que eu o ajudo a encontrar o que procura."
O Sr. Reader nos observou, desconfiado, mas pareceu se conformar e meneou com a cabeça.
"Claro", disse ele. "Sintam-se à vontade."
E voltou para atrás da prateleira, de onde surgiu.
Suspirei e me virei para Helen.
"Espero encontrar algo que nos ajude. Mas se precisarmos, podemos chamá-lo, certo?"
Ela assentiu com a cabeça.
"Sim, o Sr. Reader faz um ótimo trabalho cuidando desse lugar, e conhece os livros como a palma da mão." Ao dizer isso, ela olhou em volta, pegou um livro empoeirado de cima da mesa, assoprou-o e sorriu. Se voltou para mim, e assumiu sua expressão séria novamente.
"Apenas.. tome cuidado com o que sabe." Ela disse, então desviou meu olhar e foi passando à minha frente, em direção á uma das prateleiras.
Observei-a, e refleti por alguns instantes. Aquela frase ficou em minha cabeça.
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Caçador de Mistérios
sábado, 6 de março de 2010
Detalhes
Em cada palavra que leio, em cada sinal de mudança, ainda percebo que você cotinua.
Você está arrependido, e eu estou indiferente, porém estou feliz - alias, mais feliz do que antes.
É uma sensação nova, como um recomeço. Claro há cicatrizes -mas sinto que elas já estão curando.
E eu vejo que você se sente incomodado pela minha felicidade, e tenta me afetar - não consegue, pois você não é indiferente.
E talvez você nunca leia isso, mas queria te dizer que estava errado. O mundo não é um lugar frio e cruel. Não é ele que afasta as pessoas ao seu redor. É você mesmo.
Você gosta de sentir dor. Gosta de estar sozinho. E finge que não se importa. Mas se importa.
E espero que nesse momento você esteja revivendo tudo o que passamos juntos, cada palavra, cada promessa (por mais que as suas tenham sido falsas), cada sentimento, nossas mãos juntas, nossos apelidos, nossos presentes, nosso olhares...
E eu sei que daqui a pouco vai estar com outra- provavelmente fazendo a mesma coisa que fez comigo, ou não, mas eu vou estar com outro, e assim continuamos.
Não é o mundo que é frio e cruel, querido amigo.
É você que faz ele desse modo.
Desejo sorte.
Você está arrependido, e eu estou indiferente, porém estou feliz - alias, mais feliz do que antes.
É uma sensação nova, como um recomeço. Claro há cicatrizes -mas sinto que elas já estão curando.
E eu vejo que você se sente incomodado pela minha felicidade, e tenta me afetar - não consegue, pois você não é indiferente.
E talvez você nunca leia isso, mas queria te dizer que estava errado. O mundo não é um lugar frio e cruel. Não é ele que afasta as pessoas ao seu redor. É você mesmo.
Você gosta de sentir dor. Gosta de estar sozinho. E finge que não se importa. Mas se importa.
E espero que nesse momento você esteja revivendo tudo o que passamos juntos, cada palavra, cada promessa (por mais que as suas tenham sido falsas), cada sentimento, nossas mãos juntas, nossos apelidos, nossos presentes, nosso olhares...
E eu sei que daqui a pouco vai estar com outra- provavelmente fazendo a mesma coisa que fez comigo, ou não, mas eu vou estar com outro, e assim continuamos.
Não é o mundo que é frio e cruel, querido amigo.
É você que faz ele desse modo.
Desejo sorte.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Fireflies, Owl City.
Ana: Estamos ouvindo a mesma musica!
Júlio: Ah, eeh estamos!
Ana: Ah cara, é muito linda essa musica.
Júlio:You won't believe in your eyes if 10 million fireflies light up the world when i feel sleep (8)
Ana: Ahhh! Eu queria morar dentro dessa música... Sabe como numa noite estrelada, em uma floresta... E fadas e vagalumes dançando em volta de seus cogumelos, e você olhando a lua, e o barulho de agua ao longe... e as mil luzes !
Ana:...Tá, eu viajo
Júlio: Ah, entao todos os vagalumes saem de volta de seus cogumelos ao som da correnteza e dançam ao seu redor iluminando a noite escura até o ponto mais longe que voce possa enxergar !
