quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sonhos

São essenciais. São parte de nós. Manifestações do subconciente. Pensamentos ocultos, segredos guardados, vontades íntimas.
Por isso temos medo de nossos sonhos. Ele nos mostra. Mostra como somos, como pensamos. Mostra coisas que negamos à nos mesmos. Que escondemos. Eles são sinceros, não perdoam, não evitam, não escolhem ou tem piedade.
Eles nos inibem, nos abre, nos deixa à mercê, nos expõe.
Não nos deixam escolhas.
Por isso temos pesadelos.
Ou sonhos inquietantes.
Mas é apenas.. nós.
Podemos ser assustadores.
Ou assustadoramente sinceros.
Ouça seus sonhos.
São gritos que vêm de você.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Banho

Era um banheiro bem iluminado, com as paredes cobertas por azulejos brancos. Ele estava ùmido e quente, com uma ligeira névoa causada pelo vapor.
O espelho estava embaçado e a pia molhada. Havia roupas no chão, jogadas sob o tapete.
O boxe era de vidro, e gotas escorriam pela sua superfície.
Os únicos ruídos audíveis eram causados pelo motor do chuveiro, e o de sua água chocando-se contra a superfície. Porém, se você ouvisse atentamente, escutaria um outro som, por baixo: o choro de uma menina.
A criatura nua e encolhida encontrava-se encostada na parede de baixo do chuveiro. Seus cabelos molhados escorriam pelos braços, que abraçavam suas pernas. Sua face estava escondida, e seus ombros se moviam conforme chorava.
A água quente escorria pela sua pele. Ela corria em direção ao ralo, sendo levada junto com as lágrimas da garota.
"Is-so mi-nha que-ri-da", diziam as gotas ao passaram pelo seus ouvidos e estaralem no chão. "Cho-re".
A menina ergueu a cabeça, olhando para cima, sentindo a água tocar sua face. Por um instante parou de chorar e estendeu a mão pra cima, se envolvendo na pequena cascata quente.
Abriu a boca e devorou-a, sentiu-a em suas pálpebras e deslizando pelos seus cabelos, uma gota percorrendo suas costas, outras chocando-se em suas coxas. Seus pés tocavam a água, e aquele momento simples foi refletido em mil pingos de cristais. A menina respirou fundo, sentindo a dor no peito, sendo lavada, a àgua levando sua sanidade...
Encostou a cabeça na parede, e mais algumas lágrimas escorreram em sua face.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ímpressendível

Você pode achar o amor tedioso. Pode achá-lo chato. Pode achá-lo deprimente. Pode detestá-lo. Pode achar o amor meloso. Pode não acreditar nele. Pode não ver ele. Pode não conhece-lo. Pode não vê-lo ao seu redor. Pode ignorá-lo. Pode achar que o amor é coisa para fracos. Pode se iludir com ele. Pode ter repulsa por ele. Pode achar que não vale pra nada. Pode desprezá-lo. Pode entende-lo. Pode incompreende-lo. Pode cantar sobre ele. Pode falar sobre ele. Pode pensar sobre ele. Pode rejeitá-lo. Você pode até odiar o amor.
Mas você nunca conseguirá fugir dele.

sábado, 14 de agosto de 2010

Day five - To Your Dreams

I have a lot of you in my mind.
Just hope that some day you come true.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Luzes da Cidade

Eu não moro aonde eu vivo. Posso estar aqui, mas não vivo aqui.
Eu não gosto dessa cidade, nem dessas pessoas. Mas eu não me importo. Porque por enquanto posso estar aqui, mas ao menos eu sei o lugar aonde eu pertenço e as pessoas a quem eu pertenço.
Estou ignorando o mundo, enquanto eu estiver aqui.
Tenho meu recursos: música, livros.
Apenas vivendo, e esperando o momento de viver de verdade.
Eu tenho momentos de paz. É quando estou no meu lugar, ou quando olho atráves da janela, pois eu amo vistas. Quando ouço uma música no escuro ou me absorvo em outro mundo. São momentos felizes que fazem lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Eu absorvo, e posso ser feliz sozinha. Não espiritualmente e totalmente, mas fisicamente. Por saber que posso ser feliz em outras situações, fico feliz, e para mim isto basta.
Se alguém especializado lesse este texto provavelmente diria que expressei mal meus pensamentos.
Mas eu não expressei. Apenas os expus, do jeito que são. Coloquei eles pra fora.
Esses pensamentos têm passado muito por minha cabeça desde que voltei pra minha "vida real". As aspas estão ai porque não estou na minha vida real. Aqui não é minha vida real, é lá.
É como se enquanto eu estivesse aqui, seriam os trailers do filme da minha vida. E esse filme só roda quando estou lá.
E não sei porque, esses pensamentos me lembram as luzes da cidade a noite.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Day four - Your sibling

Dear Luis,



I'm doing this for you 'cause i alredy wrote one to Marina.
Ok, we are twins, hun? But we know we don't have much things in comum.
Well, I guess that you're the person that I most lived in my whole life. We shared everything: since the our mom's uterus until our computer.
Since kindergarten until high school.
And in those times we were together we fought a lot, but we were protect ourselves a lot too.
We laught, we cry, scream, dance, play, scream a little more...
And you were there, and I know you will be there when i need.
And you bet I will be there for you too.

With love,
Aninha.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Day three - Your parents

Dear Mom and Dad,



what can I say? you guys has been with me since I was born, and in the same way, I feel like you don't know me right.
But I know you. Both of you. And, how any children and any parents, I have this inconditional love for you.
And yeah, we fight. A lot. But you guys are the only people that I know that loves me, and that I have shure that would die for me. And so do I do all these things for you.
And I have to thank you, 'cause you two do A LOT to me and my brothers, and, most of time, we do nothing in exchange.
I love you. Mommy and Daddy (:

With Love,
Aninha

domingo, 4 de julho de 2010

Rotina

Me sento em frente ao meu armário.
Pensamento um: "Hoje eu vou me arrumar."
Depois de experimentar mil roupas, pensamento dois: "EU NÃO TENHO ROUPA!!"
Depois de me olhar no espelho, pensamento três: "Eu fico gorda em todas elas."
Logo em seguida, o quarto pensamento: "Eu fico gorda até sem elas."
Olho para o armário, olho para o espelho. Olho para o armário, olho para o espelho.
Olho para o espelho e o pensamento cinco passa na minha mente: "O que adianta eu me arrumar, se ninguem repara nem nota em como eu pareço?"
Ponho qualquer roupa e saio.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Blá.

Estou me sentindo... blá.
Não sei que sentimento é. Não é de felicidade, nem longe é tristeza.
Parece conformismo, e lembra orgulho. Tem uma pontada de aflição, pois não quero que ele se vá.
Talvez pelos fatos de meu dia, e talvez pela esperança que eu continue assim. Não quero que isso mude. Não quero a dor de volta. Não preciso estar feliz, apenas me sentir assim.
Blá. Esse foi o nome que dei ao sentimento. Não é exatamente criativo, mas a situação em si não é também. É apenas inexplicavél, entende?
Me lembra esperança, mas não é. Está longe de ser o amor, deste reconheço bem, farejo a dor de longe. É um pouco de liberdade, pois me sinto segura. É um pouco de emoção, pois sinto meu coração se enchendo.
No final, não importa o que é.
Desde que eu o esteja sentindo.