quinta-feira, 20 de maio de 2010

Forever Friends 3

-Daniel-

Cara, eu nunca tinha visto Dave agir assim. Quer dizer, ele sempre foi na dele, nunca se intrometeu muito. Mas foi legal da parte dele.
Bom, era óbvio que ela não estava curtindo muito o cara, só pela expressão-Jane-de-nojo que ela estava fazendo.
Então, Dave se levantou, entrou entre os dois, e disse, num tom baixo que só consegui entender lendo seus lábios: "Algum problema?"
Jane olhava para as costas de Dave, com as sobrancelhas franzidas.
O cara que recebeu a sentença olhou Dave te baixo acima.
Vamos lá. Dave não é malhado, mas é forte. E era bem uns 10 centímetros maior que o cara.
É óbvio que ele disse: "Não, nenhum."
E saiu de fininho.
Jane cutucou Dave nas costas.
"O que você... pensa que está fazendo?"
Dave desfez a cara de sério, e fez a cara Dave normal de Dave de sempre.
De impassível e inabalável. De quem tem tudo sobre controle, e você nunca sabe o que ele pensa.
Nem nunca saberá.
Talvez, Jane saiba.
"Nada. Só quis ajudar."
Jane continuou olhando para ele, abobalhada, enquanto ele fazia seu caminho de volta a nossa mesa e se sentou em seu lugar.
Como se nada tivesse acontecido.
Todos nós ficamos encarando eles, até Jane chegar com as bebidas quentes. Aparentemente, ela já esquecera o que aconteceu.
"Tomem cuidado para não queimarem a língua", disse ela. Eu dei um sorrisinho. As vezes ela parece nossa irmã mais velha, cuidando de nós. Ou nossa mãe - mas isso eu não menciono em voz alta, porque posso levar bronca dela.
Reparei, porém, que as vezes ela dava uma olhada para Dave, que continuava o mesmo Dave e não olhava pra ninguem e as vezes falava algum comentário inteligente.
Talvez ela não tenha esquecido do acontecimento, como aparenta.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rain

Eu estava com a cabeça cheia, então resolvi correr para a chuva. A chuva me traz sorte, não porque coisas boas acontecem durante ela, mas porque ela melhora tanto meu dia que só pode ser sorte.
A chuva me faz bem.
Olhei para cima, me rendendo contra a onda de frio e sanidade que me invadia.
Eu sentia os pingos me atingindo, e os lugares em que tocavam, queimando como uma brasa de alívio.
E a cada pingo, eu me sentia mais leve e sã.
Sentia meus pensamentos saindo de minha mente, e respirei aliviada.
A àgua que escorria de meu corpo pelos meus pés levava embora também meus problemas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Forever Friends 2

-Pietro-

Não leve a mal, mas Jane estava gata. Quer dizer todos nos sabíamos que ela era, mas acho que eu nunca tinha me tocado. Sempre vi ela mais como uma irmã... ou algo assim.
Mas naquele vestido eu totalmente não via ela como irmã. É óbvio, continuava sendo Jane, mas não consigo controlar meus pensamentos.
"Seus bobos" disse ela rindo, depois de ter tirado o vestido. Agora ela voltara a ser Jane normal."Vou levar esse" ela disse para a vendedora, apontando um vestido branco que ela escolhera. Depois do primeiro, ela não deixara mais nós vermos.
"Porque não leva o preto?" diz Daniel, disfarçando.
Jane olha para ele com o olhar Jane de "garotos...", e bufa.
Dave ri.
Dave anda meio quieto de uns tempos para cá, reparei. Na verdade ele sempre foi meio quieto.
Ele foi o primeiro a ser amigo de Jane, então sempre achei que por causa disso, eles tinham uma ligação especial. Ele só se abre com ela.
Ele é o "quieto" da turma, e o mais cobiçado pelas meninas. Isso deve ser porque ele nunca fica com nenhuma. Quer dizer, já ficou, mas nunca deu importância. Ele é nosso vocalista. Cantando vai ser provavelmente uma das únicas vezes que você irá ouvir a voz dele.
Nossa banda é formada por todos nós, menos Jane. Ela canta também, mas diz que não gosta, e ela que compõe as letras.
Jake é o baterista, Dave o vocalista, Daniel na guitarra e Alex no baixo. E eu, bem, no teclado.
Fomos para um cafeteria, que ficava do lado oposto da loja. Enquanto nós meninos pegavámos o lugar, Jane ia pedir as bebidas.
Enquanto ela ia, é claro, falávamos dela.
"Você viu como ficou bonita no vestido?" disse Alex, difarçando pois se ela se virasse, perceberia que falávamos dela.
"Sim!", disse Jake, "Quando foi que ela parou de usar calçar largas e boné?"
Dave soltou um risinho, e disse: "Há um bom tempo atrás."
Daniel olhou para ela. "E aparentemente não somos apenas nós que reparamos nela..."
No balcão, um cara se aproximou de Jane, e evidentemente a paquerava. Ela não parecia estar gostando muito, pois tentava se afastar.
Até que o cara pos o braço na cintura dela. Ela, tentou tirar, mas ele forçava.
Então aconteceu uma coisa muito estranha.
Dave se levantou e foi até lá.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sycho .