Ana: E um milhão de borboletas azuis voam ao seu redor, roçando levemente as asas na sua pele, te convidando pra dançar junto!
Júlio: Você se move suavemente junto a elas, sua mente ja não consegue controlar, a coisa mais sensata que o momento te faz acreditar, eh que voce vive um sonho e mergulha no mais profundo sono, sendo levemente repousado na mais fofa grama
Ana: E você olha o céu, mil estrelas brilhantes se misturam ao vagalumes, a lua brilhante no fundo. a música de sua dança é mais suave que a melhor orquestra e o cheiro mais doce que o melhor perfume. Voce vive ali.
Júlio:Ah, esse é o melhor momento, e ninguem pode tirar de ti
Ana: Você só quer ficar lá, para sempre
Júlio:(8)
Júlio: Ah, eeh estamos!
Ana: Ah cara, é muito linda essa musica.
Júlio:You won't believe in your eyes if 10 million fireflies light up the world when i feel sleep (8)
Ana: Ahhh! Eu queria morar dentro dessa música... Sabe como numa noite estrelada, em uma floresta... E fadas e vagalumes dançando em volta de seus cogumelos, e você olhando a lua, e o barulho de agua ao longe... e as mil luzes !
Ana:...Tá, eu viajo
Júlio: Ah, entao todos os vagalumes saem de volta de seus cogumelos ao som da correnteza e dançam ao seu redor iluminando a noite escura até o ponto mais longe que voce possa enxergar !
Ana: E um milhão de borboletas azuis voam ao seu redor, roçando levemente as asas na sua pele, te convidando pra dançar junto!
Júlio: Você se move suavemente junto a elas, sua mente ja não consegue controlar, a coisa mais sensata que o momento te faz acreditar, eh que voce vive um sonho e mergulha no mais profundo sono, sendo levemente repousado na mais fofa grama
Ana: E você olha o céu, mil estrelas brilhantes se misturam ao vagalumes, a lua brilhante no fundo. a música de sua dança é mais suave que a melhor orquestra e o cheiro mais doce que o melhor perfume. Voce vive ali.
Júlio:Ah, esse é o melhor momento, e ninguem pode tirar de ti
Ana: Você só quer ficar lá, para sempre
Júlio:(8)
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Surtos de Reflexão Pessoal
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Corrida
Correndo. Correndo pela vida.
Ofegante, cerrava os olhos para tentar enxergar na escuridão através dos galhos que arranhavam meus braços. Tomava cuidado com as raízes soltas, prontas para eu tropeçar. E se eu tropeçasse, seria meu fim.
A floresta estava silenciosa, os únicos ruídos eram meus passos e minha respiração pesada. Mas eu não me enganava. A criatura ainda estava atrás de mim.
E eu não podia parar.
Minhas pernas ardiam e meu corpo pedia para parar. Eu não podia olhar para trás, podia tropeçar.
Então, por entre as árvores, visualizei uma mudança de cenário. Me encontrei na beira de um penhasco, com o rio embaixo.
Paralisei, olhando para baixo. Qual decisão tomar?
Podia sentir a criatura se aproximando. Ela era totalmente silenciosa, mas eu a sentia. Respirei fundo, e deixei meu corpo cair em direção ao rio.
Durante a queda, me senti como em um sonho. Eu flutuava, e sentia meu corpo cortando o vento. Sentia a luz da lua iluminando minha pele, e meu cabelo voando. Fiquei de olhos fechados.
Até que meu corpo foi invadido por uma onda de frio. Eu havia mergulhado na água.
Debatendo meus braços e pernas, lutei para chegar á superfície. A correnteza não estava muito forte. Nadei desesperadamente para a margem, sabendo que a criatura me seguiria.
Ao alcançar a terra, deitei um pouco, respirando. Meu corpo não aguentaria.
Mas, de repente, vi a criatura mergulhando na água. Ela pulara do penhasco.
Eu não vi, mas sabia que nesse momento meu sistema endócrino estava funcionando, e que minhas glândulas supra-renais estavam me ajudando, liberando hormônios na minha corrente sanguínea, preparando meu corpo para grande esforço físico, elevando minha tensão arterial, estimulando meu coração, e contraindo meus músculos.
Meu corpo me ajudara, liberando adrenalina.
