quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pense.

O que é realidade?




Pense. É um sonho.
Pode ser. Quem disse que não seria?
Ilusão e realidade.
A realidade é que existe um fina linha imaginaria entre a imaginação e a realidade.
E a imaginação é a realidade de forma ilusória.
Pense. Sonhar é real. Ter ilusões é real. Se você ao imaginar, você sente, convive, vê, qual a diferença entre sonhos e vida real?
Porque a realidade se há imaginação?
Sonhos são melhores.
Mas realidade é realidade.
Pense. Sonhe e realize.
Fim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wake

Quando a porta abriu, ninguém viu isso acontecendo. A maçaneta o atingiu no estômago antes que seu pé pudesse impedi-la. O deixando sem ar por um minuto. E espalhando dor. Ele se dobrou. Os amigos riram. Por que não? Era engraçado para eles, ele achava.
Mas seus olhos permaneceram nela enquanto ela saia do ginásio como um míssil na noite fria e escura, seguindo em direção da mesma rua que Cabe havia andando dezenas de vezes durante o ano, todas as vezes que ele perdia o ônibus.
Ela caminhava trôpega com os saltos altos como se nunca os tivesse usado antes. Era uma longa caminhada para casa, e nem um pouco agradável. Estava ficando frio e o quanto mais longe da escola, pior a vizinhança ficava. Assim que Cabel conseguiu respirar novamente, ele olhou para seu skate. Talvez agora fosse sua chance. Ele ajustou seu capuz, colocou a franja um pouco para dentro para conseguir enxergar. Acendeu outro cigarro lentamente, seus dedos tremiam um pouco.
- Você vai atrás dela? - Um dos caras, Jake, perguntou.
- Talvez. -Cabel falou friamente. Ele deu outra tragada e exalou lentamente, então esmagou o cigarro com o sapato e pegou o skate. – Sim.
- Eu vou também. Outro cara falou. – toque de recolher.
- Eu também. Outro falou.
Cabel respirou fundo e deu de ombros na escuridão. – Tanto faz.

Antes de poder mudar de idéia, ele colocou seu skate em baixo do braço e saiu.
Levou vários minutos para alcançá-la a pé, e por um curto tempo ele achou que a havia perdido. Ela já havia abandonado os saltos, mas a vizinhança ia se deteriorando rapidamente enquanto eles caminhavam para a parte ruim da cidade, onde ambos Cabel e Janie moravam.
Ele a viu ficar tensa quando os três se aproximaram. Os dois caras colocaram os skates no chão e ela parou. Cabel amaldiçoou baixinho. Ele não tinha a intenção de assustá-la.
- Nossa! - Ela falou. Por sorte o reconhecendo. – Isso, mate uma garota de susto, porque não? - Ela parecia irritada.
Cabel deu de ombros. Por fora frio, por dentro um caos. Seus órgãos se contorciam e doíam. O que diabos estou fazendo? Mas era tarde demais para desistir.
Ele tentou desesperadamente pensar em algo para falar. Os outros caras seguiram na frente, dando um pouco de distancia.
- Vai ser uma longa caminhada. Ele falou. Estremecendo pelo quanto idiota aquilo fora. – você, ih. A voz dele estava rouca. – Está bem?
- Ótima. - Ela falou procurando a palavra. – Você?
Ele engoliu em seco. Respirou fundo. Sem idéia do que fazer a seguir. Mas ele não conseguia vê-la caminhando de pés descalços. Ela já estava mancando.
- Suba. Ele falou e colocou o skate no chão. Pegou os sapatos das mãos dela. – Você vai deixar seus pés em retalhos. Há vidros e todo o tipo de porcarias.
Janie parou. Olhando para ele. E ele pode ver algo em seu rosto de menina valente. Vulnerabilidade ou algo parecido. Que fez o estômago dele se revirar.