Ana: Tive a idéia de um novo post, mas já esqueci.
Catarina: Odeio quando isso acontece. Você bola tudo na maior perfeição e..
Ana: Você esquece. Sim isso SEMPRE acontece.
Catarina: Muitas idéias brilhantes podem ter sido simplesmente esquecidas em uma dessas. Um cara pode ter inventado um maquina do tempo e ter esquecido.
Ana: Sim, isso é perigoso.
Catarina: E se tem um gênio, mais inteligente que o Newton até, que sofre de amnésia ao ponto de nem lembrar que é um gênio! Assim não se importando de anotar suas invenções! O que a humanidade pode ter perdido!
Ana: Nem me fale.
Catarina: É uma coisa a se pensar...
Ana: Ou esquecer.
Catarina: Nossos esquecimentos são banais. Imagina se alguém esquecer a senha para desligar uma bomba
que era pra ser desarmada. Uma senha tão protegida que ninguém consegue hackear,o mundo acaba! O fim do mundo vai acontecer de uma cagada de alguém muito importante. Anote minhas palavras proféticas. O barack vai apertar o botão vermelho.
Ana: Er... esqueça isso, Catarina.

domingo, 11 de abril de 2010

Forever Friends 1

-Jane-

Olhei meu relógio, anciosa. Caramba, estão atrasados! Eu falei: em duas horas, na entrada sul do shopping. Já se passaram duas horas e cinco minutos.
Olhei para os lados. Faltava apenas um mês. Um mês, e eu ainda não tinha um vestido. Ótimo.
Ah, finalmente, lá estão eles. Um, dois, três, quatro... cinco. Vieram todos juntos.
Na bicicleta azul, Dave, com os cabelos loiros, quase brancos, e finos, voando ao vento. Ao lado dele, Jake, rindo como um bebê, lágrimas escorrendo dos olhos verdes. No skate, Alex, com os olhos penetrados no chão, se preparando pra fazer uma manobra. Andando ao lado deles, Pietro, acenando para mim, com os olhos semicerrados por causa do sol embaixo dos caelos castanho avermelhados. E finalmente, na outra bicicleta, Daniel, vindo mais a frente, contando a piada que fez Jake rir.
"Oi!" gritei para eles, e todos eles retribuiram com um "oi".
Ao se aproximarem já falei: "Caramba, vocês estão atrasados! Fiquei plantada aqui 40 minutos..."
Jake olhou para o relógio. "Mas só estamos 5 minutos atrasados."
Eles se olharam e riram. Garotos...
Puxei Dave pelo braço. "Vamos, vocês tem de guardar essa bicicletas..."
Depois de pormos as bicicletas no estacionamento, entramos no shopping.
Pietro olhou pra mim. "Temos mesmo de fazer isso?"
Olhei de esguela para ele. "Sim, tem. Porque isso é trabalho para melhores amigos. E vocês são meus melhores amigos. Sem falar, vocês podem cantar as atendentes bonitas..." Ao eu falar isso, eles pareceram mais entusiasmados.
Quando andamos, as pessoas olham pra gente. Afinal, não é todo dia que se vê uma garota e cinco meninos andando juntos. Mas fazer o que, conosco foi assim, e sempre vai ser.
Conheço Alex, Dave, Daniel e Jake desde os meus 5 anos de idade. No começo eles não me aceitaram muito bem, mas e sempre fui aquele tipo de "menina-menino", até descobrir o poder do gloss. Ás vezes penso que até hoje eles me vêem como um deles, apesar de eu ser uma das meninas mais paqueradas do colégio.