Apoiando o peso de meu corpo sobre minha mão, me levantei e sai correndo.
Mais uma vez.
Eu aguentaria correr até a vila? Eu não sabia. A criatura me alcançaria? Daqui a alguns minutos eu saberia. Eu iria sobreviver?
Não tinha tanta certeza.
Apenas continuei correndo, penetrando novamente na floresta escura.
Ofegante, cerrava os olhos para tentar enxergar na escuridão através dos galhos que arranhavam meus braços. Tomava cuidado com as raízes soltas, prontas para eu tropeçar. E se eu tropeçasse, seria meu fim.
A floresta estava silenciosa, os únicos ruídos eram meus passos e minha respiração pesada. Mas eu não me enganava. A criatura ainda estava atrás de mim.
E eu não podia parar.
Minhas pernas ardiam e meu corpo pedia para parar. Eu não podia olhar para trás, podia tropeçar.
Então, por entre as árvores, visualizei uma mudança de cenário. Me encontrei na beira de um penhasco, com o rio embaixo.
Paralisei, olhando para baixo. Qual decisão tomar?
Podia sentir a criatura se aproximando. Ela era totalmente silenciosa, mas eu a sentia. Respirei fundo, e deixei meu corpo cair em direção ao rio.
Durante a queda, me senti como em um sonho. Eu flutuava, e sentia meu corpo cortando o vento. Sentia a luz da lua iluminando minha pele, e meu cabelo voando. Fiquei de olhos fechados.
Até que meu corpo foi invadido por uma onda de frio. Eu havia mergulhado na água.
Debatendo meus braços e pernas, lutei para chegar á superfície. A correnteza não estava muito forte. Nadei desesperadamente para a margem, sabendo que a criatura me seguiria.
Ao alcançar a terra, deitei um pouco, respirando. Meu corpo não aguentaria.
Mas, de repente, vi a criatura mergulhando na água. Ela pulara do penhasco.
Eu não vi, mas sabia que nesse momento meu sistema endócrino estava funcionando, e que minhas glândulas supra-renais estavam me ajudando, liberando hormônios na minha corrente sanguínea, preparando meu corpo para grande esforço físico, elevando minha tensão arterial, estimulando meu coração, e contraindo meus músculos.
Meu corpo me ajudara, liberando adrenalina.
Apoiando o peso de meu corpo sobre minha mão, me levantei e sai correndo.
Mais uma vez.
Eu aguentaria correr até a vila? Eu não sabia. A criatura me alcançaria? Daqui a alguns minutos eu saberia. Eu iria sobreviver?
Não tinha tanta certeza.
Apenas continuei correndo, penetrando novamente na floresta escura.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Simplesmente.
Eu te amo. Amo o jeito que você sorri. Amo (muito!) seus dentes com diastema. Amo seus lábios (e amo beijar eles). Amo sua covinha envolta da boca (e a ssegunda menor). Amo seu piercing. Amo suas bochechas (molinhas). Amo as quatro pintinhas que você tem no maxilar. Amo seu maxilar. Amo seu nariz muito tchunis. Amo a pintinha do lado do teu nariz. Amo suas olheiras de cafajeste de NY. Amo seus olhos pretos e grandes, como duas jabuticabas. Amo suas sombracelhas grossas. Amo seu cabelo desgrenhado e macio. Amo seu pescoço (hehe). Amo (MUITO) suas clavículas, e as pintinhas nela, que me provocam (elas FALAM COMIGO!). Amo sua barriga (:XXXX). Amo cada parte do seu corpo. Amo o jeito que você diz meu nome. Amo o jeito que você diz "não te preocupa". Amo o jeito que você diz "te amo". Amo o seu sotaque (sexy !:XX). Amo cada palavra que sai de ti. Amo a expressão que você faz quando fica irritado, bravo por que mexeram comigo, com cara de dinossauro da Era do Gelo, de criança em frente a loja de doces, amo sua cara de pudim. Amo o jeito que você me toca, me olha, me beija ( e outros mais), amo o jeito que você anda, o jeito que você semicerra os olhos para enxergar direito (vá comprar os óculos de uma vez!). Amo o jeito que você me ama, o jeito que às vezes briga comigo, ou me repreende, ou me consola. Amo ir ao cinema contigo, amo ir ao parque contigo, amo andar contigo, amo estar na sua presença. Amo nossas conversas até a madrugada (apesar de algumas dela serem interrompidas), amo o Brigadeiro, amo quando você fala que me adora (e minhas coxas). Amo você ter vindo para Amparo, amo você ter chorado na hora de ir embora, amo você ter feito aquela semana a melhor da minha vida. Amo por ter te achado, amo por estar com você, amo cada segundo que falo contigo. E eu apesar de tudo, odeio a distância, odeio a insegurança, odeio implícitos, odeio eu chorar. Mas eu amo quando a distância é quebrada. Amo quando você me deixa segura. Amo quando os implícitos se vão. Amo quando você limpa minhas lágrimas. Amo umonte de coisas mais. Você é perfeito.