- Eu não sei como. - Ela falou.
Ele sorriu então. Aliviado. Ela não havia falado para ele ir embora. Definitivamente um passo na direção certa.
– Apenas fique de pé. Se curve e mantenha o equilíbrio. Ele falou. – Vou empurrar você.
E depois de olhar para ele por um longo tempo, ela fez aquilo. Inacreditável. Ele colocou sua mão na parte de baixo das costas dela, esperando que estivesse tudo bem para ela, mas sem querer perguntar. Empurrando ela, e depois de algum tempo, ela descobriu como se manter em pé sem cair ou deixar o skate sair do caminho enquanto ele a empurrava através das ruas pobres de South Fieldridge.
Ele não havia se sentindo tão bem assim por muito tempo. E mesmo não conseguindo pensar em nada para falar, aquilo estava bem, eles estavam no escuro. Os dois ficaram em um estranho silencio. O calor das costas dela na mão dele na noite fria. O fato de ela ter confiado nele. De ela não estar com medo. De não ter saído correndo e gritando. Ela o havia deixado tocá-la, por Deus.
Incrível.
Ele mal notou quando os outros caras foram embora, seguindo para suas respectivas casas. Era tudo o que podia fazer para manter sua concentração em desviar das pedras e vidros.
Quando ele a empurrou pela entrada de carros da casa dela até os degraus, ele sabia que havia terminado. Pelo menos por enquanto. Mas era o suficiente no momento. Era esperança. Janie saiu do skate e abriu a porta de tela.

Ele colocou os sapatos dela no degrau, hesitando por um momento, então pegou seu skate e partiu sem falar nada. Com apenas um aceno. Um total perdedor.
Ele já estava na rua quando escutou. – Obrigado Cabel. A voz dela era fraca, suave no ar. – Isso foi muito meigo.
Aquilo era uma maldita musica, isso é que era. O bastante para fazer um cara ficar um pouco louco por dentro.
Cabel vinha pensando muito naquele dia ultimamente."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sonhos

São essenciais. São parte de nós. Manifestações do subconciente. Pensamentos ocultos, segredos guardados, vontades íntimas.
Por isso temos medo de nossos sonhos. Ele nos mostra. Mostra como somos, como pensamos. Mostra coisas que negamos à nos mesmos. Que escondemos. Eles são sinceros, não perdoam, não evitam, não escolhem ou tem piedade.
Eles nos inibem, nos abre, nos deixa à mercê, nos expõe.
Não nos deixam escolhas.
Por isso temos pesadelos.
Ou sonhos inquietantes.
Mas é apenas.. nós.
Podemos ser assustadores.
Ou assustadoramente sinceros.
Ouça seus sonhos.
São gritos que vêm de você.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Banho

Era um banheiro bem iluminado, com as paredes cobertas por azulejos brancos. Ele estava ùmido e quente, com uma ligeira névoa causada pelo vapor.
O espelho estava embaçado e a pia molhada. Havia roupas no chão, jogadas sob o tapete.
O boxe era de vidro, e gotas escorriam pela sua superfície.
Os únicos ruídos audíveis eram causados pelo motor do chuveiro, e o de sua água chocando-se contra a superfície. Porém, se você ouvisse atentamente, escutaria um outro som, por baixo: o choro de uma menina.
A criatura nua e encolhida encontrava-se encostada na parede de baixo do chuveiro. Seus cabelos molhados escorriam pelos braços, que abraçavam suas pernas. Sua face estava escondida, e seus ombros se moviam conforme chorava.
A água quente escorria pela sua pele. Ela corria em direção ao ralo, sendo levada junto com as lágrimas da garota.
"Is-so mi-nha que-ri-da", diziam as gotas ao passaram pelo seus ouvidos e estaralem no chão. "Cho-re".
A menina ergueu a cabeça, olhando para cima, sentindo a água tocar sua face. Por um instante parou de chorar e estendeu a mão pra cima, se envolvendo na pequena cascata quente.
Abriu a boca e devorou-a, sentiu-a em suas pálpebras e deslizando pelos seus cabelos, uma gota percorrendo suas costas, outras chocando-se em suas coxas. Seus pés tocavam a água, e aquele momento simples foi refletido em mil pingos de cristais. A menina respirou fundo, sentindo a dor no peito, sendo lavada, a àgua levando sua sanidade...
Encostou a cabeça na parede, e mais algumas lágrimas escorreram em sua face.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ímpressendível