Na verdade, somos famosos por aqui. Quer dizer, Alex, Dave, Daniel e Jake são os meninos mais populares de nossa classe. E Pietro é o mais popular dos calouros. Ele se juntou a nós depois, numa situação completamente inusitada... ao 7 anos de idade, e hoje é nosso "mascote", como chamamos ele para irritar.
Parei e olhei para eles. "Por favor, por favor, sejam sinceros, ok? Vocês sabem como a opnião de vocês é importante para mim, e como esse vestido é importante para mim."
Todos eles reviraram os olhos. "Ok, ok...", "Já entedemos Jane...".
Entrei na loja enorme, esperançosa. A vendedora, olhando fixamente para Alex, disse numa voz que tinha a intenção de ser sexy: "Em que posso ajudá-los?"
Entrei na frente, protegendo meu "rebanho": "Eu gostaria de ver vestidos para formatura por favor."
Ela olhou para mim, de cima abaixo, depois voltou seus olhos para os meninos. "Por aqui, por favor." E começou a andar rebolando.
Olhei para os meninos. Estavam agitados porque uma mulher mais velha estava dando bola para eles, e olhavam sem descrição para a moça rebolando.
Revirei meus olhos. "Vocês podem, por favor, não deixar seus hormonios regerem o corpo por um segundo?!"
Jake olhou para mim, com carinha de cachorro abandonado: "Mas você disse que podíamos paquerar as vendedoras..."
Me virei para eles: "É mas temos um objetivo aqui... por favor, foquem-se!"
A vendedora me mostrava os vestidos... Separei quatro, e perguntei onde ficava o provador.
"Fiquem aqui, por favor" eu disse, apontando os banquinhos onde os maridos esperavam. "Depois que eu experimentar os vestidos, venho mostrá-los..."
Eles assentiram, mais interessados em espiar nas frestas dos provadores.
Comecei esperimentando o preto curto. Ele era simples, de alcinha. Dei uma volta no espelho... até que estava bom, mas era curto demais e simples demais. Sai da cabine.
"E ai, o que vocês acharam desse? Achei ele um pouco curto e simples e..."
Olhei para eles. Os cinco me encaravam, boquiabertos. "Nossa, que foi? Fiquei tão gorda assim? Ai, eu sabia, não devia ter comido aquele muffin ontem e..."
Olharam para mim, os cinco ao mesmo tempo com um olhar severo. Como eles conseguiam fazer isso?
Jake falou "Cala a boca, sua tonta. Você não está gorda. Está..." olhou para os amigos em busca de apoio.
Alex falou: "É claro que não está gorda ! Está.. está..."
Pietro, que ainda olhava para minhas pernas, murmurou, idiotamente: "Linda..."
Olhei para eles.
E comecei a rir. Rir demais.
Homens. Tão idiotas. Entrei na cabine para experimentar meu próximo vestido.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Desculpe-me mas tive de por.

Siiil diz:
*my grandmother
*sabe quando ela tá na uti
*vc ve ela assim
*a mulher que juro
*vc achava que ia conhecer seus filhos
*pq ela era sempre... forte
*ela já tinha passado por tanta coisa e tava ali
*nossa
*e você simplesmente nao pode fazer NADA
   a !     diz:
*sil
*chorei ):

segunda-feira, 22 de março de 2010

Just a talk.