Amo você. Não se esqueça.
Amo você. Não se esqueça.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A terminar
Então eu caí.
Ele era tão lindo que eu me distraí e tirei a mão do cano em que eu me apoiava.
E então, a velocidade do metrô vezes a terceira lei de newton me fizeram cair.
Eu me assustei. Você não se acostuma a estar sozinha num metrô as 7 horas da noite e então um cara daquele tipo entrasse.
Segurando uma guitarra.
Foi a primeira coisa que vi. A guitarra, quero dizer. Foi como numa camera lenta. Lá estava eu, com meus fones de ouvido, ouvindo minha música preferida no momento (Fluorescent Adolescent, do Arctic Monkeys), refletindo sobre o quanto eu gosto de metrô (muito), quando paro na estação e as portas se abrem.
E eu vejo aquele cabo.
E então, a guitarra.
E então, ele.
Ele usava preto. Típico.
Cabelos castanhos, um pouco compridos. Meio gótico.
E ele me olhou. Cara, ele me olhou. Ele não passou os olhos por mim, ele me olhou. Como se me esperasse, como se soubesse que eu estava ali.
E, sob os olhos verdes semicerrados, um par de olheiras.
E sorriu.
De lado.
O lado do piercing nos lábios.
E se sentou na minha frente.
Então eu caí.
Típico.
Me levantei, com o rosto quente, evitando olhar para ele.
Morrendo de vergonha, me sentei, tentando me concentrar na música.
Então ouvi alguns ruídos por cima da música. Será que ele estava falando comigo? Impossível. Porém ouvi de novo. Parei a música e olhei para ele. Sim, ele estava falando comigo.
Tirei os fones. "Desculpa, você disse algo?"
Ele deu um risinho de lado. Eu morri, mas em silêncio, obviamente. Não queria que ele reparasse que eu tinha morrido.
"Eu tinha perguntado se você estava bem" disse ele. Não, ele não disse. Ele cantou. Ele tinha uma voz grossa e rouca.
Uma voz... sexy.
Dei um risinho e disse, acenando com a cabeça, "Sim, estou bem. Não foi nada." -e voltei pra minha música.
Mas então ouvi ele de novo.
"Hm?" eu disse, observando-o com curiosidade, enquanto ele olhava pra mim.
"Eu perguntei que música que você estava ouvindo, mas se estou atrapalhando.."
Rapidamente, falei, com um risinho:
"Claro que não! Hum, não sei se você conhece a música que estou ouvindo... Chama-se Fluorescente Adolescent, do Arctic Monkeys..."
Fiquei observando a reação dele.
Ele sorriu. Sorriu mesmo. E levantou seu IPhone.
"É a mesma música que eu estou ouvindo."
Foi minha vez de sorrir.
Ele era tão lindo que eu me distraí e tirei a mão do cano em que eu me apoiava.
E então, a velocidade do metrô vezes a terceira lei de newton me fizeram cair.
Eu me assustei. Você não se acostuma a estar sozinha num metrô as 7 horas da noite e então um cara daquele tipo entrasse.
Segurando uma guitarra.
Foi a primeira coisa que vi. A guitarra, quero dizer. Foi como numa camera lenta. Lá estava eu, com meus fones de ouvido, ouvindo minha música preferida no momento (Fluorescent Adolescent, do Arctic Monkeys), refletindo sobre o quanto eu gosto de metrô (muito), quando paro na estação e as portas se abrem.
E eu vejo aquele cabo.