Você pode achar o amor tedioso. Pode achá-lo chato. Pode achá-lo deprimente. Pode detestá-lo. Pode achar o amor meloso. Pode não acreditar nele. Pode não ver ele. Pode não conhece-lo. Pode não vê-lo ao seu redor. Pode ignorá-lo. Pode achar que o amor é coisa para fracos. Pode se iludir com ele. Pode ter repulsa por ele. Pode achar que não vale pra nada. Pode desprezá-lo. Pode entende-lo. Pode incompreende-lo. Pode cantar sobre ele. Pode falar sobre ele. Pode pensar sobre ele. Pode rejeitá-lo. Você pode até odiar o amor.
Mas você nunca conseguirá fugir dele.

sábado, 14 de agosto de 2010

Day five - To Your Dreams

I have a lot of you in my mind.
Just hope that some day you come true.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Luzes da Cidade

Eu não moro aonde eu vivo. Posso estar aqui, mas não vivo aqui.
Eu não gosto dessa cidade, nem dessas pessoas. Mas eu não me importo. Porque por enquanto posso estar aqui, mas ao menos eu sei o lugar aonde eu pertenço e as pessoas a quem eu pertenço.
Estou ignorando o mundo, enquanto eu estiver aqui.
Tenho meu recursos: música, livros.
Apenas vivendo, e esperando o momento de viver de verdade.
Eu tenho momentos de paz. É quando estou no meu lugar, ou quando olho atráves da janela, pois eu amo vistas. Quando ouço uma música no escuro ou me absorvo em outro mundo. São momentos felizes que fazem lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Eu absorvo, e posso ser feliz sozinha. Não espiritualmente e totalmente, mas fisicamente. Por saber que posso ser feliz em outras situações, fico feliz, e para mim isto basta.
Se alguém especializado lesse este texto provavelmente diria que expressei mal meus pensamentos.
Mas eu não expressei. Apenas os expus, do jeito que são. Coloquei eles pra fora.
Esses pensamentos têm passado muito por minha cabeça desde que voltei pra minha "vida real". As aspas estão ai porque não estou na minha vida real. Aqui não é minha vida real, é lá.
É como se enquanto eu estivesse aqui, seriam os trailers do filme da minha vida. E esse filme só roda quando estou lá.
E não sei porque, esses pensamentos me lembram as luzes da cidade a noite.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Day four - Your sibling

Dear Luis,



I'm doing this for you 'cause i alredy wrote one to Marina.
Ok, we are twins, hun? But we know we don't have much things in comum.
Well, I guess that you're the person that I most lived in my whole life. We shared everything: since the our mom's uterus until our computer.
Since kindergarten until high school.
And in those times we were together we fought a lot, but we were protect ourselves a lot too.
We laught, we cry, scream, dance, play, scream a little more...
And you were there, and I know you will be there when i need.
And you bet I will be there for you too.

With love,
Aninha.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Day three - Your parents

Dear Mom and Dad,



what can I say? you guys has been with me since I was born, and in the same way, I feel like you don't know me right.
But I know you. Both of you. And, how any children and any parents, I have this inconditional love for you.
And yeah, we fight. A lot. But you guys are the only people that I know that loves me, and that I have shure that would die for me. And so do I do all these things for you.
And I have to thank you, 'cause you two do A LOT to me and my brothers, and, most of time, we do nothing in exchange.
I love you. Mommy and Daddy (:

With Love,
Aninha