segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
[CENSURADO] o que eles pensam.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O Nome Do Vento
"Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir.
Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso.
Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes.
Comprei e paguei por eles.
Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’.
Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.
Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.
Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela.
Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.
Vocês devem ter ouvido falar de mim."
Dor
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Entrevista com Jostein Gaarder pela Revista Superinteressante
Você não acha que nossa existência é muito curta?
Eu acho que sim. Muita gente acha que não. Em Maya, esse tema é discutido logo no começo, quando um dos personagens pergunta a outro: Se lhe dissessem que acendendo essa chama você viveria eternamente, você acenderia? E o outro responde: Acenderia sem nenhuma dúvida. Eu também acenderia sem hesitar. Nem me arrependeria depois de um milhão de anos. Muitos leitores comentam que os personagens dos meus livros sempre celebram a vida, o que é verdade. Você já se deu conta do quanto se fala sobre a vida nos funerais?
Como você pode estar tão seguro de que não se arrependeria ao escolher a imortalidade?
A vida e a morte são duas caras da mesma moeda. Mas a minha escolha seria clara. Não duvidaria.
Ao acender a chama você provavelmente ficaria com um único lado da moeda...
Talvez fosse perigoso. Conheço os dois lados da moeda. Mesmo assim, escolheria a vida eterna. Não tenho o suficiente com apenas uma vida. Quando tinha 15 anos, já pensava assim.
Como é a sua relação com a morte?
Vejo a morte como o final da vida. Epicuro dizia que não temos que nos preocupar com a morte, porque quando a morte existe, nós não existimos.
Como você se define? Escritor ou filósofo?
Se tivesse que escolher, diria que escritor. Quando era professor já escrevia. Logo publiquei O Mundo de Sofia e fui ao mesmo tempo uma coisa e outra. Através do Espelho e Ei! Tem Alguém Aí? foram livros filosóficos. Minha ligação com a vida tem sido essa desde sempre. Agora espero ser mais escritor.
(...)
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Gênio. Não há palavras melhores à defini-lo. Eu admiro esse homem tanto. Sabe, é estranho pensar no "admirar". Porque admirar alguem? Talvez seja porque você gosta tanto das pessoas, de suas ações e de seus pensamentos que ela te faz querer ser como ela. É o que sinto pelo Josteein Gardeer.
Tenho vontade de poder ler todos os pensamentos dele, mas sei que seria impossível. Se às vezes penso que não aguento mais de tanto que reflito, crio teorias, e o tanto que tem de pensamentos dentro de mim, imagine dele, um filósofo, um intelectual, mais velho, mais experiente e mais sábio que eu.
Imagino conversar com ele.
Deve ser fascinante.
Um dia realizo esse sonho.
(fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118712.shtml)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pense.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Wake
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sonhos
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Banho
O espelho estava embaçado e a pia molhada. Havia roupas no chão, jogadas sob o tapete.
O boxe era de vidro, e gotas escorriam pela sua superfície.
Os únicos ruídos audíveis eram causados pelo motor do chuveiro, e o de sua água chocando-se contra a superfície. Porém, se você ouvisse atentamente, escutaria um outro som, por baixo: o choro de uma menina.
A criatura nua e encolhida encontrava-se encostada na parede de baixo do chuveiro. Seus cabelos molhados escorriam pelos braços, que abraçavam suas pernas. Sua face estava escondida, e seus ombros se moviam conforme chorava.
A água quente escorria pela sua pele. Ela corria em direção ao ralo, sendo levada junto com as lágrimas da garota.
"Is-so mi-nha que-ri-da", diziam as gotas ao passaram pelo seus ouvidos e estaralem no chão. "Cho-re".
A menina ergueu a cabeça, olhando para cima, sentindo a água tocar sua face. Por um instante parou de chorar e estendeu a mão pra cima, se envolvendo na pequena cascata quente.
Abriu a boca e devorou-a, sentiu-a em suas pálpebras e deslizando pelos seus cabelos, uma gota percorrendo suas costas, outras chocando-se em suas coxas. Seus pés tocavam a água, e aquele momento simples foi refletido em mil pingos de cristais. A menina respirou fundo, sentindo a dor no peito, sendo lavada, a àgua levando sua sanidade...
Encostou a cabeça na parede, e mais algumas lágrimas escorreram em sua face.