E então, a guitarra.
E então, ele.
Ele usava preto. Típico.
Cabelos castanhos, um pouco compridos. Meio gótico.
E ele me olhou. Cara, ele me olhou. Ele não passou os olhos por mim, ele me olhou. Como se me esperasse, como se soubesse que eu estava ali.
E, sob os olhos verdes semicerrados, um par de olheiras.
E sorriu.
De lado.
O lado do piercing nos lábios.
E se sentou na minha frente.
Então eu caí.
Típico.
Me levantei, com o rosto quente, evitando olhar para ele.
Morrendo de vergonha, me sentei, tentando me concentrar na música.
Então ouvi alguns ruídos por cima da música. Será que ele estava falando comigo? Impossível. Porém ouvi de novo. Parei a música e olhei para ele. Sim, ele estava falando comigo.
Tirei os fones. "Desculpa, você disse algo?"
Ele deu um risinho de lado. Eu morri, mas em silêncio, obviamente. Não queria que ele reparasse que eu tinha morrido.
"Eu tinha perguntado se você estava bem" disse ele. Não, ele não disse. Ele cantou. Ele tinha uma voz grossa e rouca.
Uma voz... sexy.
Dei um risinho e disse, acenando com a cabeça, "Sim, estou bem. Não foi nada." -e voltei pra minha música.
Mas então ouvi ele de novo.
"Hm?" eu disse, observando-o com curiosidade, enquanto ele olhava pra mim.
"Eu perguntei que música que você estava ouvindo, mas se estou atrapalhando.."
Rapidamente, falei, com um risinho:
"Claro que não! Hum, não sei se você conhece a música que estou ouvindo... Chama-se Fluorescente Adolescent, do Arctic Monkeys..."
Fiquei observando a reação dele.
Ele sorriu. Sorriu mesmo. E levantou seu IPhone.
"É a mesma música que eu estou ouvindo."
Foi minha vez de sorrir.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O Caçador de Mistérios (parte 4)
(Clique aqui para ler as partes 1, 2 e 3, clique aqui para ler a parte 5)
No caminho para a biblioteca, as ruas da cidade estavam cobertas pela neblina da manhã, e as casas emanavam o mesmo ar de mistério.
Helen caminhava ao meu lado em silêncio, segurando sua sombra para se proteger do sol invisível detrás das nuvens, olhando para o chão.
No caminho para a biblioteca, as ruas da cidade estavam cobertas pela neblina da manhã, e as casas emanavam o mesmo ar de mistério.
Helen caminhava ao meu lado em silêncio, segurando sua sombra para se proteger do sol invisível detrás das nuvens, olhando para o chão.
Havia uma certa estranheza entre nós, a estranheza comum de pessoas estranhas quando começam a se relacionar.
Ela quebrou a tensão ao falar, com delicadeza.
"E o que, exatamente, você estaria procurando na biblioteca?"
Eu respirei fundo, pois estava esperando por aquela pergunta. Com Helen, decidira ser mais sincero, pois sua ajuda viria a ser últil na busca. Mas não totalmente. Dei um sorriso de lado.
"Helen, desde pequeno, gosto de lendas e mistérios. Vamos dizer, que aventuras sempre foram uma paixão. E ontem, conhecidentemente, na taverna, eu ouvi boatos do taverneiro sobre uma certa lenda da região. Ainda com meu espírito de menino, me interessei e decidi procurar sua verdadeira história e seus detalhes."
Fiquei observando a reação de Helen. Por um instante, suas feições foram de decepção.
"Sim, eu sei o que você procura." Ela disse isso, e no final adicionou uma sombra de riso irônico.
Ela quebrou a tensão ao falar, com delicadeza.
"E o que, exatamente, você estaria procurando na biblioteca?"
Eu respirei fundo, pois estava esperando por aquela pergunta. Com Helen, decidira ser mais sincero, pois sua ajuda viria a ser últil na busca. Mas não totalmente. Dei um sorriso de lado.
"Helen, desde pequeno, gosto de lendas e mistérios. Vamos dizer, que aventuras sempre foram uma paixão. E ontem, conhecidentemente, na taverna, eu ouvi boatos do taverneiro sobre uma certa lenda da região. Ainda com meu espírito de menino, me interessei e decidi procurar sua verdadeira história e seus detalhes."
