segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Irracional

É incrível como às vezes até as pessoas mais próximas me assustam, e conforme convivo e vivo nessa sociedade, percebo o quão o ser humano apenas finge ser normal e perfeito, mas o quão irracional e estranho ele é.
Ás vezes penso se somos ao menos saudáveis. Não, somos todos corrompidos, pelo egoísmo de querermos apenas o bem para nós mesmos, o poder para nós mesmos, a felicidade para nós mesmos. Foda-se os outros. Até nas boas ações: você apenas as faz para se sentir feliz ou livre de culpa.
Me chame de pessimista, me chame de deturpada, mas olhe ao seu redor.
Errada, não estou.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Oceano

Tudo nela esbanja futilidade.
Entenda, não apenas pela aparência física, não gosto de julgar um livro pela capa.
Mas é como ela vê o mundo. Belo mundo, em que o maior problema é a roupa para a festa.
Tão fácil, mais simples, mais limpo, mais bonito. Valeria a pena?
Bom, primeiro que em meu caso particular, devido à minha bela genética (entre tossidas) e capacidades sociais, se eu fosse me dedicar apenas à futilidades, principalmente pelo lado estético e vaidoso da coisa, estava fudida. Mas, tirando tal particularidade, seria melhor ser superficial?
"Ignorança é uma benção."
Trocaria uma vida de pensamentos e reflexões, entender o que acontece de verdade? Isso não nos faz mais racionais, humanos? Porque, pensemos: qual a diferença de um pavão que se exibe para a fêmea para as meninas que se vestem como um para se exibirem aos machos?
Às vezes em minha mente a balança pesa.
Hemingway já dizia: "Happiness in intelligent people is the rarest thing I know." Pois a verdade nem sempre é boa, a vida nem sempre é boa, a informação nem sempre é boa.
Mas eu vejo assim: a vida seria um oceano. É tão lindo o jeito que o pôr-do-sol bate nele, e como as ondas nos entretêm. Você pode viver na superfície, onde boiar é fácil, e apenas admirar o céu. Ou você pode mergulhar, prendendo a respiração e se forçando a nadar, e encontrar um mundo completamente diferente e novo, de cardumes, algas e pequenos pontos coloridos.
Então tudo bem ela esbanjar fultilidade: ela apenas boia, e o mar é bonito de cima.
Mas eu simplesmente amo estrelas-do-mar...

domingo, 20 de novembro de 2011

Quando...

Sabe quando você tira uma foto e as luzes parecem pequenos vagalumes brilhando, pequeninas bolas de claridade?
Então, são essas luzes que vejo nessas horas.
Minha respiração prende, e eu sinto meus próprios olhos sorrirem. Meu peito se preenche, e não estou mais sozinha: há borboletas no meu estômago.
Eu sempre, sempre, olho para seus lábios, apenas não consigo evitar, normalmente os semi-cerro para depois fechá-los.
Produzo adrenalina e meu coração dispara, minha mente lança um turbilhão, e, por trás da escuridão que enxergo, projeta-se um milhão de imagens e pensamentos, contínuos e mútuos, repentinos.
Se sinto sua respiração próxima à minha então, tudo se multiplica.
É uma das melhores partes, na minha opinião. É o começo, o preparo, o que antecipa. E não importa quantas vezes ele aconteça: toda vez é excitante e diferente.
Aqueles pequenos segundos antes dos nossos lábios se encontrarem, quando nos aproximamos e nosso cérebro, seguindo uma série de desclaves lógicos, faz o 'clique' e nos damos conta do que vai acontecer.
E tudo clareia, para se seguir das borboletas, e pulmões cheios, e cílios calmos se encontrando, e sensibilidade da pele correndo como impulsos e choques e eletricidade.
E ai.. e ai, meu amor, é quando a mágica acontece.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Na ponta do nariz

Achar uma música nova.
Cheiros de livros.
Dormir com o barulho da chuva.
Receber elogios inesperados.
Sorvete.
Saber o que vestir.
Acordar tarde.
Receber uma nota boa.
Viajar.
Festas.
Fazer algo fora da rotina.
Dançar ao som de uma música alta.
Sonhos bons.
Banhos longos.
Sair com os amigos.
Ver um filme inteligente.
Ganhar uma discussão.
Beijar.
Acordar e pensar que esse dia vai ser melhor que o último.
Acordar e lembrar de pequenas coisas que vão fazer seu dia melhor que o último.
Acordar e lembrar de pequenas coisas que vão fazer valer a pena viver mais um dia.
A curiosidade que fica na ponta do nariz de quando teu destino vai te pegar de surpresa de novo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Noite

Agora irei sair,
cumprir meu destino noturno
como uma mente entregue aos delúrios,
ao drama.
Fechar as pestanas,
e sentir a pele aquecer no contato úmido,
para fechar-me tambem pela névoa invisivel,
que preenche meu sensor auditivo.
E me proteger dos perigos iminentes psicologicos,
me envolvendo na camada de macio.