Ana: Ai, que dó da minha amiga. Ela ta passando pr uma fase muito ruim
Brás: Por que?
Ana: Ah, ela está com problemas com o namorado dela. Blá, ODEIO finais tristes. Mas tudo bem, pois todo final triste é o começo de um novo livro, que talvez tenha final feliz. É só você saber como apagar as páginas, e começar a escrever de novo, e ter força pra isso.
(...)
Ana: Tá, sou besta e começo a falar coisas assim do nada .
Brás: Você não é besta. Ninguém é besta por dizer coisas que façam sentido
Ana: Mas essas coisas as vezes entediam as pessoas...
Brás: Só aos que não se importam
Ana: Sei lá.. é só que eu penso muito, que as vezes um pensamento escapa.
Brás: Como assim?
Ana:Ás vezes, eu penso tanto, que um pensamento escapa. Como um copo cheio, tranbordando.
Entende?

Who has to know?

Uma complicada. Procurando um final feliz. Uma coringa. Procurando um sentido. Uma personagem. Interpretando seu papel. (:

Clichê.

E é aqui que eu me retiro.

terça-feira, 16 de março de 2010

Para vovô

Hoje é o aniversário de meu avô, que estaria completando 90 anos.
Não o conheci, pois ele morreu dois meses antes de eu e de meu irmão gemeo nascermos.
Mas essa não é a questão. A questão é que eu não sinto como se não tivesse o conhecido. Sinto como se ele realmente tivesse em minhas lembranças.
Posso apenas ter visto-o por fotos, mas ele aparece em meus sonhos. Posso não ter ouvido sua voz, mas ouço-a quando rezo por ele. Posso nunca ter presenciado, mas imagino suas brincadeiras e suas reações.
Imagino ele domando vovó (sempre tão teimosa, mas amorosa), imagino-o fazendo graça de meu irmão, ele me elogiando quando eu me arrumar para uma festa em família.
Imagino ele me dando os presentes de natal, nos reunindo no ano-novo, contando histórias de sua infância.
E hoje mesmo, imagino ele soprando as velhinhas sobre o bolo que Irene teria preparado de aniversário. Como minha avó mesmo disse, iria ter uma festa, ele amava festas.
Então, se quando eu contar para alguem que hoje é o aniversário dele, e a pessoa falar: "ah, mas você nem conheceu ele..." vai ser mentira.
Pois eu não só o conheço, como também o amo.
E isso vai em forma de oração, para você.
Parabéns vovô. Feliz aniversário.

terça-feira, 9 de março de 2010

Vontade

Abri a janela, digitei o tão conhecido por mim link, e entrei no meu blog. Digitei meu úsuario e senha, cliquei em "Nova Postagem" e cá estou eu.
Uma questão: sobre o que escrever?
Vou lhes contar uma coisa sobre inspiração: às vezes ela vem seguidamente, ás vezes passa longos dias sem vir.
Mas existe outra coisa, que sempre que abro essa página, sinto-a. É uma coisa crescente, que sempre vem dentro de mim: a vontade de escrever.
Meus dedos formigam, e meus pensamentos vasculham meu cérebro em busca de palavras certas.
E é justamente neste momento que ela entra: a falta de inspiração. E eu fico num impasse, pois quero escrever, mas não acho as palavras certas.
E é ai que percebo o problema: eu mesma.
É que às vezes, meus sentimentos tomam conta de mim. E eles me enchem tanto, que transbordam.
Normalmente eles veem em forma de lágrimas. Algumas vezes, de palavras (porém aí não há falta de inspiração).
E algumas vezes eles ficam presos, de forma que meu cérebro não consegue achar aquela "palavras certas".

*

Me considero uma filósofa. Não queiram entrar na minha cabeça. Há muitos pensamentos.
Por isso que sempre digo, ignorancia é uma benção.
Me considero uma curinga.
Todos dizem que isso é besteira, que eu que faço isso a mim mesma, meus pais, amigas (Silvia, isso é para você hahaha), que eu tenho de esquecer.
Não consigo. Faz parte de mim. Tudo me faz pensar em tudo. É natural. É... genial.
Porém não é muito saudavél.
Mas é tudo. Pensar sobre a vida é o motivo da vida.Você só vive um amor porque pensa nele. Só sente uma emoção por que pensa nela.Isso é uma coisa que o ser humano nunca pode fugir: do próprio pensamento.
Pois..
"Cogito, ergo sum"
"Penso, logo existo."