Fiquei observando a reação de Helen. Por um instante, suas feições foram de decepção.
"Sim, eu sei o que você procura." Ela disse isso, e no final adicionou uma sombra de riso irônico.
"Praticamente cada hóspede que recebo quer saber sobre essa... lenda. Isso me aborrece, nós da cidade não gostamos de falar sobre isso. Eu não posso contá-la a você."
Ela assumiu um aspecto um pouco sobrio, e parou para olhar para mim.
"Quem a conta a um forasteiro, é atingido pela maldição."
Por um momento pensei que Helen estivesse zombando de mim. Porém, neste segundo, ouvi um raio vindo do céu, e gotas de chuva começaram a cair sobre nós. Analizei Helen. Ela me parecia séria, e ao ouvir o raio, temerosa. Olhou para cima, ajeitou a sombra sobre a cabeça, e apertou o passo, passando a minha frente. Andei mais rápido para acompanhá-la.
Em meio às casas iguais, vi uma no qual se lia uma placa: "Biblioteca". Paramos por um momento, alguns pingos iniciais atingindo meus ombros. Segui Helen e entrei, subindo os três degrais da entrada.
Ela assumiu um aspecto um pouco sobrio, e parou para olhar para mim.
"Quem a conta a um forasteiro, é atingido pela maldição."
Por um momento pensei que Helen estivesse zombando de mim. Porém, neste segundo, ouvi um raio vindo do céu, e gotas de chuva começaram a cair sobre nós. Analizei Helen. Ela me parecia séria, e ao ouvir o raio, temerosa. Olhou para cima, ajeitou a sombra sobre a cabeça, e apertou o passo, passando a minha frente. Andei mais rápido para acompanhá-la.
Em meio às casas iguais, vi uma no qual se lia uma placa: "Biblioteca". Paramos por um momento, alguns pingos iniciais atingindo meus ombros. Segui Helen e entrei, subindo os três degrais da entrada.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
The angel from my nightmare.
Dor. Foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça, ao acordar. Muita dor.
Era como se alguem tivesse aberto meu peito impieduosamente com uma faca cega, para então serrar meu ossos lentamente e depois arrancá-los fora, e então tirar meu coração feromente para fora de meu corpo, e amassá-lo no chão até se transformar numa massa vermelha e sangrenta.
Muita dor.
Eu acordara chorando, soluçando e tremendo. Ao me ver meu pai perguntou "O que foi?!", e ao perceber meu estado me tentou dar aquele remédio com gosto horrível.
E então, ao conseguir respirar por entre a dor, eu disse, lentamente "Foi um pesadelo, papai. O pior da minha vida. E agora está doendo".
E ele me abraçou. Mesmo assim a dor não passou.
Fora horrível. O pesadelo era antes um pensamento que eu tentava afugentar de todos os modos de minha cabeça "Bobagem, bobagem!..." Mas então, meu subconciente fez o favor de traze-lo a tona, da pior forma possível.
O pesadelo não era real, mas a dor era. Talvez tenha sido simplesmente pela idéia do pesadelo, pelo fato de as cenas terem sido tão vívidas, ou, pelo pior: o medo de que se tornasse real.
Por que nada podia ser pior do que aquilo.
Se apenas com um pesadelo, uma simples manifestação do meu subconciente, um simples pensamento, eu já estava daquele modo, imagine como seria se se tornasse real.
E agora cá estou eu, já com o peito e os ossos no lugar, mas com um coração faltando.
Um buraco no peito.
Tudo por causa do maior pesadelo da minha vida.
Não vou descrever meu pesadelo aqui. Seria horrivel, apenas abriria umas cicatrizes no peito.
Mas eu rezei para que a dor passasse.
E que o pesadelo, nunca se tornasse realidade, para que a dor verdadeira viesse à tona.
Era como se alguem tivesse aberto meu peito impieduosamente com uma faca cega, para então serrar meu ossos lentamente e depois arrancá-los fora, e então tirar meu coração feromente para fora de meu corpo, e amassá-lo no chão até se transformar numa massa vermelha e sangrenta.
Muita dor.
Eu acordara chorando, soluçando e tremendo. Ao me ver meu pai perguntou "O que foi?!", e ao perceber meu estado me tentou dar aquele remédio com gosto horrível.
E então, ao conseguir respirar por entre a dor, eu disse, lentamente "Foi um pesadelo, papai. O pior da minha vida. E agora está doendo".
E ele me abraçou. Mesmo assim a dor não passou.
Fora horrível. O pesadelo era antes um pensamento que eu tentava afugentar de todos os modos de minha cabeça "Bobagem, bobagem!..." Mas então, meu subconciente fez o favor de traze-lo a tona, da pior forma possível.
O pesadelo não era real, mas a dor era. Talvez tenha sido simplesmente pela idéia do pesadelo, pelo fato de as cenas terem sido tão vívidas, ou, pelo pior: o medo de que se tornasse real.
Por que nada podia ser pior do que aquilo.
Se apenas com um pesadelo, uma simples manifestação do meu subconciente, um simples pensamento, eu já estava daquele modo, imagine como seria se se tornasse real.
E agora cá estou eu, já com o peito e os ossos no lugar, mas com um coração faltando.
Um buraco no peito.
Tudo por causa do maior pesadelo da minha vida.
Não vou descrever meu pesadelo aqui. Seria horrivel, apenas abriria umas cicatrizes no peito.
Mas eu rezei para que a dor passasse.
E que o pesadelo, nunca se tornasse realidade, para que a dor verdadeira viesse à tona.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Alto Mar
O mar. Sempre gostei do mar. Sempre gostei de vir aqui, para me refugiar de casa e dos meus pais. Em cima da pedra, ficava olhando as ondas monótonas, no vai-e-vem, batendo contra as pedras violentamente...
Era crepúsculo, e o sol já se punha. No horizonte, ele desaparecia, se escondendo no mar. Perto dele, o céu era rosa, indo num degrade para o azul.
Fiquei assim observando o céu escurecer conforme passava as horas. Ele já estava num azul escuro bonito e cheio de estrelas, e a lua cheia refletia no mar, quando decidi que era hora de ir embora.
Respirei fundo, apoiei-me nas rochas e me levantei. Virei para sair.
Talvez se eu tivesse apenas ido embora, caminhando, essa história fosse diferente e mais calma.
Mas eu não fui embora. Eu olhei para trás. E foi aqui que eu o vi.
A primeira coisa que reparei no navio era que ele era muito grande, e que estava perto demais da costa.
Por entre a neblina, eu enxergava seus três mastros, com uma bandeira preta amarrada neles.
O casco de madeira rústica dava sustentação, e dentro dele algo me chamou a atenção.
Uma menina. Devia ter a minha idade, e daquela distância não conseguia enxergar direito suas feições. Sua pele era pálida refletida sob a lua, tinha cabelos escuros, e usava um vestido longo cor de vinho.
E ela acenava para mim.
Fiquei assustado, pois em sua volta no barco, não conseguia enxergar mais nada além de sombras. A menina se destacava no meu campo de visão.
Então, a neblina envolta do barco foi se tornando cada vez mais densa, até cobri-lo inteiramente, tornando invisível.
Minutos depois, a neblina se dissipou.
E, exatamente como eu pressentia, o navio havia sumido.
Era crepúsculo, e o sol já se punha. No horizonte, ele desaparecia, se escondendo no mar. Perto dele, o céu era rosa, indo num degrade para o azul.
Fiquei assim observando o céu escurecer conforme passava as horas. Ele já estava num azul escuro bonito e cheio de estrelas, e a lua cheia refletia no mar, quando decidi que era hora de ir embora.
Respirei fundo, apoiei-me nas rochas e me levantei. Virei para sair.
Talvez se eu tivesse apenas ido embora, caminhando, essa história fosse diferente e mais calma.
Mas eu não fui embora. Eu olhei para trás. E foi aqui que eu o vi.
A primeira coisa que reparei no navio era que ele era muito grande, e que estava perto demais da costa.
Por entre a neblina, eu enxergava seus três mastros, com uma bandeira preta amarrada neles.
O casco de madeira rústica dava sustentação, e dentro dele algo me chamou a atenção.
Uma menina. Devia ter a minha idade, e daquela distância não conseguia enxergar direito suas feições. Sua pele era pálida refletida sob a lua, tinha cabelos escuros, e usava um vestido longo cor de vinho.
E ela acenava para mim.
Fiquei assustado, pois em sua volta no barco, não conseguia enxergar mais nada além de sombras. A menina se destacava no meu campo de visão.
Então, a neblina envolta do barco foi se tornando cada vez mais densa, até cobri-lo inteiramente, tornando invisível.
Minutos depois, a neblina se dissipou.
E, exatamente como eu pressentia, o navio havia sumido.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Os Primeiros Dias
"-Então, como é meu cheiro? - perguntou.
Inspirei lentamente, deixando que o perfume de Lace tomasse conta de mim. De algum modo, o cheiro familiar de jasmim alcamou o caos daquelas 24 horas. Percebi que poderiamos nos beijar novamente; fazer qualquer coisa que quiséssemos. Agora era seguro. Mesmo com os esporos do parasita no meu sangue e na minha saliva. Afinal, ela estava infectada, exatamente como eu.
- Borboletas - respondi, depois de pensar um pouco.
- Borboletas?
- Isso. Você usa um xampu com perfume de jasmim, não é isso? O cheiro é de borboletas.
- Espera aí. As borboletas tem cheiro? E é de jasmim?
Meu corpo continuava agitado por causa do beijo, minha cabeça ainda girava com as revelações daquele dia. Assim, havia algo de reconfortante em receber uma pergunta para a qual eu sabia a resposta. Deixei as maravilhas da biologia fluírem.
- É exatamente ao contrário. As flores imitam os insetos. Dão formas de asas às suas pétalas, roubam os cheiros. O jasmim leva as borboletas a pousarem em suas flores, para que carreguem o pólen. é assim que as flores de jasmim fazem sexo entre si.
-Caramba. O jasmin faz sexo? Usando borboletas?
-Sim. O que você acha?
-Ahn...- ela permaneceu em silêncio por um momento, ainda abraçada a mim, pensando em todas as flores que faziam sexo mediaso por borboletas. -Então, quando uma borboleta pousa no meu cabelo, ela acha que está fazendo sexo de jasmim com ele?
-Provavelmente.
Aproximei-me de sua cabeça, e deixei meu nariz se perder em seu perfume. Talvez o mundo natural não fosse tão incrivelmente terrível - aterrador, cruel, desprezível. às vezes, a natureza era doce, de verdade, tão delicada quanto uma borboleta confusa e excitada."
Inspirei lentamente, deixando que o perfume de Lace tomasse conta de mim. De algum modo, o cheiro familiar de jasmim alcamou o caos daquelas 24 horas. Percebi que poderiamos nos beijar novamente; fazer qualquer coisa que quiséssemos. Agora era seguro. Mesmo com os esporos do parasita no meu sangue e na minha saliva. Afinal, ela estava infectada, exatamente como eu.
- Borboletas - respondi, depois de pensar um pouco.
- Borboletas?
- Isso. Você usa um xampu com perfume de jasmim, não é isso? O cheiro é de borboletas.
- Espera aí. As borboletas tem cheiro? E é de jasmim?
Meu corpo continuava agitado por causa do beijo, minha cabeça ainda girava com as revelações daquele dia. Assim, havia algo de reconfortante em receber uma pergunta para a qual eu sabia a resposta. Deixei as maravilhas da biologia fluírem.
- É exatamente ao contrário. As flores imitam os insetos. Dão formas de asas às suas pétalas, roubam os cheiros. O jasmim leva as borboletas a pousarem em suas flores, para que carreguem o pólen. é assim que as flores de jasmim fazem sexo entre si.
-Caramba. O jasmin faz sexo? Usando borboletas?
-Sim. O que você acha?
-Ahn...- ela permaneceu em silêncio por um momento, ainda abraçada a mim, pensando em todas as flores que faziam sexo mediaso por borboletas. -Então, quando uma borboleta pousa no meu cabelo, ela acha que está fazendo sexo de jasmim com ele?
-Provavelmente.
Aproximei-me de sua cabeça, e deixei meu nariz se perder em seu perfume. Talvez o mundo natural não fosse tão incrivelmente terrível - aterrador, cruel, desprezível. às vezes, a natureza era doce, de verdade, tão delicada quanto uma borboleta confusa e excitada."
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